Mundo
06/10/2008 - 08h43

Obama acusa McCain de usar distrações maliciosas para reverter pesquisas

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colaboração para a Folha Online
da Reuters

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, rebateu as declarações da candidata a vice republicana, Sarah Palin, e acusou os republicanos de buscar distrações maliciosas para reverter a vantagem democrata na disputa.

"Senador John McCain e seus assessores estão apostando que podem distrair vocês com boatos em vez de falar sobre assuntos importantes. Eles preferem destruir nossa campanha do que levantar o país", disse Obama, em comício em Asheville, Carolina do Norte, onde se prepara para o debate desta terça-feira.

Jason Reed/Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) speaks during a campaign rally in Asheville, North Carolina, October 5, 2008. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Barack Obama faz discurso em Asheville, na Carolina do Norte

Neste fim de semana, Palin afirmou e reiterou que Obama "mantém relações amistosas com terroristas", se referindo a Bill Ayers, um dos fundadores do grupo Weather Underground, que lançou uma campanha violenta contra a guerra do Vietnã e foi acusado por uma série de explosões nos EUA na década de 60.

O comentário de Palin teria sido o primeiro sinal de uma mudança efetiva na campanha republicana após um estrategista de sua campanha ter sido citado dizendo que o candidato republicano, John McCain, precisa "virar a página" da questão econômica e fazer a eleição girar em torno da experiência e do caráter de Obama.

"É o que você faz quando não conhece a realidade, quando não tem mais idéias e está ficando sem tempo", disse Obama, a uma platéia de 20 mil pessoas, a menos de um mês das eleições.

Obama respondeu num comício com mais de 20 mil pessoas em Asheville, Carolina do Norte, um Estado com oscilação em que o candidato democrata se prepara para seu segundo debate com McCain, na terça-feira.

A melhora de Obama nas pesquisas foi motivada pela percepção do público de que ele é quem tem melhores condições de ajudar a economia a se recuperar. O senador do Illinois tentou manter o foco na economia e usou a frase do estrategista como um modo de manter o assunto em discussão.

"Estamos enfrentando a pior crise econômica desde a Grande Depressão, e John McCain quer que "viremos a página?"", disse Obama. "Bem, nós sabemos que as políticas que ele apoiou nos últimos oito anos e quer continuar são muito difíceis de defender. Eu posso entender que John McCain queira continuar a "virar a página" e ignorar esta economia", continuou.

Televisão

A equipe de Obama divulgou novo anúncio acusando McCain de ser errático nas duas últimas semanas nas quais a crise financeira dominou a campanha --uma referência que pode ser interpretada como um lembrete da idade do senador do Arizona que tem 72 anos, e, se for eleito, será o presidente mais velho da história dos EUA.

No vídeo, McCain é criticado por sua atuação como membro do Comitê de Ética do Senado, em 1991. Os democratas acusam seu "mal julgamento" por participar do caso "Keating Five", quando senadores se encontraram com reguladores federais em nome de uma instituição de empréstimos da Califórnia que faliu em 1989 ao custo de US$ 2 bilhões para os contribuintes. O chefe do grupo, Charles Keating, foi condenado por fraude.

Mas a equipe de McCain pareceu não se abalar. em entrevista na televisão americana, o porta-voz Tucker Bounds focou no questionamento sobre as ligações entre Obama e Ayers.

"As últimas quatro semanas desta eleição vão ser sobre se o povo americano está disposto a entregar nossa economia e segurança nacional a Barack Obama, homem de pouco histórico, julgamento questionável e ligações com figuras radicais como o terrorista doméstico não arrependido como William Ayers."

Ayers foi um dos líderes do Weather Underground nos anos 1960, quando o grupo esteve envolvido em vários atentados a bomba. Obama tinha 8 anos de idade na época. Obama o conheceu nos anos 1990, quando iniciava sua carreira política em Chicago, e os dois trabalharam juntos num conselho.

Obama disse que conhece Ayers, hoje professor da Universidade de Illinois em Chicago, apenas superficialmente e criticou suas ações com o Weather Underground.

O senador republicano Mel Martinez, da Flórida, disse em entrevista a ABC que as ligações entre Obama e Ayers aconteceram não quando ele tinha 8 anos, mas sim "quando tinha 35, 38 anos e estava iniciando sua campanha política".

"É sobre o seu julgamento e com quem ele se associou durante estes anos", continuou.

Os democratas rebateram dizendo que os republicanos estão apenas tentando distrair a atenção dos eleitores da crise e das políticas econômicas de McCain. "Quão ridículo. o povo americano merece muito mais", disse Claire McCaskill, senadora democrata do Missouri.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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