Mundo
02/10/2008 - 20h11

McCain cogita investidor Warren Buffett para ocupar Tesouro dos EUA

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da Reuters
colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, citou nesta quinta-feira o investidor Warren Buffett e a ex-presidente do eBay Meg Whitman como candidatos à Secretaria do Tesouro em seu governo. O senador não quis dizer se convidaria o atual secretário, Henry Paulson, para permanecer no cargo.

"Acho que seria alguém que os norte-americanos reconheceriam que inspiraria confiança", disse o senador. "Há gente como John Chambers gente como Meg Whitman, gente como Warren Buffett", prosseguiu, acrescentando que essas pessoas poderiam ocupar vários cargos no governo.

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** FILE ** In this May 21, 2008 file photo, U.S. Billionaire investor Warren Buffet speaks during a news conference in Madrid. Buffett's Berkshire Hathaway Inc. is investing at least $5 billion in Goldman Sachs Group Inc., Goldman announced Tuesday, Sept. 23, 2008. (AP Photo/Paul White, file)
Warren Buffett é um dos cogitados para ocupar o Tesouro sob Presidência de McCain

McCain disse ainda que escolheria um republicano ou um democrata que seja muito respeitado para liderar o Departamento. Contudo, ele admitiu que Buffett pode não estar interessado no cargo por causa de sua idade, 78 anos, e por ter endossado a candidatura do democrata Barack Obama.

A crise financeira nos EUA e o pacote de US$ 700 bilhões para compra de títulos "podres" (sem liquidez) dos bancos pelo Estado aumentaram o interesse dos eleitores sobre quem comandará o Tesouro no próximo governo.

Logo que o governo de George W. Bush divulgou o plano bilionário para dissipar a crise financeira do país, McCain questionou se não seria arriscado entregar tanto dinheiro nas mãos de uma única pessoa, Paulson.

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Em entrevista à agência de notícias Reuters, McCain disse também que a liderança presidente do Federal Reserval (Banco Central americano), Ben Bernanke, tem "prazo estabelecido", mas que poderia ocupar o cargo novamente dependendo das condições econômicas da época.

"Ele tem um mandato fixo, então eu certamente teria de olhar novamente para a situação geral da época em que eu tivesse de fazer essas escolhas, mas o fato é que ele está cumprindo um mandato".

Questionado sobre a performance de Bernanke durante a crise, McCain disse ter "muito respeito" pelo presidente do Fed. "Acho que ele trabalhou muito. Acho novamente que muito depende de como vai ficar... Sucesso ou fracasso é um critério pelo qual obviamente muitos de nós julgamos um indivíduo, então teremos de esperar para ver."

O mandato de quatro anos de Bernanke como presidente do Fed acaba em 31 de janeiro de 2010. Já seu mandato como membro do conselho do Fed acaba apenas em 31 de janeiro de 2020.

Pesquisas e a crise

Sobre o plano de resgate financeiro, tema que dominou a campanha presidencial nas últimas semanas, McCain se disse "reservadamente otimista" com a aprovação na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados) --que rejeitou a proposta em votação nesta segunda-feira (29).

Gerald Herbert/AP
Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., boards his campaign plane in Arlington, Va., Thursday, Oct. 2, 2008. (AP Photo/Gerald Herbert)
John McCain diz que está satisfeito com resultado das pesquisas de intenção de voto

O republicano anunciou na semana passada que suspenderia sua campanha até que o plano fosse aprovado e uma solução para a crise fosse encontrada. A estratégia visava mostrar aos eleitores que McCain coloca o país em primeiro lugar --seu slogan de campanha--, mas foi seu rival democrata, Barack Obama, quem subiu nas pesquisas de intenção de voto.

"Você apenas coloca um pé a frente do outro", disse McCain, sobre as pesquisas que o mostram atrás na disputa pela Casa Branca. "Sempre valorizo o status de azarão. Sabe, diante da situação geral, fico muito satisfeito com onde estamos ao entrar no último mês de campanha."

O candidato afirmou ainda que a crise financeira não vai afetar suas promessas de campanha de manter os impostos baixos e equilibrar o orçamento federal --em grande déficit-- até 2013. "Nós podemos balancear [o orçamento] até 2013 se nós mantivermos nossa economia andando e não tomarmos medidas que prejudicarão nossa economia", disse.

O senador, que sempre fala sobre a importância de um dólar valorizado, disse que fará de tudo para fortalecer a moeda, mas não quis especular sobre uma eventual intervenção cambial.

"O primeiro passo a ser tomado é obviamente que temos de parar de hipotecar nossa economia para a China e de pedir a eles que financiem nossa dívida", disse. "Isso, eu acho, teria o efeito mais salutar em curto prazo. Mas não posso lhe dar todas as hipóteses envolvidas numa "intervenção" e o que seria essa intervenção."

McCain disse que uma prioridade do seu governo será retomar a chamada Rodada Doha da abertura comercial global. "Precisamos lhe dar grande urgência", afirmou, salientando a necessidade de conter "alguns dos sentimentos protecionistas" que os EUA e outros países participantes têm em certos setores econômicos.

Questionado se os EUA mudariam seu perfil e participariam mais ativamente nas negociações para a redução de emissão de gases do efeito estufa e a substituição do Protocolo de Kyoto, McCain disse que faria "o que for necessário para tentar avançar".

Para isso, disse ainda o republicano, ele chamaria o ex-vice-presidente e democrata AL Gore, um dos ícones dos esforços pelo ambiente e alguém por quem McCain "tem grande respeito". "Eu o chamaria, eu chamaria pessoas que estiveram envolvidas neste assunto por muitos anos".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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