Debate exige cautela de Obama e é chance de reviravolta para McCain
da Folha Online
A menos de um mês das eleições presidenciais nos Estados Unidos, os dois candidatos à Casa Branca, John McCain e Barack Obama, voltarão a se encontrar nesta terça-feira na universidade Belmont, em Nashville (Tennessee), em um segundo debate televisionado, que incluirá perguntas dos espectadores.
Além dos telespectadores presentes, usuários da internet também poderão apresentar suas perguntas aos dois senadores. "O debate abordará todas as perguntas feitas pelo público", informou em sua página na internet a Comissão de Debates Presidenciais, que organiza o evento.
O debate entre Obama e McCain, que acontece às 21h locais (22h de Brasília) e terá duração de 90 minutos, será televisionado ao vivo pela rede CNN norte-americana (em inglês e espanhol) e pelas brasileiras GloboNews e Record News com tradução simultânea. No próximo dia 15 acontece o terceiro e último debate antes do pleito, marcado para 4 de novembro.
Modelo do debate
McCain está especialmente satisfeito com o tipo de debate. O candidato republicano está acostumado a esse modelo de reuniões em que percorre, geralmente com o microfone nas mãos, um pequeno palco rodeado pelo público, enquanto responde a perguntas e discursa.
| Reuters/AP |
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| John McCain (esq.), em Flagstaff, e o democrata Barack Obama em Asheville |
Embora Obama se sinta confortável ao falar em público e seja um orador experiente, seus discursos são considerados pouco acessíveis ao americano médio. Por isso, o democrata terá de mostrar cautela para não soar demasiadamente técnico no debate.
"Obama só precisa continuar se apresentando como alguém absolutamente capaz de assumir a Presidência e concentrar sua campanha na crise econômica. McCain deve mostrar Obama como um risco inaceitável", afirmou à agência France Presse, Thomas Mann, especialista em política americana da Brookings Institution.
"Um novo debate oferece poucas oportunidades para McCain de mudar as bases destas eleições, dadas as preocupações econômicas profundas dos eleitores", acrescentou Mann.
Entre o primeiro debate, dia 26 de setembro, e o desta terça-feira, Obama e McCain se encontraram apenas uma vez publicamente, quando foram a Washington para a votação do plano de resgate financeiro no Senado, na semana passada. Os dois apertaram as mãos, sem dizer nenhuma palavra.
McCain se preparou para o debate até ontem em sua casa em Sedona, no Arizona, enquanto Obama participou de ato de campanha, em Asheville, na Carolina do Norte.
Pesquisas exaltam ânimos
McCain perdeu terreno nas pesquisas, entre outros motivos principalmente pela incapacidade em responder as preocupações econômicas. Com a intensificação da crise, a maioria do eleitorado americano passou cada vez mais a associar a crise com os oito anos do governo republicano do presidente George W. Bush.
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, continua à frente do republicano John McCain em cinco pesquisas de intenção de voto de âmbito nacional que foram divulgadas nesta segunda-feira.
Uma das pesquisas que aponta a maior margem favorável a Obama --de oito pontos-- é do instituto Gallup. Conforme o instituto, o democrata tem 50% da preferência e McCain, 42%. Foram entrevistadas 2.744 pessoas, entre os últimos dias 3 e 5.
Outro instituto que apontou uma vantagem de oito pontos de Obama sobre McCain foi o Rasmussen, no qual o democrata tem 52% das intenções de voto e o republicano, 44%. Esses percentuais foram tirados de mil entrevistas realizadas também entre 3 e 5.
Obama também aparece à frente nos levantamentos do Hotline/FD Tracking, que dá 47% da preferência a Obama e 41% a McCain; do Democracy Corps, que dá 49% a Obama e 46% a McCain; e do GW/Battleground Tracking, que dá 50% a Obama e 43% a McCain.
Desde a semana passada, quando passou a colecionar números desfavoráveis em pesquisas, a campanha republicana elevou o tom de seus ataques.
No fim de semana, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, disse que Obama mantém "relações amistosas com terroristas". Nesta segunda-feira, a campanha democrata pôs na internet um vídeo que lembra o papel de McCain em um escândalo financeiro dos anos 1960.
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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