Comércio com América Latina acirra disputa entre McCain e Obama
da Efe, em Saint Louis
O comitê de campanha do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, acusou Barack Obama de rejeitar acordos comerciais com países da América Latina, o que foi prontamente negado por um assessor do presidenciável democrata.
A troca de acusações ocorreu no Museu de História de Saint Louis, onde os principais assessores da área econômica de McCain e Obama --Douglas Holz-Eakin e Austin Goolsbee, respectivamente- se enfrentaram em um debate.
Goolsbee afirmou que o comércio "não é um inimigo" e que "Estados Unidos não podem cavar um fosso ao redor". Contudo, ressaltou que milhões de pessoas foram prejudicadas por acordos internacionais de livre-comércio.
O assessor de Obama lembrou que o presidenciável democrata se opõe ao Tratado de Livre-Comércio (TLC) com América Central e a República Dominicana porque o documento
"está cheio de cláusulas que beneficiam determinados setores".
Obama é um forte opositor dos acordos de livre-comércio. Ele argumenta que os tratados ameaçam as indústrias americanas e causam perda de milhares de postos de trabalho. Estes são os mesmos motivos apresentados pelos sindicatos ttrabalhistasamericanos, que endossaram a candidatura de Obama.
Goolsbee citou uma cláusula que permite às empresas farmacêuticas americanas venderem seus remédios a altos preços na região, mesmo quando nos EUA tiverem disponíveis versões genéricas mais baratas do mesmo medicamento.
Ele adiantou que Obama negociará com o México e o Canadá um reforço das normas de segurança no trabalho e de proteção ao ambiente incluídas no Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês).
Mudança
Holz-Eakin rebateu as declarações do assessor democrata com uma dura crítica às posições defendidas por Obama. "Convinha a ele ser contra o livre-comércio nas primárias de Ohio, e agora Obama diz ser a favor", afirmou o economista republicano.
Ohio é um dos Estados mais afetados pela perda de postos de trabalho com o desmantelamento de sua indústria manufatureira.
Holz-Eakin disse ainda que Obama rejeita "por motivos políticos" o tratado oficializado entre o governo do presidente George W. Bush e a Colômbia, que depende apenas de aprovação no Congresso americano.
"Obama se opõe ao acordo com a Colômbia apesar de ter as mesmas normas ambientais e trabalhistas que o do Peru, que ele diz apoiar", completou.
Após o debate, Holz-Eakin disse que McCain é favorável a "um acordo comercial entre o norte e o sul das Américas", que poderia ser similar à tentativa frustrada de implantação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca).
Leia mais
- McCain cogita investidor Warren Buffett para ocupar Tesouro dos EUA
- Revista "New Yorker" apóia candidatura de Barack Obama
- Celebridades americanas defendem ida às urnas em vídeo irônico; veja
- Cresce número de americanos assustados com despreparo de Palin
- John McCain desiste de fazer campanha em Michigan
- Filha de McCain sai em campanha solo pelo republicano
- Leia algumas gafes cometidas pelos candidatos a vice dos EUA
- Eventual fracasso de Palin no debate pode afundar chapa republicana
- Pesquisas dão vitória a Obama; instituto registra virada após debate
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre as eleições nos EUA
- Leia o blog Folha Na Sucessão de Bush
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar