Monitores da UE iniciam missão em zona de segurança na Geórgia
Colaboração para a Folha Online
Os observadores da UE (União Européia) começaram a monitorar nesta quarta-feira a zona de segurança estabelecida pela Rússia ao redor da região separatista da Ossétia do Sul, na Geórgia. A entrada dos monitores foi permitida pelo Exército russo, que ainda ocupa o local e negou nesta terça-feira (30) o acesso dos observadores europeus.
A missão da UE conta com 200 observadores, enviados à Geórgia para supervisionar a retirada das tropas russas do país até o dia 10 de outubro e impedir hostilidades aos habitantes locais durante o processo.
| Arte/Folha Online |
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A porta-voz do chefe da política externa da UE, Javier Solana, confirmou que a entrada dos observadores foi tranqüila e que eles estariam aptos a ir "para onde planejassem". Na chegada dos monitores, no entanto, moradores locais denunciaram os abusos das tropas russas em território georgiano.
Os habitantes da vila de Karaleti disseram que os monitores vieram muito tarde. Segundo os moradores, o local foi devastado por milícias da Ossétia do Sul durante semanas, com arrastões nas casas e lojas. Vitaly Shavishishvili, 24, disse à Associated Press que está morando com seus parentes em um estábulo, depois que os insurgentes incendiaram sua casa e roubaram seus dois carros. Zaira Mamagulashvili, 62, informou que os insurgentes destruíram mais de 30 casas na vila, além de saquearem o comércio local.
| Georgy Abdaladze/AP |
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| Observadores da União Européia são vistos na vila de Duisi (40 km da capital Tbilisi); UE iniciou missão de observação na Geórgia |
Outra localidade alcançada pelo observadores é a região de Akhalgori, localizada em território georgiano ao sudeste da Ossétia do Sul. O local estava calmo na chegada dos observadores, mas segundo autoridades da Geórgia ouvidas em anonimato pela Reuters, mais da metade da população de 8.000 habitantes abandonou suas casas depois do conflito com a Rússia.
Em setembro, em acordo com a UE, o governo russo se comprometeu a retirar todas as suas tropas da Geórgia até 10 de outubro. O Exército russo, no entanto, mantém 7.600 soldados na Ossétia do Sul e da Abhkázia e impedem que os monitores entrem nas regiões separatistas, que foram reconhecidas como soberanas pela Rússia.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, declarou hoje que irá cumprir o acordo de cessar-fogo intermediado pela França e retirar todas as tropas da Geórgia até a data estabelecida.
Conflito
Rússia e Geórgia vivem sob forte tensão desde agosto, quando Tbilisi, que é aliada dos Estados Unidos, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região. O conflito se estendeu, então, para a Abkházia.
Os dois países assinaram um cessar-fogo, intermediado pela França, mas desde o início dos conflitos vivem sob tensão. Líderes de vários países já fizeram apelos pela paz e pelo compromisso russo com a integridade territorial da Geórgia.
A Abkházia também declarou a independência unilateral no início dos anos 90 e já demonstrou vontade de se juntar ao território russo. Os auto-proclamados presidentes das duas regiões se reuniram com Medvedev em meio aos conflitos. A Rússia reconheceu a independência dos dois territórios, o que provocou críticas de líderes de vários países.
Com Reuters e Associated Press
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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