Mundo
02/10/2008 - 21h15

Comércio com América Latina acirra disputa entre McCain e Obama

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da Efe, em Saint Louis

O comitê de campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, acusou Barack Obama de rejeitar acordos comerciais com países da América Latina, o que foi prontamente negado por um assessor do presidenciável democrata.

A troca de acusações ocorreu no Museu de História de Saint Louis, onde os principais assessores da área econômica de McCain e Obama --Douglas Holz-Eakin e Austin Goolsbee, respectivamente- se enfrentaram em um debate.

Goolsbee afirmou que o comércio "não é um inimigo" e que "Estados Unidos não podem cavar um fosso ao redor". Contudo, ressaltou que milhões de pessoas foram prejudicadas por acordos internacionais de livre-comércio.

O assessor de Obama lembrou que o presidenciável democrata se opõe ao Tratado de Livre-Comércio (TLC) com América Central e a República Dominicana porque o documento
"está cheio de cláusulas que beneficiam determinados setores".

Obama é um forte opositor dos acordos de livre-comércio. Ele argumenta que os tratados ameaçam as indústrias americanas e causam perda de milhares de postos de trabalho. Estes são os mesmos motivos apresentados pelos sindicatos ttrabalhistasamericanos, que endossaram a candidatura de Obama.

Goolsbee citou uma cláusula que permite às empresas farmacêuticas americanas venderem seus remédios a altos preços na região, mesmo quando nos EUA tiverem disponíveis versões genéricas mais baratas do mesmo medicamento.

Ele adiantou que Obama negociará com o México e o Canadá um reforço das normas de segurança no trabalho e de proteção ao ambiente incluídas no Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês).

Mudança

Holz-Eakin rebateu as declarações do assessor democrata com uma dura crítica às posições defendidas por Obama. "Convinha a ele ser contra o livre-comércio nas primárias de Ohio, e agora Obama diz ser a favor", afirmou o economista republicano.

Ohio é um dos Estados mais afetados pela perda de postos de trabalho com o desmantelamento de sua indústria manufatureira.

Holz-Eakin disse ainda que Obama rejeita "por motivos políticos" o tratado oficializado entre o governo do presidente George W. Bush e a Colômbia, que depende apenas de aprovação no Congresso americano.

"Obama se opõe ao acordo com a Colômbia apesar de ter as mesmas normas ambientais e trabalhistas que o do Peru, que ele diz apoiar", completou.

Após o debate, Holz-Eakin disse que McCain é favorável a "um acordo comercial entre o norte e o sul das Américas", que poderia ser similar à tentativa frustrada de implantação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca).

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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