Apesar de pesquisas, imprensa dos EUA se divide sobre debate entre vices
da Folha Online
da France Presse, em Washington
Apesar das pesquisas indicarem que o democrata Joe Biden venceu o debate contra a republicana Sarah Palin, os principais jornais americanos fizeram nesta sexta-feira julgamentos bastantes divergentes sobre o evento.
O "Wall Street Journal" considera que a governadora do Alasca "fez mais do que se defender", mencionando a política externa frente a seu adversário, que preside a comissão de Relações Exteriores do Senado, e "marcou pontos, ao menos sobre o Iraque e o Afeganistão".
O diário econômico conservador afirma que Palin "se mostrou digna da arena nacional" tanto durante o debate quanto em seu discurso de aceitação durante a convenção republicana, no início de setembro.
| Don Emmert-2.out.2008/Reuters |
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| Joe Biden e Sarah Palin debateram temas tão variados como Guerra do Iraque, crise econômica, casamento gay e impostos |
"Deixem Palin ser ela mesma e, se ela cometer um erro, como acontece com todo candidato, isso não dará espaço a um julgamento épico sobre sua capacidade de ser vice-presidente", insiste o "WSJ".
Já o "New York Times" se mostra duro em relação à candidata. "O debate não mudou a verdade essencial da candidatura de Palin: McCain fez uma escolha ousadamente irresponsável, que desfez a imagem que foi criada, a de um homem honesto, moderado, com muita de experiência, com julgamento e princípios", considera o jornal.
"Após uma série de entrevistas cheias de gafes que suscitaram sérias dúvidas, até mesmo entre os conservadores, quanto a sua capacidade de ser vice-presidente, Palin não tinha muito a dizer, apenas uma ou duas coisas sensíveis e evitar uma grande gafe que decidiria o resultado da eleição", acrescentou o "NYT". "Com base nesse critério, e segundo esse critério apenas, a governadora do Alasca se saiu bem", concluiu o jornal.
O "Washington Post" analisou os dois adversários de forma mais crítica. "Isso é uma medida das baixas expectativas para o debate da noite passada que foi, no final das contas, mais uma discussão superficial cheias de evasivas e descaracterizações, que foi visto como uma boa notícia pela governadora Sarah Palin e pelo senador Joseph Biden", indicou.
Pesquisas
De acordo com pesquisa da CNN/Opinion Research Corp., 51% dos eleitores disseram achar que Biden venceu o debate, contra 36% para Sarah Palin. Ainda de acordo com a sondagem, ambos os candidatos superaram as expectativas: 84% disseram que Palin se saiu melhor que o esperado, enquanto 64% disseram que Biden também superou as expectativas. A margem de erro da pesquisa é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.
Outra pesquisa, divulgada pela rede CBS, afirma que 46% dos eleitores que ainda não tinham escolhido candidato ou que estavam abertos a mudanças na escolha apontaram o democrata como o vencedor, contra 21% para a republicana. Cerca de um terço dos entrevistados disse achar que o resultado do debate foi empate. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para qualquer direção.
O debate, considerado de grandes oportunidades e riscos, transcorreu sem grandes danos para ambos os lados. Palin conseguiu repetir a retórica republicana sem cometer nenhuma gafe, mas não foi páreo para a disputa contra os 35 anos de experiência de Biden no Senado.
Em todos os assuntos, Biden reafirmou a mensagem de mudança da campanha do democrata Barack Obama, associando as políticas do presidenciável republicano, John McCain, aos oito anos de governo do presidente George W. Bush.
Orientações
Desde o começo da semana, Biden recebeu orientações de líderes democratas femininas para assegurar que seu tom --mais profissional e distante que o de Palin-- não soasse sexista. E conseguiu, mesmo nos embates mais longos.
Para isso, Biden buscou não responder diretamente a Palin, mas preferiu lançar golpes freqüentes contra o McCain. O democrata disse que McCain não é independente "para as questões realmente importantes para o povo americano". "Ele votou contra incluir crianças no plano de saúde, votou a favor do orçamento de Bush", afirmou Biden, "ele não foi independente na guerra e em nada realmente importante".
Do ponto de vista da campanha republicana, Palin tropeçou --como era esperado-- nas perguntas sobre política internacional, mas conseguiu reforçar a imagem de McCain, que insistiu em chamar de "maverick" (independente). "McCain é independente e ele enfrentou críticas dos dois lados ao defender o melhor para o povo americano. E foi isso que eu fiz no Alasca", afirmou Palin, que reiterou várias vezes suas conquistas como governadora do Alasca para provar que estaria qualificada para ser vice-presidente.
Palin apelou para a simpatia, se dirigindo sempre sorridente para os espectadores. Ela reafirmou seu apelo às famílias americanas de classe média --um dos motivos para sua entrada na chapa republicana-- inclusive com gírias de jogos de hóquei como "you betcha" ("pode apostar", em tradução livre). "Nós lutaremos pela América, lutaremos pelas famílias de classe média. Eu estive lá e conheço os desafios e as felicidades de ser americana", disse.
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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