Mundo
02/10/2008 - 12h27

Pesquisas dão vitória a Obama; instituto registra virada após debate

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da Folha Online

Duas pesquisas nacionais de intenção de voto para a corrida à Casa Branca mostraram nesta quinta-feira que o candidato democrata, o senador por Illinois Barack Obama, permanece na frente do republicano, o senador por Arizona John McCain. Um terceiro levantamento aponta uma virada de Obama, após o debate contra McCain na TV, na sexta-feira passada (26).

Quem apontou a virada foi o instituto GW/Battleground. Na segunda-feira (29), já depois do debate mas ainda não totalmente sob efeito dele, o levantamento dava a dianteira a McCain --48% contra 46% para Obama. Nesta quinta, o resultado não apenas se inverteu como deu uma vantagem de cinco pontos percentuais para Obama. O GW/Battleground registra, agora, 49% das intenções de voto para o democrata e 44% para o republicano.

Kevin Lamarque/Reuters
O candidato Barack Obama, no Senado
O candidato Barack Obama, no Senado

Os dois levantamentos que tiveram resultados similares na segunda-feira e nesta quinta são dos institutos Rasmussen e Hotline/FD. O primeiro dava 50% das intenções de voto a Obama e 45% a McCain na segunda-feira e, hoje, dá 51% a 44%. Já o segundo dava 47% a 42% na segunda e, hoje, dá exatamente o mesmo percentual.

Os resultados desta quinta resumem os dias de notícias ruins para a campanha republicana.

Ontem (1º), pesquisas da Universidade Quinnipiac revelaram avanço de Obama em três dos chamados Estados-pêndulo --Estados sem predileção partidária que, por isso, são cruciais na conquista dos votos no Colégio Eleitoral. Outras três pesquisas nacionais também colocaram Obama em vantagem, nas intenções de voto. Na da rede de TV CBS e do jornal "New York Times" o democrata recebeu nada menos que nove pontos percentuais de vantagem.

Soma-se à queda no desempenho de McCain o fato de a gestão do atual presidente, George W. Bush, ter recebido índice recorde de rejeição. Dos americanos entrevistados pelo Gallup, apenas 27% aprovam o governo Bush.

Irritado e sarcástico

Ontem, a agência de notícias Associated Press relatou que McCain "pareceu irritado e, em alguns momentos, sarcástico" durante uma entrevista ao corpo editorial do jornal "The Des Moines Register", em Des Moines, Estado de Iowa.

Brian Snyder/Reuters
O candidato John McCain, em Des Moines
O candidato John McCain, em Des Moines

Questionado sobre a preocupação em relação à inexperiência de sua companheira de chapa, Sarah Palin, ele reagiu. "Eu discordo da premissa de que ela não tem experiência." O senador disse que Palin já integrou o conselho de pais e mestres da sua cidade, no Alasca; integrou o Conselho Municipal; foi prefeita; e é governadora daquele Estado. "Temos discordâncias nas premissas, e eu estou feliz que os americanos estejam do meu lado."

Quando o assunto foi a reação dos eleitores à inexperiência de Palin, McCain apelou para o sarcasmo. "Mesmo? Não detectei isso nas pesquisas, não detectei isso na base." O senador disse que "se há festeiros de Georgetown [área de Washington] que se dizem conservadoras e não gostam dela, boa sorte". "Eu acho que o povo americano tem demonstrado, em larga escala, a sua aprovação."

Debate

Todos os problemas na campanha republicana e a irritação de McCain aumentam a pressão em torno da atuação de Palin no debate desta quinta-feira. Ela encontrará o candidato a vice democrata, o veterano senador Joe Biden, na Universidade Washington, em St. Louis, às 21h (22h em Brasília). Palin é conhecida por sua inexperiência --principalmente no que se refere a política internacional, ponto forte de Biden--; enquanto Biden é conhecido por falar demais.

O confronto tem transmissão ao vivo, na TV paga, pela CNN Internacional; pela CNN em espanhol --com tradução simultânea para o espanhol--; e pela Globonews --com tradução simultânea para o português.

Estados-pêndulo

Confira as tendências de voto, Estado a Estado:

Arte/Folha Online
Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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