"Se Obama perder será pela cor da sua pele", diz escritor americano Paul Auster
da Folha Online
da Efe, em Barcelona
O escritor americano Paul Auster declarou nesta segunda-feira que votará no candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, por seu caráter "reflexivo" e por considerá-lo capaz de agüentar a "colossal pressão externa" à qual está sujeito por ser o primeiro candidato negro com chances de chegar à Casa Branca.
Autor de best-sellers como "Timbuktu", "O Livro das Ilusões", "A Noite do Oráculo" e "Música do Acaso", Auster, que apresentou hoje em Barcelona seu mais recente livro, "Man in the Dark" ("Homem no Escuro"), disse que admira profundamente Obama "por sua inteligência aguda, por saber manter a calma e a cabeça muito fria, inclusive em situações de muita pressão".
| Juan Herrero/Efe |
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| Escritor e diretor Paul Auster exibiu "The Inner Life of Martin Frost" em San Sebastián |
Para Auster, "(o candidato republicano à Presidência dos EUA, John) McCain é todo o oposto, é impulsivo, esquenta a cabeça com facilidade e tende a agir antes de pensar".
Segundo o escritor, "os europeus não sabem do calibre da pressão à qual (Obama) está sujeito nos EUA, pois ser o primeiro candidato negro à Presidência é uma carga colossal, exige que não cometa nenhum erro e que seja praticamente perfeito e, de fato, ele soube manter a cabeça fria, não deu um passo em falso nem perdeu a postura".
Caso Obama perca as eleições, diz Auster, "será pela cor de sua pele".
"Acho impossível medir até que ponto os EUA são um país racista, mas em condições normais, com um candidato branco, após uma administração fracassada pelos republicanos e a terrível Presidência de (o chefe de Estado americano, George W.) Bush ninguém duvida que os democratas ganhariam", acrescentou.
O escritor percebe os EUA como "um país dividido, que disputa uma guerra civil sem balas, mas com palavras e com idéias neste momento. Isto deixa pouca base comum, até o ponto de parecer que há dois ou inclusive mais países".
Auster considera difícil poder conversar com os 44% dos americanos que não acreditam na teoria da evolução de Darwin e que ainda crêem que o mundo foi criado em seis dias.
"Caso extrapolemos este caso em outros 500 temas que nos afetam, é claro que não conseguiremos nos comunicar", declarou.
Crise financeira
Sobre a crise financeira nos EUA, o escritor disse que 'nos últimos 30 anos as idéias do (economista) Milton Friedman invadiram a mentalidade de todos os americanos, a idéia do capitalismo selvagem, segundo a qual a base é o mercado livre, um mercado que se auto-regula'.
Para Auster, esta auto-regulação é "falsa", pois "o capitalismo tende a se autodevorar, a assumir cada vez mais riscos, e o que vemos agora são as conseqüências da execução de idéias erradas".
Diante desta situação, afirma que deve haver um governo que analise e tome medidas para um maior marco regulador. "Caso isto não seja feito deste jeito, em dois anos pode ser que comecemos a passar fome", acrescenta.
Na semana passada, a nova versão do plano de US$ 700 bilhões para combater a crise financeira que abala os Estados Unidos, aprovado pelo Senado, também passou pela Câmara dos Representantes (deputados). Obama e McCain fizeram parte da mesa bipartidária que ajudou a rever o pacote de resgate em Washington; os dois apoiaram o texto final como crucial para evitar "um desastre econômico".
A versão dos senadores inclui no plano mais US$ 150 bilhões em corte de impostos. O próximo passo é entrar em vigor após sanção do presidente George W. Bush.
Entenda a crise financeira que atinge os EUA
Quem é quem na crise dos EUA
Com os US$ 700 bilhões, o governo ajudará as instituições financeiras com problemas, comprando os papéis "podres" (com possibilidade de não serem pagos a seus detentores), em troca de ações das empresas.
Em linhas gerais, o projeto limita os poderes do Executivo para gerir o pacote, estreita a vigilância sobre a aplicação dos recursos, reduz os pagamentos milionários aos grandes executivos por trás das instituições financeiras que quebraram, além de ampliar benefícios para os contribuintes.
Nas mudanças do texto feitas pelo Senado está a ampliação das garantias do governo a depósitos bancários dos cidadãos, dos atuais US$ 100 mil para US$ 250 mil.
Além disso, foram incluídos descontos nos impostos para promover o uso de fontes de energia renováveis, valor de quase US$ 80 bilhões, e a prorrogação e ampliação de outras reduções nos impostos para pessoas físicas e empresas.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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