Mundo
06/10/2008 - 17h28

Crise financeira ameaça promessas eleitorais de Obama e McCain

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da Folha Online
da Reuters, em Phoenix

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, fizeram ambos promessas eleitorais que podem se tonar difíceis de serem cumpridas quando um deles chegar à Casa Branca, por causa da intensificação da crise financeira no país.

Nesta segunda feira, as bolsas européias registraram quedas recordes devido a uma crise generalizada de confiança nos mercados financeiros, segundo analistas. E diante disso, nem mesmo a aprovação do tão esperado pacote de US$ 700 bilhões para socorrer os bancos dos Estados Unidos conseguiu acalmar os investidores.

Reuters/AP
John McCain (esq.), em Flagstaff, e o democrata Barack Obama em Asheville
John McCain (esq.), em Flagstaff, e o democrata Barack Obama em Asheville

Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

Na semana passada, a nova versão do plano de US$ 700 bilhões para combater a crise financeira que abala os EUA, aprovado pelo Senado, também passou pela Câmara dos Representantes (deputados). Obama e McCain fizeram parte da mesa bipartidária que ajudou a rever o pacote de resgate em Washington; os dois apoiaram o texto final como crucial para evitar "um desastre econômico".

Abaixo estão algumas das propostas que podem ser afetadas, bem como respostas dos candidatos sobre possíveis mudanças:

Barack Obama
Saúde: O senador democrata prometeu uma grande reforma do sistema de saúde americano, que sua campanha estima que vá custar de US$ 50 bilhões a US$ 65 bilhões. Ele promete financiar esse montante com o aumento dos impostos a serem pagos pelos americanos que ganham mais de US$ 250 mil por ano. A crise em Washington pode distrair a atenção desse objetivo.

Energia: Obama disse durante o primeiro debate presidencial que a crise pode afetar parte de seus planos para rever a política energética dos EUA e investir em fontes renováveis, como energia eólica e solar.

Ajuda internacional: O vice de Obama, o senador Joe Biden, afirmou que a crise pode reduzir os esforços para dobrar o montante de financiamento dos EUA a causas humanitárias internacionais.

Resposta: Com exceção das possíveis alterações mencionadas acima, Obama continua mantendo suas promessas de campanha.

John McCain
Impostos: O senador republicano prometeu manter os cortes de impostos, realizados pelo presidente George W. Bush, e reduzir a taxa tributária de empresas de 35% para 25%. Seus planos tributários devem custar cerca de US$ 400 bilhões por ano, segundo o jornal "Wall Street Journal". A necessidade de receita para lidar com a crise pode tornar a promessa menos viável de ser cumprida.

Orçamento: McCain prometeu reduzir o gasto do governo e reequilibrar o orçamento federal até 2013. Uma economia abalada pela crise pode tornar essa meta impossível de ser alcançada.

Resposta: McCain afirmou em uma recente entrevista à Reuters que a crise de Wall Street e o pacote de resgate não irão alterar suas promessas de campanha, argumentando que as propostas de Obama eram mais vulneráveis porque exigiriam supostamente maior gasto do governo.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
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Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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