Às vésperas de debate, campanhas de Obama e McCain ampliam ataques
da Folha Online
Às vésperas do segundo debate presidencial entre o candidato republicano, John McCain, e o democrata, Barack Obama, as duas campanhas acirraram o tom de seus ataques prometendo um confronto exaltado amanhã em Nashville.
Obama e McCain se enfrentam às 21h (22h de Brasília) na Universidade Belmont, em Nashville, Tennessee. O embate contará com a participação dos telespectadores e internautas que enviarão perguntas para os candidatos. No próximo dia 15 acontece o terceiro e último debate antes do pleito, que será em 4 de novembro.
| Brian Snyder-03.out.08/Reuters |
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| McCain discursa em Arizona; ele tem muito a ganhar com debate |
A campanha republicana elevou o tom de seus ataques a Obama desde a semana passada, quando passou a colecionar números desfavoráveis em pesquisas. No fim de semana, a candidata a vice republicana, Sarah Palin, disse que Obama mantém "relações amistosas com terroristas".
A governadora do Alasca baseou seu comentário em uma reportagem do 'The New York Times' sobre Bill Ayers, fundador do grupo radical Weatherman, que na década de 1960 planejava atentados contra o Congresso americano.
O jornal afirma que Ayers, atualmente professor universitário, encontrou Obama em Chicago em algumas reuniões sobre a reforma educacional nos anos 1990 e "seus caminhos se cruzaram algumas vezes desde então", entre outras coisas porque vivem na mesma vizinhança.
Embora o "New York Times" também indique que a relação entre os dois "não parece ter sido estreita e Obama nunca expressou simpatia pelos pontos de vista e as ações radicais de Ayers", Palin relacionou os dois e questionou o patriotismo de Obama. "Este é alguém que vê a América como um país imperfeito o suficiente para trabalhar ao lado de um ex-terrorista que tinha o próprio país como alvo", afirmou Palin.
As acusações foram imediatamente qualificadas pela campanha de Obama como falsas e fruto de "política baixa".
Já McCain questionou, durante campanha no Novo México, se o democrata haveria de fato conquistado algum mérito na vida política. "É como se as regras comuns não se aplicassem, e enquanto outros candidatos têm de explicar sobre si mesmo e seu passado, o senador Obama parece pensar que está acima de todos", afirmou McCain.
Em resposta nesta segunda-feira, a campanha democrata pôs na internet um vídeo que lembra o papel de McCain em um escândalo financeiro dos anos 1960. "O histórico de McCain com o caso Keating é relevante e os eleitores merecem saber os fatos", afirmou o diretor de campanha de Obama, David Plouffe. A equipe democrata chamou McCain hoje de "errático" sobre a crise econômica.
Desvio de foco
A crescente troca de farpas entre as campanhas acontece um dia antes do segundo debate presidencial, com McCain esperando que uma forte performance possa lhe fornecer uma reviravolta na disputa à Casa Branca e desacelerar a vantagem de quase 10 pontos de Obama nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Obama continua à frente do republicano John McCain em cinco pesquisas de intenção de voto de âmbito nacional que foram divulgadas nesta segunda-feira. Uma das pesquisas que aponta a maior margem favorável a Obama --de oito pontos-- é do instituto Gallup. Conforme o instituto, o democrata tem 50% da preferência e McCain, 42%. Foram entrevistadas 2.744 pessoas, entre os últimos dias 3 e 5.
| Alex Brandon/AP |
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| Obama em campanha, na Carolina do Norte |
O acirramento da crise financeira é tido como fator-crucial para a escalada de Obama nas sondagens, já que cresce o número de americanos que associam McCain às fracassadas políticas econômicas dos oito anos de governo do presidente George W. Bush.
A campanha de McCain tenta desviar o foco eleitoral da economia para Obama e seus supostos laços com figuras polêmicas como Ayers. O democrata criticou McCain por querer "virar a página da economia". "Não posso imaginar nada mais importante do que falar sobre a crise econômica", afirmou Obama a repórteres em Asheville, Carolina do Norte, onde se preparava para o debate.
Nesta segunda feira, as bolsas européias registraram quedas recordes devido a uma crise generalizada de confiança nos mercados financeiros, segundo analistas. E diante disso, nem mesmo a aprovação do tão esperado pacote de US$ 700 bilhões para socorrer os bancos dos Estados Unidos conseguiu acalmar os investidores.
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Na semana passada, a nova versão do plano de US$ 700 bilhões para combater a crise financeira que abala os EUA, aprovado pelo Senado, também passou pela Câmara dos Representantes (deputados). Obama e McCain fizeram parte da mesa bipartidária que ajudou a rever o pacote de resgate em Washington; os dois apoiaram o texto final como crucial para evitar "um desastre econômico".
Com agências internacionais
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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