Mundo
03/10/2008 - 13h50

EUA investirão US$ 300 mi para promover sua imagem no Iraque

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colaboração para a Folha Online

O Departamento de Defesa americano investirá até US$ 300 milhões (R$ 590 milhões) para promover a imagem dos Estados Unidos no Iraque, nos próximos três anos. O dinheiro será destinado à produção de programas de entretenimento, comerciais e reportagens para a televisão iraquiana.

Segundo reportagem do jornal "Washington Post", a estratégia do Departamento é um esforço "para engajar e inspirar" a população local a apoiar as tropas americanas e o governo iraquiano após seis anos do conflito no país. Leia a íntegra, em inglês

Os novos contratos, fechados com quatro empresas americanas que atuam no Iraque, devem expandir e consolidar as "operações de informação psicológica" do Exército americano em uma época promissora para os soldados, já que a violência no país reduziu e as tropas começam a retornar para os EUA.

Uma fonte oficial descreveu os trabalhos da campanha como um programa no qual, entre outras coisas, aparecerão vídeos de jovens que raptaram a filha de uma família influente iraquiana. A mensagem do vídeo é que os iraquianos devem lutar contra o inimigo, personalizado nos integrantes da rede terrorista Al Qaeda.

O oficial afirmou ainda que os vídeos não são creditados ao exército americano. "Nós oferecemos para vários canais de televisão iraquianos. Eles não sabem que o produtor do vídeo é o governo americano. se eles soubessem, nunca exibiriam nada", disse, citado pelo "Post".

"Se você perguntar para a maioria dos iraquianos, eles diriam que veio do governo deles", continuou.

O controle da imagem dos americanos perante a população iraquiana é um passo importante para o Pentágono, que vê com cautela o crescimento da propaganda terrorista na região. Os extremistas contam com sites e vídeos onde Osama Bin Laden conclama os jovens a luta armada contra Washington e contra o governo iraquiano.

"Nós estamos perdendo a guerra da comunicação para um cara em uma caverna", disse o secretário americano Robert M. Gates, citado pelo jornal. Para igualar a competição, os EUA já gastaram centenas de milhões de dólares em contratos deste tipo no país.

Os vídeos produzidos pelos americanos, afirma o "Post", tiveram influência direta na reconciliação política, na melhora da autoconfiança do exército iraquiano e no trabalho com a população local para que denunciem atividade criminal.

 

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