Mundo
03/10/2008 - 11h58

Campanhas declaram triunfo de seus candidatos no debate entre vices

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colaboração para a Folha Online
da Efe, em Saint Louis

Os candidatos a vice-presidente dos Estados Unidos, senador Joe Biden e governadora Sarah Palin, se enfrentaram na noite desta quinta-feira em único e aguardado debate. Para campanha republicana, Palin saiu vencedora ao provar que está pronta para assumir o cargo. Para a campanha democrata, Biden foi o grande vencedor ao dominar o confronto com sua experiência.

Depois de tentarem reduzir as expectativas em torno do desempenho de seus candidatos a vice, as campanhas correram para apontar sua interpretação do confronto e declarar seu candidato como ganhador.

A diretora de comunicação da campanha do republicano John McCain, Jill Hazelbaker, argumentou em comunicado que a governadora do Alasca "deixou provado sem nenhuma dúvida que está preparada para ser vice-presidente dos EUA".

Ron Edmonds/AP
Republican vice presidential candidate Alaska Gov. Sarah Palin waves as she steps on stage before the vice presidential debate at Washington University in St. Louis, Mo., Thursday, Oct. 2, 2008. (AP Photo/Ron Edmonds)
Republicana Sarah Palin cumprimenta público do único debate de candidatos a vice

"Ela ganhou o debate ao colocar Joe Biden na defensiva ao falar de energia, de política externa, de impostos e do que significa a palavra mudança", disse a diretora. De fato, Palin atendeu as expectativas do partido e conseguiu se mostrar segura e evitar gafes como as que prejudicaram sua imagem nas três entrevistas que concedeu à televisão americana.

Palin tropeçou --como era esperado-- nas perguntas sobre política internacional, mas conseguiu reforçar a plataforma republicana nos temas variados e insistiu que McCain é um político "maverick" (independente) e que ele "é o líder que trará a real mudança para o país"

"McCain é independente e ele enfrentou críticas dos dois lados ao defender o melhor para o povo americano. E foi isso que eu fiz no Alasca", afirmou Palin, que reiterou várias vezes suas conquistas como governadora do Alasca para provar sua qualificação.

Segundo Hazelbaker, o debate foi a contraposição de Biden, "um político que pertence ao sistema de Washington há 35 anos" --argumento usado várias vezes por Palin durante o confronto-- e a governadora "que não pertence a Washington e pe uma reformadora independente".

"Ela se mostrou direta, com força e trouxe um pouco de ar fresco", continuou a diretora republicana.

O presidente do Comitê Nacional Republicano, Robert Duncan, disse que, com o debate, "a confiança dos Estados Unidos na governadora Palin aumentou". "Ela é claramente uma defensora das famílias que trabalham duramente e mostram nosso grande país".

Réplica

Do outro lado, o principal estrategista da campanha democrata, David Plouffe, defendeu que Biden "destacou de forma contundente as desastrosas políticas econômicas e externas dos últimos anos, enquanto Sarah Palin as defendeu".

Ron Edmonds/AP
Joe Biden fala durante debate com a republicana Sarah Palin no Missouri
Joe Biden fala durante debate com a republicana Sarah Palin no Missouri

De fato, o candidato democrata a vice criticou o governo do presidente republicano George W. Bush em sua primeira resposta do debate, sobre a crise econômica. "A crise que vivemos é fruto das políticas econômicas ruins dos últimos oito anos e do fracasso do governo em controlar e regulamentar o sistema financeiro."

Contudo, a republicana Palin também não poupou a atual administração, mesmo utilizando um tom menos agressivo que o rival democrata. "O governo federal não garantiu a supervisão do sistema financeiro de que precisamos", afirmou a governadora do Alasca, em resposta a mesma pergunta.

Plouffe descreveu Biden como um "estadista de Scraton", a pequena cidade da Pensilvânia onde o democrata nasceu e ressaltou que "claramente pesou a experiência e o conhecimento para ser vice-presidente".

De fato, a experiência de 35 anos no Senado --incluindo a presidência do COmitê de Relações Exteriores-- pesou nas discussões da noite desta quinta-feira. Ele reforçou seu histórico e reafirmou a mensagem de mudança da campanha democrata evitando não responder diretamente a Palin.

Biden --que é amigo de longa-data de McCain-- não poupou o senador por Arizona. Reiterou o registro de votação de McCain no Senado e afirmou que ele não é independente "para as questões realmente importantes para o povo americano".

Biden foi elogiado também pela ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton. Em comunicado, ela afirmou que o confronto na Universidade Washington demonstrou que McCain e Palin "oferecem as mesmas políticas falidas da administração Bush".

"As famílias de classe média que trabalham duramente merecem algo melhor", disse a senadora, que participou do treinamento de Biden para o confronto. A classe média foi um dos termos mais citados pelo senador no debate. "Nós vamos fundamentalmente mudar o foco da economia. Focaremos na classe média americana que é onde devemos focar para a economia crescer", disse o democrata.

A ex-primeira-dama destacou ainda a "força, o caráter apaixonado e a experiência de líder de Biden" que, como Obama, "entende perfeitamente os problemas econômicos do país e os desafios do Iraque, Afeganistão e do resto do mundo".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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