Mundo
06/10/2008 - 14h57

Cooperação com Venezuela não é contra os EUA, diz Rússia

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colaboração para a Folha Online

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, declarou que a cooperação entre seu país e a Venezuela não está voltada contra nenhum outro país, incluindo os Estados Unidos. A afirmação foi dada em entrevista ao jornal "Rossiyskaya Gazeta", que será publicada nesta terça-feira.

"Não sei por que tiram esse tipo de conclusão. A Rússia e a Venezuela não têm nenhuma intenção de atacar ninguém. A Rússia e a Venezuela cooperam apenas sobre a base das normas do direito internacional", disse o ministro.

A declaração foi uma resposta sobre as informações que surgiram na imprensa americana de que a cooperação entre Moscou e Caracas seria dirigida contra os EUA.

O ministro afirmou que antes de divulgar versões de ataques contra os EUA, ele proporia à CNN "uma investigação jornalística de como foi preparado o ataque contra a Ossétia do Sul, inclusive o ataque contra a Rússia", acusando diretamente o canal de notícias americano.

Ele justificou o conflito com a Geórgia dizendo que o ataque contra as forças de paz de qualquer país (no caso, das forças da Geórgia contra a região separatista da Ossétia do Sul) é considerado pelo direito internacional um ataque contra o Estado que representam. Em retaliação, em agosto, a Rússia invadiu a região lançando um contra-ataque e expulsando as tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

Cooperação

No final de setembro, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, se reuniu na base militar de Orenburgo com seu colega venezuelano, Hugo Chávez, ocasião em que firmaram acordos militares e energéticos.

A Rússia ofereceu US$ 1 bilhão (R$ 2,17 bilhões) para o governo da Venezuela comprar armas de companhias bélicas russas. Os presidentes assinaram também um acordo de cooperação energética entre Rússia e Venezuela no valor de US$ 6,5 bilhões.

Uma esquadra de navios de guerra russos segue atualmente para o Caribe com o intuito de realizar manobras navais com a Venezuela, país que recentemente também foi visitado por dois bombardeiros russos TU-160. Desde 2005, a Venezuela já negociou mais de US$ 4,4 bilhões com a Rússia na compra de jatos, helicópteros e 100 mil rifles Kalashnikov.

Com Efe

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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