Governo da Geórgia irá retirar estátua de Stalin de Gori
da Efe, em Tbilisi
A estátua do ditador soviético Josef Stalin será retirada do centro de Gori, sua cidade natal, situada a poucos quilômetros da fronteira com a região separatista da Ossétia do Sul, segundo anunciou nesta sexta-feira o governo georgiano.
"Por suas ações, Stalin não pode ser considerado georgiano. Stalin é um dos fundadores da União Soviética, carrasco de milhões de pessoas, inclusive georgianos", afirmou Giorgi Baramidze, primeiro vice-primeiro-ministro, autor da iniciativa.
Durante a reunião do gabinete de ministros, Baramidze disse que "só pelo fato de ser georgiano étnico, não pode haver uma estátua de um carrasco no centro da cidade de Gori", onde Stalin nasceu em 1879.
Por sua vez, o primeiro-ministro, Vladimir Gurgenidze, afirmou que a iniciativa era "muito oportuna".
A estátua de Stalin será transferida ao Museu da Ocupação Russa, que será aberto na casa-museu do ditador soviético na própria Gori.
Segundo dados oficiais, 370 georgianos, entre civis e militares, morreram durante os cinco dias de violento conflito com a Rússia pelo controle da região separatista da Ossétia do Sul, em agosto último.
As perdas econômicas chegam a US$ 1 bilhão.
Todos os objetos expostos no museu de Stalin em Gori foram transferidos após os primeiros bombardeios russos, em 11 de agosto.
Entre esses objetos se destaca o cachimbo do ditador, levado a um dos museus estaduais da capital. Stalin comandou a União Soviética entre 1922 e 1953.

