Mundo
02/10/2008 - 19h33

Cresce número de americanos assustados com despreparo de Palin

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da Folha Online

Cerca de 60% dos eleitores americanos acreditam que a candidata republicana à vice-Presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, não tem a experiência necessária para substituir seu companheiro de chapa John McCain caso ele seja eleito presidente, informou uma pesquisa do jornal "Washington Post" e da rede de TV ABC divulgada nesta quinta-feira.

No começo de setembro, 47% das pessoas entrevistadas pela mesma sondagem afirmavam que Palin era inexperiente. A preocupação é tida como fator-chave principalmente por causa da idade de McCain, 72, que em caso de sua eventual vitória o tornaria o presidente mais velho a chegar à Casa Branca.

Ramin Talaie-25set.09/Efe
NEW03 NUEVA YORK (ESTADOS UNIDOS), 25/9/08.- La candidata republicana a la vicepresidencia de Estados Unidos, Sarah Palin, se sienta entre el público durante la segunda jornada de la Iniciativa Global Clinton en Nueva York, Estados Unidos, hoy jueves 25 de septiembre. El ex presidente del país, Bill Clinton, organiza cada año este encuentro en paralelo a la Asamblea General de la ONU como parte de las reuniones de la iniciativa global que lleva su nombre, y en él se abordan temas como la pobreza, el cambio climático y la energía. EFE/Ramin Talaie
Sarah Palin terá que enfrentar Biden sem ajuda de seus assessores

A poucas horas do primeiro e único debate televisionado entre Palin e o adversário democrata, Joe Biden, a pesquisa mostrou também que um terço dos americanos está menos disposto a votar em McCain, por causa de sua vice.

O debate, que acontece na noite desta quinta-feira em Saint Louis (Mississippi) e terá duração de 90 minutos, será uma oportunidade crucial para a governadora do Alasca recuperar sua credibilidade junto aos eleitores.

Desde que foi escolhida para a chapa republicana em agosto, Palin, 44, evitou falar à imprensa e fez apenas três entrevistas previamente agendadas, todas foram alvo de duras críticas da mídia e do próprio Partido Republicano por causa de gafes da governadora. Na CBS, ela não conseguiu citar uma decisão do Supremo da qual discordasse, nem nomear revistas e jornais que costuma ler.

"Democratas e republicanos tendem mais agora a duvidar de suas atitudes, mas a maior mudança virá dos votos independentes", afirmava o texto que acompanhava a pesquisa.

Cerca de 63% dos eleitores independentes dizem que Palin não tem experiência suficiente para ser vice-presidente dos EUA, segundo a pesquisa, realizada entre 27 e 29 de setembro, com uma amostra de 1.070 pessoas em todo o país.

Fator-Palin

Outra pesquisa divulgada nesta quarta-feira indicou que apenas 25% dos eleitores acreditavam que Palin estava pronta para ser vice-presidente. Logo após da Convenção Republicana, porém, este percentual era de 41%.

Morry Gash/AP
Democratic vice presidential candidate Sen. Joe Biden, D-Del., speaks at a fire station Friday, Sept. 26, 2008, in Cudahy, Wis. (AP Photo/Morry Gash)
Experiência do democrata Joe Biden deve dificultar o debate para a Sarah Palin

A recente queda das intenções de voto de McCain frente ao adversário democrata Barack Obama tem sido em grande parte atribuída ao questionamento dos eleitores sobre a experiência de Palin.

Biden, 65, senador há décadas por Delaware, possui muito mais experiência política do que Palin, incluindo na área de Relações Internacionais. Biden é presidente do Comitê para Relações Exteriores do Senado e Palin debutou na área durante a Assembléia Geral da ONU, na semana passada, em Nova York, onde se reuniu pela primeira vez com líderes de governo do mundo todo.

Por outro lado, os pontos fracos de Biden são sua idade avançada e algumas declarações confusas, como em uma entrevista recente em que trocou o nome de um presidente americano. Sarcasmo demais contra Palin também pode ser um tiro pela culatra, já que o senador corre o risco de ser taxado de sexista.

Palin passou os últimos três dias se preparando para o debate no rancho de McCain, no Arizona, ao lado de especialistas da campanha republicana. O candidato desmentiu nesta quinta-feira, durante vários programas de TV dos quais participou, que estaria aborrecido por membros de sua equipe supostamente não estarem deixando Palin ser ela mesma.

"Nós deixamos Sarah ser Sarah. Ela é esperta, forte, ela já participou de debates antes", afirmou McCain em entrevista ao canal Fox News. "O povo americano... quanto mais vê ela, mas adora ela, e estou confiante sobre isso", acrescentou.

Com agências internacionais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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