Mundo
03/10/2008 - 16h49

Sarah Palin culpa perguntas erradas por gafes em entrevista

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colaboração para a Folha Online

A candidata a vice republicana, Sarah Palin, culpou as perguntas erradas feitas pela jornalista Karie Couric, da CBS, por suas gafes na entrevista que foi ao ar dias antes do seu único debate contra o rival democrata Joe Biden.

"Honestamente, a Sarah Palin nesta entrevista está um pouco irritada", disse Palin, sorrindo, "porque é como, você sabe, não importa o que você diga, você vai parecer como se tivesse sido atingido", citou o jornal "The New York Times".

Ron Edmonds/AP
Republican vice presidential candidate Alaska Gov. Sarah Palin waves as she steps on stage before the vice presidential debate at Washington University in St. Louis, Mo., Thursday, Oct. 2, 2008. (AP Photo/Ron Edmonds)
Republicana Sarah Palin cumprimenta público do único debate entre candidatos a vice

Na entrevista, veiculada em partes pela CBS, Palin deixou os conservadores em dúvida sobre se ela é capaz de assumir a vice-Presidência. Ela não conseguiu descrever a doutrina do presidente George W. Bush em assuntos internacionais, deu respostas evasivas sobre aborto e aparentemente endossou a postura do democrata Obama de perseguir terroristas da Al Qaeda no Paquistão.

Palin foi a um programa do canal Fox News na manhã desta sexta-feira e afirmou ter sentido que "algo faltava" nas perguntas. "Nestas entrevistas com Katie Couric, eu senti que havia muitas coisas faltando. Eu queria falar sobre a proposta de Barack Obama de aumentar os impostos o que causaria a perda de empregos", disse, em uma afirmação contestada pela campanha democrata.

Questionada sobre a avaliação ruim da imprensa sobre seu desempenho nas entrevistas, Palin disse ser uma indicação de que ela vem de fora da elite de Washington e da "elite da mídia também".

Debate

Sobre o debate desta quinta-feira, no qual a experiência de Biden sobressaiu, Palin disse ter achado que foi "muito bem".

"Eu acho que as coisas ocorreram muito bem noite passada. Foi energizante e eu fiquei feliz com a oportunidade", disse, a repórteres que a esperavam no aeroporto de St. Louis.

Palin falou também sobre a decisão da equipe republicana de desistir da campanha em Michigan, um dos 12 Estados considerados cruciais para as eleições de novembro. Ela disse se opor a desistência republicana e ressaltou que não foi consultada sobre a estratégia.

A equipe republicana cancelou os anúncios televisivos em Michigan para se concentrar em outros Estados-chave e o presidenciável John McCain cancelou um ato previsto para a próxima semana na região.

A desistência de McCain é resultado da cômoda vantagem do rival democrata Barack Obama no Estado, um cenário que os republicanos provavelmente não conseguiriam reverter com pouco mais de um mês para as eleições. Segundo o site especializado Real Clear Politics, que elabora uma média das várias enquetes, Obama tem margem de sete pontos percentuais em Michigan.

Assim, a equipe decidiu redirecionar tempo e as verbas para outros locais com cenário mais promissor. Palin disse ter descoberto apenas na manhã do dia do debate e contou que enviou um e-mail para a equipe para que soubessem de seu desapontamento.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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