Obama e McCain pedem cautela com plano de resgate financeiro
da Reuters, em St Louis
da Folha Online
Os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain, pediram cautela do governo com o plano bilionário de resgate financeiro que foi aprovado na tarde desta sexta-feira pela Câmara dos Representantes.
A aprovação coloca na mão do secretário do Tesouro, Henry Paulson, US$ 700 bilhões para tentar reverter a crise que começou nos Estados Unidos e abala o mercado financeiro mundial.
Entenda a crise financeira que afeta os EUA
Dê sua opinião: Qual será o peso da crise financeira na escolha do próximo presidente?
Logo após a aprovação do plano proposto pelo governo de George W. Bush, Obama pediu que a administração do atual presidente e o secretário do Tesouro usem "sua autoridade de maneira sábia".
| Kevin Lamarque-1ºout.08/Reuters |
![]() |
| O democrata Barack Obama vai ao Senado votar a favor do plano de resgate |
"A prioridade é que a administração use sua autoridade de maneira sábia, garanta que o secretário Paulson e outros que estão estruturando a compra destes papéis o façam de maneira que proteja os contribuintes", disse Obama a repórteres, em campanha pela Pensilvânia.
Presidenciável republicano John McCain participou de comício no Colorado, onde afirmou, antes da aprovação do plano pela Câmara, que a proposta não é uma "cura e sim um torniquete". "O plano vai parar o sangramento, mas agora nós temos que reformar o modo como nós fazemos negócio em Washington".
McCain, Obama e o candidato a vice democrata, Joe Biden, todos senadores, voltaram para Washington nesta quarta-feira (1º) para votar a favor do projeto no Senado. Assim que o presidente Bush sancionar o texto, o projeto vira lei. Mais cedo, os deputados haviam decidido que o pacote iria à votação sem sofrer emendas, o que evita a necessidade de nova discussão.
Chance
Ambos os candidatos tentam aproveitar o momento de grande receio entre os eleitores para ganhar votos. Os dois defendem que o pacote deve incluir garantias aos contribuintes e auxiliar não apenas as grandes empresas de hipotecas, mas também os proprietários de casas quer não conseguiram pagar suas hipotecas.
| Gerald Herbert/AP |
![]() |
| Republicano John McCain chega a comício em Pueblo, Colorado, no qual pediu maior cautela com o plano de resgate financeiro |
Aparentemente, Obama é quem tem conseguido subir nas pesquisas, apontado pelos eleitores como candidato mais apto a resolver a crise econômica. "Este país não pode arcar com o plano do senador McCain de dar à América mais quatro anos das mesmas políticas que devastaram nossa classe média e nossa economia nos últimos oito anos", criticou Obama nesta sexta-feira, comparando o rival republicano com o impopular presidente Bush.
McCain também não poupou críticas ao rival. Ele repetiu seu argumento freqüente de que o plano de Obama para aumentar os impostos para aqueles que ganham menos de US$ 250 mil anuais vai acabar com a criação de empregos.
"Diferentemente do senador Obama, eu não acredito que nós criaremos um emprego sequer aumentando as taxas, adotando um grande gasto e fechando os mercados", disse o senador por Arizona, em comunicado.
A crise econômica deve voltar aos holofotes na próxima terça-feira (7), quando Obama e McCain se enfrentarão no segundo de três debates presidenciais.
Leia mais
- Sarah Palin culpa perguntas erradas por gafes em entrevista
- Congressistas dizem que Obama os convenceu a votar no plano de resgate
- Obama e McCain criticam números de desemprego nos EUA
- Campanhas declaram triunfo de seus candidatos no debate entre vices
- Bancada republicana encolherá
- Apesar de pesquisas, imprensa dos EUA se divide sobre debate entre vices
Livraria
Especial
| Comentários dos leitores |
|
|||||
|
|||||
| Comente esta reportagem | Veja todos os comentários (4269) | ||||
| Termos e condições | |||||


Ocultar
Exibir




Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar