Presidente do Equador ameaça expulsar Petrobras
da France Presse, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, ameaçou neste sábado (4) nacionalizar um campo explorado pela Petrobras, que extrai 32 mil barris por dia de petróleo, e expulsar a estatal brasileira do país, assim como fez com a construtora Odebrecht.
"Se demorarem muito [a assinar a renegociação do contrato], nacionalizo este campo e vão embora do país. Não vamos aguentar atrasos de ninguém", afirmou Correa.
| Fernando Vergara-29.set.2008/AP |
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| Presidente Rafael Correa ameaça expulsar Petrobras do Equador |
"Já basta", acrescentou o presidente equatoriano, que se reuniu nesta semana com o ministro das Minas e Petróleos, Galo Chiriboga, e com a equipe de renegociação com as empresas de petróleo estrangeiras, sobretudo a Petrobras.
"Estão demorando muito, eu me reuni com a Petrobras e chegamos a um acordo muito claro, e estão demorando muito. Aqui ou cumprem as exigências do país ou se vão, nós não estamos pedindo esmola, estamos pedindo Justiça, o que nos corresponde", completou.
Correa ordenou a renegociação dos contratos --que atualmente dão ao Estado 18% do petróleo-- para que o país fique com toda a extração. Em troca, as companhias de petróleo receberiam pagamento pelos custos de produção e uma margem de lucro.
Ele também afirmou que se comprometeu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva --com quem se reuniu terça-feira passada (30) em Manaus-- a revisar o caso da Odebrecht, cujos bens no Equador foram embargados há duas semanas pelo não cumprimento de um contrato, enquanto quatro importantes obras a cargo da empresa passaram ao controle militar.


