Mundo
05/10/2008 - 09h41

Papa diz que nações "ricas em fé" estão perdendo identidade

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da Efe, na Cidade do Vaticano

O papa Bento 16 afirmou neste domingo (5) que "nações antes ricas em fé e em vocações agora perdem sua própria identidade sob a influência nociva e destrutiva de certa cultura moderna".

O papa fez essa observação durante a homilia da missa que celebrou na Basílica de São Paulo Extramuros, com a qual abriu a 12ª Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que nesta segunda-feira começa (6) seus trabalhos.

A missa foi celebrada por 52 cardeais, 45 arcebispos, 130 bispos, 85 presbíteros e 14 membros da Igreja Ortodoxa. Em tom de crítica, Bento 16 disse que, na cultura moderna, há quem tenha "decidido que 'Deus morreu' e quem se declare 'Deus'".

Depois, o papa perguntou se "quando se elimina Deus do próprio horizonte é possível ser feliz", respondendo em seguida que, "no fim, o homem acaba mais sozinho e a sociedade fica mais dividida e confusa".

O pontífice também fez uma ligação entre seu discurso e o lema central do Sínodo: a "palavra de Deus na vida e na missão da igreja".

"A mensagem de consolo que recolhemos dos textos bíblicos é a certeza de que o mal e a morte não têm a última palavra, mas que, no fim, Cristo vence. Sempre. A igreja não se cansa de proclamar esta boa nova", disse.

"Renovaremos de forma significativa este anúncio durante toda a 12ª Assembléia do Sínodo dos Bispos", acrescentou.

Segundo o Instrumentum Laboris --documento apresentado em junho e sobre o qual o Sínodo trabalha--, os bispos católicos estão preocupados com o desconhecimento da Bíblia por parte dos fiéis e alertam para o perigo de várias interpretações "fundamentalistas" ou equivocadas do Antigo e do Novo Testamento.

Por isso, um dos principais objetivos dos bispos será decidir como se pode corrigir esse desconhecimento entre os fiéis e, assim, superar "a indiferença, a ignorância e a confusão sobre as verdades da fé acerca da Palavra de Deus".

Do Sínodo, participarão 253 religiosos, dos quais 90 são da Europa, 62 da América, 51 da África e nove da Oceania. No entanto, não estarão presentes os bispos da China, pois a Santa Sé e as autoridades de Pequim não chegaram a um acordo para que eles pudessem sair do país.

 

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