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02/10/2008 - 07h42

Biden leva experiência em política internacional à chapa democrata

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da Folha Online

Foram décadas de experiência em segurança nacional e política internacional que colocaram o senador Joseph Biden como vice na chapa democrata na eleição presidencial americana deste ano. Enquanto o candidato à Presidência, Barack Obama, é apontado como inexperiente --é senador há dois anos--, Biden, 65, cumpre o seu sexto mandato e é um dos políticos americanos há mais tempo em atividade.

Biden foi uma escolha elogiada por analistas políticos e apoiada pela maioria dos democratas. O senador deveria conferir a Obama credenciais em política externa; ligação com as classes operárias --Biden cresceu em uma família classe média baixa branca--; e senso de realidade --Obama é criticado por ser etéreo demais.

Jeff Kowalsky/Efe
Joe Biden, veja outras imagens do candidato a vice dos democratas
Joe Biden, veja outras imagens do candidato a vice dos democratas

O "porém" é que Biden é conhecido por falar demais. Em abril de 2007, quando participava das primárias do partido para concorrer à Presidência, Biden foi questionado, em debate, se teria a capacidade de controlar a famosa eloqüência, se eleito. "Sim", respondeu secamente, "até que a platéia entendeu a piada e caiu na risada", relata o jornal "New York Times".

Bastaram alguns dias para que Biden cometesse uma de suas maiores gafes neste ano. Ele disse que Obama era o primeiro "candidato negro articulado, inteligente, limpo e bem apessoado". Dias depois, já em plena campanha, Biden afirmou que a senadora democrata Hillary Clinton seria uma candidata a vice melhor do que ele.

Na primeira entrevista à TV como candidato a vice, ele disse, em crítica ao atual presidente, o republicano George W. Bush, que, quando houve a crise de 1929, "Franklin D. Roosevelt foi para a TV" falar sobre o assunto. O problema é que, na época, Roosevelt não era presidente --era Herbert Hoover-- e sequer existia televisão.

Trajetória

Nascido em 20 de novembro de 1942, em Scranton, Pensilvânia, Biden teve praticamente toda sua vida política atrelada ao Senado. De família católica irlandesa, formou-se em história e ciências políticas pela Universidade de Delaware, em 1965, e em Direito na Universidade de Syracuse, em 1968. Fora da política, atuou como advogado e defensor público na cidade de Wilmington, Delaware.

Em 1970, Biden foi eleito ao conselho do Condado de New Castle (que equivale ao cargo de vereador). Em 1972, venceu a primeira eleição para o Senado logo após completar 30 anos --a idade mínima para o cargo.

Um mês depois, em 18 de dezembro de 1972, a mulher e a filha de Biden morreram em um grave acidente automobilístico. Com o trauma, Biden pensou em renunciar, mas, depois de apelos da liderança do Partido Democrata, foi empossado, ao lado dos leitos hospitalares dos dois filhos que sobreviveram. Para cuidar dos filhos, ele continuou morando em Wilmington e indo de trem todos os dias até Washington, hábito que ainda mantém.

Biden entrou no Comitê de Relações Internacionais do Senado em 1975 e o preside desde 2001. Na década de 1990 se dedicou à resolução dos conflitos nos Balcãs. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi favorável às invasões do Afeganistão e do Iraque pela gestão Bush, mas acabou tornando-se um dos maiores críticos do conflito.

Biden também é membro do Comitê Judiciário do Senado, que presidiu entre 1987 e 1995. Lá, foi líder em questões de combate ao crime e tráfico de drogas e combate ao terrorismo.

Em 1988, Biden foi pela primeira vez pré-candidato à Presidência, mas acabou derrotado nas primárias. Nas eleições de 2004 foi considerado provável candidato a vice de John Kerry, mas recusou o convite, apoiando a escolha do atual candidato republicano John McCain. Biden foi pré-candidato nesta eleição, mas desistiu em janeiro passado.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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