Mundo
03/10/2008 - 15h23

Congressistas dizem que Obama os convenceu a votar no plano de resgate

Publicidade

da Folha Online
da France Presse, em Washington

Vários membros democratas da Câmara de Representantes americana afirmaram nesta sexta-feira que o candidato de seu partido à Casa Branca, Barack Obama, ligou para eles e os convenceu a apoiar o plano de resgate financeiro.

Os representantes de Maryland, Donna Edwards e Elijah Cummings, afirmaram ter recebido telefonemas de Obama depois de votarem na segunda-feira (29) contra a primeira versão do plano.

Quem é quem na crise dos EUA
Entenda a crise financeira que atinge os EUA

Obama lhes assegurou que ele próprio promoveu uma reforma do plano sobre as falências em favor dos proprietários de imóveis em dificuldade e insistiu no fato de que a estabilização do sistema financeiro era urgente, o que acabou convencendo os parlamentares a reverem seus votos hoje.

Gerald Herbert/Kevin Lamarque/AP/Reuters
Os candidatos John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata)
Os candidatos John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata)

A Câmara dos Deputados americana aprovou o pacote de resgate financeiro nesta sexta-feira. A aprovação foi de 263 votos a favor contra 171. O plano tinha sido anteriormente rejeitado pela Casa, mas foi aprovado com modificações pelo Senado, na quarta-feira (01).

Entre os itens incluídos pelo Senado estão US$ 150 bilhões em isenções e benefícios fiscais para a classe média, pequenos empresários e famílias atingidas por acidentes naturais. Na versão final, o documento ganhou mais de 450 páginas.

Veja o que prevê o pacote bilionário para ajudar a economia dos EUA.

O Senado aprovou o plano por 74 votos a 25, com uma pequena alteração no texto para satisfazer os legisladores mais reticentes. Entre os senadores que aprovaram o pacote estavam os dois candidatos à Presidência dos EUA, John McCain e Obama, além de seu vice na chapa democrata, o senador Joe Biden. Apenas o senador Edward Kennedy, que está sob tratamento de um câncer, não votou.

Com sua aprovação pela Câmara, a lei, que concede poderes históricos ao Tesouro americano para intervir no setor financeiro, foi confirmada pelo Congresso e enviada ao presidente George W. Bush, que já antecipou que assinará o projeto o quanto antes.

A aprovação coloca na mão do secretário do Tesouro, Henry Paulson, US$ 700 bilhões para tentar reverter a crise que começou nos Estados Unidos e abala o mercado financeiro mundial. Paulson agora tem a anuência do Congresso para comprar títulos "podres", ou papéis cujo resgate é muito improvável --conseqüentemente, cujo risco de calote é alto. A maioria destes ativos são ligados às hipotecas "subprime" (de alto risco), raiz da crise financeira que atinge os EUA.

Apoio ao pacote

Desde a elaboração do plano pelo governo de Bush no fim de semana, Obama e McCain expressaram publicamente seu apoio ao pacote. Inicialmente destacaram a necessidade de alterações no plano original e juntos foram a Washington rever o projeto em uma comissão bipartidária, a convite de Bush.

Kevin Lamarque/Reuters
O candidato Barack Obama, no Senado
O candidato Barack Obama, no Senado

Os dois candidatos pediram o aumento do limite de depósitos bancários assegurados pelo governo federal de US$ 100 mil para US$ 250 mil, uma idéia que foi adotada como medida de emergência no final do dia. A idéia era ampliar a segurança dos americanos nos bancos e evitar a ampliação da crise financeira.

Pacote aprovado inclui novas garantias aos americanos; veja o que muda

A Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, em inglês) garante os depósitos bancários até US$ 100 mil, e vários analistas e comentaristas reiteraram durante dias a milhões de poupadores e depositários que não devem se preocupar com seu dinheiro.

Poucas horas antes da votação do novo plano de resgate financeiro no Senado, McCain e Obama defenderam a aprovação e alertaram para o risco de uma catástrofe econômica, caso o plano voltasse a ser rejeitado.

"Estamos em uma situação muito perigosa, em que as instituições financeiras de todo o mundo temem emprestar dinheiro. Isso significa que se não atuarmos será mais difícil para os americanos conseguir empréstimos", afirmou Obama, durante discurso de quase 13 minutos no Senado, antes do início da votação naquela Casa.

Nesta sexta-feira, porém, os dois candidatos ainda não tinham se pronunciado, imediatamente, sobre a aprovação do pacote na Câmara.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
avalie fechar
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
5 opiniões
avalie fechar
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4394)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca