Mundo
06/10/2008 - 08h07

Candidatos dos EUA se preparam para debate desta terça

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colaboração para a Folha Online

Nesta terça-feira, os candidatos à Presidência dos Estados Unidos se enfrentam no segundo de três debates antes das eleições de 4 de novembro. O democrata Barack Obama e o republicano John McCain se preparam para o confronto que será guiado por questões de eleitores indecisos.

McCain voltou para seu rancho em Sedona, no Arizona para praticar suas respostas. Ele passou boa parte do sábado (4) em uma sala de conferência de um hotel com seus assessores. Depois, segundo reportagem do jornal "Washington Post", ele reclamou e foi para seu rancho aproveitar o cenário para um segundo dia de intenso treinamento, neste domingo.

Brian Snyder-03out.08/Reuters
U.S. Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) delivers a statement on the tarmac in Flagstaff, Arizona October 3, 2008 about the passage of the Wall Street bailout bill. "This rescue bill isn't perfect. It's an outrage that it's even necessary," the Arizona senator told reporters. REUTERS/Brian Snyder (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
John McCain faz discurso em Flagstaff, no Arizona

O debate será às 21h (22h em Brasília) na Universidade Belmont, em Nashville, Tennessee. Com formato de perguntas da platéia, o preferido de McCain, o republicano aproveita uma das últimas oportunidades para reverter a liderança de Obama nas pesquisas.

No primeiro encontro, realizado dia 26 de setembro, os assessores de McCain disseram que ele não destinaria os dias anteriores à prática, porque já estava se preparando há semanas. Mas, depois que os eleitores deram à vitória do confronto ao rival, o presidenciável decidiu investir em uma preparação mais formal.

Desde que deixou Washington, na quinta-feira (2), o senador por Arizona manteve uma agenda mais vazia, com apenas dois eventos --em estilo parecido com o debate desta terça-feira-- no Colorado. No fim de semana, ele teve três sessões formais de treinamento, com o ex-congressista de Ohio Rob Portman fazendo o papel de Obama.

"McCain fez tantos destes nos últimos anos que provavelmente será o melhor tipo de fórum que ele participará. É uma grande oportunidade para ele e para a campanha", disse Terry Nelson, ex-diretor de campanha de McCain, citado pelo "Post".

A idéia do republicano, afirma Sara M. Taylor, ex-diretora política da Casa Branca, é "argumentar que a mudança que Obama quer não é a mudança que os americanos querem". "Seja taxas mais altas ou maior envolvimento do governo na saúde, senador McCain e Obama não poderiam ser mais diferentes", completou.

Outro lado

Já o democrata Obama, que passou três dias em intensa preparação para o primeiro debate, foi para Asheville, Carolina do Norte, para o treinamento para o segundo confronto.

Jason Reed-5out.08/Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) speaks during a campaign rally in Asheville, North Carolina, October 5, 2008. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama faz comício em Asheville, Carolina do Norte

Ele está em um hotel com vários de seus principais assessores, incluindo seu estrategista, David Axelrod, Robert Gibbs, seu diretor de campanha, David Plouffe, e Greg Craig, que faz o papel do rival republicano nas sessões.

Obama, diz um assessor citado pelo "Post", vai continuar seus esforços para parecer "muito pragmático, não-ideológico e muito equilibrado". A idéia é garantir e se possível ampliar a margem do senador democrata nas pesquisas, moldada principalmente na confiança dos eleitores de que ele saberá lidar com a grave crise financeira do país.

Ao mesmo tempo, a equipe de Obama tenta aumentar as expectativas sobre o rival republicano. "Nós esperamos ver John McCain no máximo de seu jogo. Os eventos com perguntas da platéia são sua assinatura, em ambas suas campanhas presidenciais. Ele gosta deste formato e credita a ele seu retorno político no verão de 2007", disse Jen Psaki, porta-voz de Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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