Congressistas dizem que Obama os convenceu a votar no plano de resgate
da Folha Online
da France Presse, em Washington
Vários membros democratas da Câmara de Representantes americana afirmaram nesta sexta-feira que o candidato de seu partido à Casa Branca, Barack Obama, ligou para eles e os convenceu a apoiar o plano de resgate financeiro.
Os representantes de Maryland, Donna Edwards e Elijah Cummings, afirmaram ter recebido telefonemas de Obama depois de votarem na segunda-feira (29) contra a primeira versão do plano.
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Obama lhes assegurou que ele próprio promoveu uma reforma do plano sobre as falências em favor dos proprietários de imóveis em dificuldade e insistiu no fato de que a estabilização do sistema financeiro era urgente, o que acabou convencendo os parlamentares a reverem seus votos hoje.
| Gerald Herbert/Kevin Lamarque/AP/Reuters |
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| Os candidatos John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata) |
A Câmara dos Deputados americana aprovou o pacote de resgate financeiro nesta sexta-feira. A aprovação foi de 263 votos a favor contra 171. O plano tinha sido anteriormente rejeitado pela Casa, mas foi aprovado com modificações pelo Senado, na quarta-feira (01).
Entre os itens incluídos pelo Senado estão US$ 150 bilhões em isenções e benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias atingidas por acidentes naturais. Na versão final, o documento ganhou mais de 450 páginas.
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O Senado aprovou o plano por 74 votos a 25, com uma pequena alteração no texto para satisfazer os legisladores mais reticentes. Entre os senadores que aprovaram o pacote estavam os dois candidatos à Presidência dos EUA, John McCain e Obama, além de seu vice na chapa democrata, o senador Joe Biden. Apenas o senador Edward Kennedy, que está sob tratamento de um câncer, não votou.
Com sua aprovação pela Câmara, a lei, que concede poderes históricos ao Tesouro americano para intervir no setor financeiro, foi confirmada pelo Congresso e enviada ao presidente George W. Bush, que já antecipou que assinará o projeto o quanto antes.
A aprovação coloca na mão do secretário do Tesouro, Henry Paulson, US$ 700 bilhões para tentar reverter a crise que começou nos Estados Unidos e abala o mercado financeiro mundial. Paulson agora tem a anuência do Congresso para comprar títulos "podres", ou papéis cujo resgate é muito improvável --conseqüentemente, cujo risco de calote é alto. A maioria destes ativos são ligados às hipotecas "subprime" (de alto risco), raiz da crise financeira que atinge os EUA.
Apoio ao pacote
Desde a elaboração do plano pelo governo de Bush no fim de semana, Obama e McCain expressaram publicamente seu apoio ao pacote. Inicialmente destacaram a necessidade de alterações no plano original e juntos foram a Washington rever o projeto em uma comissão bipartidária, a convite de Bush.
| Kevin Lamarque/Reuters |
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| O candidato Barack Obama, no Senado |
Os dois candidatos pediram o aumento do limite de depósitos bancários assegurados pelo governo federal de US$ 100 mil para US$ 250 mil, uma idéia que foi adotada como medida de emergência no final do dia. A idéia era ampliar a segurança dos americanos nos bancos e evitar a ampliação da crise financeira.
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A Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, em inglês) garante os depósitos bancários até US$ 100 mil, e vários analistas e comentaristas reiteraram durante dias a milhões de poupadores e depositários que não devem se preocupar com seu dinheiro.
Poucas horas antes da votação do novo plano de resgate financeiro no Senado, McCain e Obama defenderam a aprovação e alertaram para o risco de uma catástrofe econômica, caso o plano voltasse a ser rejeitado.
"Estamos em uma situação muito perigosa, em que as instituições financeiras de todo o mundo temem emprestar dinheiro. Isso significa que se não atuarmos será mais difícil para os americanos conseguir empréstimos", afirmou Obama, durante discurso de quase 13 minutos no Senado, antes do início da votação naquela Casa.
Nesta sexta-feira, porém, os dois candidatos ainda não tinham se pronunciado, imediatamente, sobre a aprovação do pacote na Câmara.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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