Mundo
03/10/2008 - 13h04

Obama e McCain criticam números de desemprego nos EUA

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colaboração para a Folha Online

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, criticaram nesta sexta-feira as novas cifras do desemprego no país. O democrata lamentou os nove meses seguidos de perdas de vagas de trabalho e o republicano admitiu que a economia "segue por um mau caminho".

O Departamento do Trabalho americano divulgou hoje que 159 mil vagas foram perdidas e o índice de desemprego se manteve em 6,1% da da população ativa. A redução de postos de trabalho foi a maior desde março de 2003, e superou a expectativa dos analistas, que tinham calculado uma eliminação de 100 mil a 110 mil empregos.

"Hoje os americanos despertaram com a triste notícia de que perderam 159 mil empregos só no mês passado, fazendo de setembro o nono mês consecutivo de perdas de empregos", afirmou Obama em comunicado.

"Hoje, o anúncio de 159 mil empregos perdidos confirma que os trabalhadores da América sabem há meses: a economia de nossa nação está no mau caminho. É imperativo que o Congresso atue de imediato para resolver a crise financeira, proteger os contribuintes e fazer bom uso de seus dólares. Mas devemos fazer mais", afirmou, por sua vez, McCain, aproveitando para reforçar seu argumento para a resolução da crise financeira que atinge o país.

Somente neste ano, a economia dos EUA perdeu 760 mil postos de trabalho, o que, para muitos analistas, é outro indício de que o país está em recessão. Os números não levam em consideração os efeitos do furacão Ike, que afetou o sul dos Estados Unidos em meados de setembro.

Uma medida alternativa do desemprego, que leva em conta os trabalhadores que, desanimados, abandonam a busca por ocupação remunerada, subiu de 10,7% para 11%, o nível mais alto desde abril de 1994.

Ao mesmo tempo, o número de pessoas que têm emprego em tempo parcial --onde não recebem benefícios como seguro médico ou férias remuneradas-- porque não encontram emprego em período integral aumentou em 337 mil e chegou a 6,1 milhões.

O total de horas trabalhadas caiu 0,5%, e acumulou queda de 1,4% em um ano. O relatório do governo mostrou ainda que as remunerações subiram em setembro US$ 0,03, para US$ 18,17 por hora. A maioria dos analistas previa um aumento de 0,3%.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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