Mundo
05/10/2008 - 12h29

Para campanha de Obama, acusação de Palin sobre elo com terroristas é ofensiva

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da Folha Online

O Partido Democrata dos Estados Unidos classificou como "ofensiva", porém "pouco surpreendente" a acusação feita pelos republicanos de que Barack Obama tem ligações com terroristas.

A candidata à vice-presidência pelo Partido Republicano, Sarah Palin, acusou Obama de ter relações com Bill Ayers, um dos fundadores do grupo Weather Underground, que lançou uma campanha contra a guerra do Vietnã e foi acusado por uma série de explosões nos EUA na década de 60.

Hari Sevugan, porta-voz da campanha democrata, disse em nota que, em lugar de oferecer soluções para o país, principalmente para a atual crise econômica, os republicanos escolheram fazer "mais ataques pessoais contra o senador Obama". "Em lugar de soluções, oferecem uma politicagem desesperada e de ataques falsos".

Palin fez a acusação durante um discurso em Englewood, no Estado americano do Colorado. "Um dos primeiros apoiadores de Obama é um homem que, segundo o 'New York Times', é um terrorista doméstico", disse a republicana. "Obama vê os Estados Unidos como algo tão imperfeito que está se amigando com terroristas que querem atacar seu próprio país."

Ligação

Segundo o site da rede CNN, Obama e Ayers se encontraram várias vezes desde 1995, quando eles trabalharam em um grupo sem fins lucrativos que tinha a intenção de levantar fundos para melhorias em uma escola.

Mas um outro porta-voz da campanha de Obama, Ben LaBolt, diz que os dois não conversam por telefone ou e-mail desde que o candidato democrata se tornou senador, em 2005. O último encontro entre os dois teria ocorrido por acaso nas ruas de Chigado, onde os dois moram.

O próprio artigo do "New York Times" citado por Palin afirma que "os dois homens não parecem ser próximos". "Obama nunca expressou simpatia pelas visões radicais de Ayers, a quem ele chamou de 'alguém que participou de atos detestáveis há 40 anos, quando eu tinha oito anos de idade'", diz o jornal.

De acordo com a CNN, o ataque de Palin é uma indicação de que os republicanos vão elevar o tom dos ataques, a um mês das eleições. "Nós vamos pegar um pouco mais pesado", afirmou à emissora de TV um dos estrategistas da campanha de John McCain, que não foi identificado. "Nós temos de questionar as associações desse cara. Bem logo. Não há dúvidas de que nós temos que mudar o assunto nessa área."

Disputa

A um mês das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 4 de novembro, o candidato republicano, John McCain, está atrás nas pesquisas de intenção de voto, e não se sabe muito bem como o 'fator Palin' afetará sua campanha.

Os responsáveis da campanha de McCain afirmam que a imagem de autenticidade de Palin, com suas expressões claras e seu definido status de mãe de classe média, darão impulso ao senador republicano.

De fato, já anunciaram que ela falará com mais freqüência aos meios de comunicação, o que marca uma mudança estratégica, depois das críticas à campanha pelas raras entrevistas concedidas por Palin e pelo controle em suas declarações.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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