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06/10/2008 - 09h46

Republicanos acusam Obama de ter recebido doações irregulares

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colaboração para a Folha Online

O Comitê Nacional Republicano acusou o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, de receber doações de campanha irregulares e afirmou que vai apresentar denúncia perante a Comissão Federal Eleitoral americana. A campanha do senador democrata negou as acusações.

"Parece ao Comitê que a campanha de Obama sabia que houve excessos", disse o conselheiro chefe do Comitê, Sean Cairncross. "Mesmo assim, eles não tomaram nenhuma atitude."

O republicano disse que a equipe democrata não realizou controle rígido das contribuições à campanha e que incluiu nos cofres doações consideradas ilegais, como as concedidas por estrangeiros ou que somam valores superiores a US$ 2.300.

Caso as acusações sejam confirmadas, a campanha de Obama pode enfrentar uma multa pela violação das regras de financiamento da lei eleitoral dos Estados Unidos. Contudo, qualquer decisão sobre o assunto não deve ser oficializada antes das eleições de 4 de novembro.

O Comitê Republicano afirma ainda que os democratas não fizeram o suficiente para eliminar as doações ilegais. Mais da metade dos US$ 454 milhões arrecadados pela campanha de Obama veio de somas inferiores a US$ 200 doadas pela internet.

As campanhas não são obrigadas a informar pequenas contribuições, mas, segundo publicou a revista "Newsweek" neste fim de semana, alguns doadores democratas parecem ter dado muito mais dinheiro que o limite legal.

A revista cita duas cartas da Comissão Federal Eleitoral à campanha de Obama. Nelas, os auditores indicam ter detectado várias contribuições irregulares, como a de pessoas que se inscreveram com o nome "Doodad Pro" e "Good Will" (boa vontade) --cujos dados cadastrais incluem "you" (você) como local de trabalho e "love" (amor) como nome do empregador.

Segundo a revista, os dois doadores aparentemente ficcionais fizeram pequenas contribuições de US$ 10 e US$ 25 que, somadas, chegam a US$ 11 mil.

A revista também afirma que há indícios de que 11.500 doadores na lista de Obama, responsáveis por cerca de US$ 34 milhões em contribuições, podem ser cidadãos de outros países.

"Nós vemos uma falta de controle, uma falta de vontade da parte da campanha de Obama de perguntar questões relevantes", disse Cairncross.

Resposta

O porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton, lembrou que a campanha do presidenciável republicano, John McCain teve que devolver mais de US$ 1,2 milhão de doações por violar a lei eleitoral, incluindo contribuições de cidadãos estrangeiros.

Burton disse ainda que a campanha democrata bateu recordes de arrecadação de fundos com uma lista de mais de 2,5 milhões de americanos registrados como colaboradores e garantiu que foram "além dos requisitos" da lei no controle das doações.

No entanto, o porta-voz admitiu que os democratas "não estão protegidos completamente das fraudes na internet" --uma das principais fontes de doação dos pequenos contribuintes.

"Embora nenhuma organização esteja completamente protegida de fraude da internet, nós continuaremos a revisar nossos procedimentos para garantir que estamos tomando todos os passos necessários para evitar contribuições impróprias", disse Burton.

Obama optou por renunciar ao sistema de financiamento público da campanha e recorrer às contribuições privadas. Assim, ele não recebe os US$ 84 milhões vindos de impostos dos contribuintes, mas pode arrecadar e gastar o quanto conseguir juntar entre fontes privadas.

Já McCain decidiu optar pelo financiamento público para custear as despesas da campanha para as eleições presidenciais e criticou duramente Obama por não fazê-lo. Apenas um terço dos US$ 230 milhões obtidos por McCain foi proveniente de pequenas doações.

Com Reuters, Associated Press e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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