No debate, McCain parte para tudo ou nada contra Obama
MÁRCIA SOMAN MORAES
colaboração para a Folha Online
Depois de um primeiro debate presidencial morno, os candidatos à Presidência dos Estados Unidos voltam a se encontrar na noite desta terça-feira para mais um confronto. Desta vez, o republicano John McCain é quem deve assumir um tom ofensivo em uma das últimas oportunidades para reverter a liderança democrata nas pesquisas.
"Nós veremos ataque, ataque, ataque. John McCain está perdendo e sua única esperança é reduzir ou minimizar o comparecimento dos eleitores às urnas. Ele precisa fazer Barack Obama parecer alguém que deve ser temido pelos eleitores e assim as pessoas terão receio de ir votar", afirma David King, professor de ciência política da Universidade Harvard.
| Reuters |
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| Candidato republicano, John McCain (à esq.), e adversário democrata, Barack Obama, se enfrentam em debate realizado hoje |
Para os republicanos, a saída é manter o comparecimento baixo e trazer às urnas somente os eleitores que tradicionalmente votam no partido. Não será fácil.
Com o fim do prazo para o registro de eleitores em muitos Estados, a campanha democrata foi beneficiada por uma onda muito maior de novos eleitores. Parte disso é fruto de uma forte campanha democrata pelo registro de interessados, parte é resultado do próprio apelo de Obama que ganhou ares de celebridade ao defender a mudança com uma retórica elogiável.
"Se tivermos um grande comparecimento às urnas, Barack Obama ganha", afirma King, lembrando a grande margem de eleitores democratas em muitos dos Estados nos quais a votação foi acirrada em 2004 (na Flórida, por exemplo, o registro de democratas é o dobro de republicanos, e no Colorado e em Nevada a margem chega a ser quatro vezes maior).
E diante do tom ofensivo de McCain, aponta King, Obama tem duas opções: "Ele pode atacar de volta e se defender ou pode ir pelo caminho mais nobre e falar do futuro otimista que pode oferecer aos eleitores". "Se ele for com esta tática otimista, vai lhe servir bem. Se ele cair na lama com seu rival, vai parecer sujo igual a ele", especula o professor.
Vincent Hutchings, professor e pesquisador do Centro de Estudos Políticos da Universidade do Michigan, aposta em um outro cenário. Ele afirma que o tom de crítica --como o que dominou a campanha durante neste fim de semana-- ficará restrito aos comícios.
"Provavelmente não será o tom da noite. É fácil fazer isso [criticar] quando seu oponente não está no palco. Eles devem falar mais sobre suas propostas e tentar parecer mais preparados que o rival para assumir o cargo", afirma Hutchings.
Para o pesquisador, Obama e McCain chegarão à Universidade Belmont, em Nashville, com estratégias muito semelhantes às do primeiro encontro. "Obama vai tentar relacionar McCain com a impopular administração do [presidente George W.] Bush e McCain levantará dúvidas sobre a experiência do democrata e seu preparo para ser presidente", diz.
Pergunte
Embora discordem sobre as estratégias dos candidatos para o debate desta noite, King e Hutchings reiteram que a crise financeira será o grande tema da noite --assim como foi no primeiro debate.
| Carlos Osorio-18jul.08/AP |
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| McCain faz comício com espaço para perguntas; formato é seu preferido |
Desta vez, a noite será pautada por perguntas dos eleitores indecisos de Nashville e também questões enviadas pela internet. As perguntas serão escolhidas pelo moderador, o jornalista Tom Brokaw e não há restrição quanto aos assuntos.
"Você não pode entrar em um táxi, não pode entrar em um ônibus nos EUA, não pode tomar um café sem ouvir as pessoas falarem de economia. Nós estamos com medo, tememos a situação econômica da mesma forma que temíamos o terrorismo há quatro anos", disse King. Em 2004, a reeleição de Bush foi alavancada por sua plataforma de combate ao terrorismo e sua ação depois dos ataques de 11 de Setembro.
Para Hutchings, a crise financeira deve dominar a noite porque é o grande tema da campanha deste ano. "Os eleitores querem saber o que os candidatos podem fazer para amenizar a atual crise e por isso devem trazer questões desta área". A grande questão será a qualificação. Os candidatos terão de mostrar que são capazes de lidar com a crise e apresentar propostas convincentes para amenizar os efeitos na vida dos americanos.
"O próximo presidente vai enfrentar o maior problema econômico vivido pelos americanos desde que Franklin Roosevelt assumiu, em 1932 [após a Grande Depressão]. Nós estamos à beira de uma crise econômica, não podemos mais pagar por uma guerra global, temos de reduzir o poderio militar. Os dois candidatos sabem disso e vão focar no tema", diz King.
Pesquisa
Se Obama consolidou sua margem nas pesquisas após o primeiro debate; McCain chega ao confronto desta noite com a missão de reverter o cenário e retomar a breve liderança após a Convenção Nacional Republicana. "O debate é muito importante para ele. Terá uma enorme audiência e será uma das últimas vezes em que os eleitores estarão efetivamente prestando atenção nos candidatos", disse King.
| Alex Brandon-06.out.08/AP |
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| Depois do 1º debate, Obama consolidou liderança nas pesquisas |
Em jogo, estão não apenas os eleitores indecisos mas também aqueles americanos que nem ao menos sabem se irão votar.
O professor, contudo, não prevê grandes mudanças nas pesquisas após o debate. "Não sabemos o efeito do evento nas sondagens, sabemos apenas que, se não tiver nenhum efeito, Barack Obama ganha facilmente as eleições."
Já Hutchings vê com mais ressalvas o interesse dos eleitores no segundo dos três debates presidenciais americanos. "As pessoas tendem a assistir mais ao primeiro debate que ao segundo e ao terceiro. Além disso, muitas pessoas já tomaram sua decisão e não acho que os debates vão mudar muita coisa", afirma.
"Obama precisa se sair bem nesse debate, mas John McCain precisa se sair ainda melhor", diz King, resumindo a tensão que deve dominar o ambiente desta noite. O confronto será transmitido pela CNN em inglês e espanhol e pela GloboNews e RecordNews com tradução simultânea em português.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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