Mundo
03/10/2008 - 17h44

Obama e McCain pedem cautela com plano de resgate financeiro

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da Reuters, em St Louis
da Folha Online

Os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, pediram cautela do governo com o plano bilionário de resgate financeiro que foi aprovado na tarde desta sexta-feira pela Câmara dos Representantes.

A aprovação coloca na mão do secretário do Tesouro, Henry Paulson, US$ 700 bilhões para tentar reverter a crise que começou nos Estados Unidos e abala o mercado financeiro mundial.

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Logo após a aprovação do plano proposto pelo governo de George W. Bush, Obama pediu que a administração do atual presidente e o secretário do Tesouro usem "sua autoridade de maneira sábia".

Kevin Lamarque-1ºout.08/Reuters
O candidato Barack Obama, no Senado
O democrata Barack Obama vai ao Senado votar a favor do plano de resgate

"A prioridade é que a administração use sua autoridade de maneira sábia, garanta que o secretário Paulson e outros que estão estruturando a compra destes papéis o façam de maneira que proteja os contribuintes", disse Obama a repórteres, em campanha pela Pensilvânia.

Presidenciável republicano John McCain participou de comício no Colorado, onde afirmou, antes da aprovação do plano pela Câmara, que a proposta não é uma "cura e sim um torniquete". "O plano vai parar o sangramento, mas agora nós temos que reformar o modo como nós fazemos negócio em Washington".

McCain, Obama e o candidato a vice democrata, Joe Biden, todos senadores, voltaram para Washington nesta quarta-feira (1º) para votar a favor do projeto no Senado. Assim que o presidente Bush sancionar o texto, o projeto vira lei. Mais cedo, os deputados haviam decidido que o pacote iria à votação sem sofrer emendas, o que evita a necessidade de nova discussão.

Chance

Ambos os candidatos tentam aproveitar o momento de grande receio entre os eleitores para ganhar votos. Os dois defendem que o pacote deve incluir garantias aos contribuintes e auxiliar não apenas as grandes empresas de hipotecas, mas também os proprietários de casas quer não conseguiram pagar suas hipotecas.

Gerald Herbert/AP
Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., arrives to speak at a town hall style campaign stop in Pueblo, Colo. Friday, Oct. 3, 2008. (AP Photo/Gerald Herbert)
Republicano John McCain chega a comício em Pueblo, Colorado, no qual pediu maior cautela com o plano de resgate financeiro

Aparentemente, Obama é quem tem conseguido subir nas pesquisas, apontado pelos eleitores como candidato mais apto a resolver a crise econômica. "Este país não pode arcar com o plano do senador McCain de dar à América mais quatro anos das mesmas políticas que devastaram nossa classe média e nossa economia nos últimos oito anos", criticou Obama nesta sexta-feira, comparando o rival republicano com o impopular presidente Bush.

McCain também não poupou críticas ao rival. Ele repetiu seu argumento freqüente de que o plano de Obama para aumentar os impostos para aqueles que ganham menos de US$ 250 mil anuais vai acabar com a criação de empregos.

"Diferentemente do senador Obama, eu não acredito que nós criaremos um emprego sequer aumentando as taxas, adotando um grande gasto e fechando os mercados", disse o senador por Arizona, em comunicado.

A crise econômica deve voltar aos holofotes na próxima terça-feira (7), quando Obama e McCain se enfrentarão no segundo de três debates presidenciais.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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João Felippe Junior (3) 11/12/2009 11h16
João Felippe Junior (3) 11/12/2009 11h16
Concordo mesmo com o Sr. José Motta. Ao invés de oferecer incentivos ficais para a compra de carros, o governo deveria subsidiar ou até mesmo criar mecanismos para fazer com que o transporte público fosse melhor e mais "barato". Para que pagar mais de 2 reais por um viagem de ônibus se, dependendo do trajeto, fica muito mais em conta ir de carro, com conforto (considerando somente as despesas de combutível)?
E sim, também é verdade, os carros no Brasil são caríssimos, se comparados com os vendidos no exterior. Preste atenção: Um carro que entra no mercado como importado, não tem muito redução de valor se passa a ser montado aqui, mesmo que o imposto de importação é muito maior.
Essas montadoras só querem ganhar dinheiro em cima do povo brasileiro! E muitos acham que tem um carro nacional. Nacional? Que nacional, que nada. O carro seria nacional se fosse desenvolvido e produzido por uma empresa nacional, e não uma subsidiária de uma montadora estrangeira, que tem que remeter lucros para fora.
O Brasil é o único país dos tais BRIC que não tem uma marca própria de automóveis de expressão. Por quê? Nós temos condições e tecnologia para fazer isso... Só falta apoio. E da própria população! Se a saudosa Gurgel tivesse isso, talvez fosse uma multinacional brasileira hoje...
E por quê um grande grupo brasileiro não pode comprar (ou incorporar) nenhuma dessas marcas estrangeiras falidas e trazê-la pra cá? Os indianos compraram a Rolls Royce...
Pensem nisso!
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celso assis (84) 10/12/2009 14h10
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
Grécia em apuros economicos, certamente porque foi mal administrada. E olha que alguns anos atras sediou os Jogos Olimpicos, como o Brasil o fará em 2016.
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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S Levy (301) 10/12/2009 13h44
S Levy (301) 10/12/2009 13h44
hehehe... Tá falando sério Min. Mantega, igualzinho Dilma com suas luzes? E toda essa ginastica signifaca o que? mais um castigo com impostos, tributos do tipo Cassab, contratação de funcionários públicos parasitas, inúteis e incompetentes ?
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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