Mundo
07/10/2008 - 18h44

McCain tenta reverter vantagem de Obama no debate desta terça

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colaboração para a Folha Online
da Reuters, em Nashville

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, espera acabar com a vantagem do rival democrata, Barack Obama, e reconquistar a liderança nas pesquisas de opinião com uma performance marcante nesta terça-feira, quando os dois se enfrentam no segundo de três debates presidenciais. Para os assessores, ele precisa superar a fama de "irritável".

O debate acontece nesta noite, às 21h (22h em Brasília), na Universidade Belmont, em Nashville, Tennessee. Os temas serão moldados por perguntas dos eleitores indecisos e moderadas pelo jornalista Tom Brokaw. O evento terá duração de 90 minutos e será televisionado ao vivo pela rede CNN (em inglês e espanhol) e pela GloboNews e Record News com tradução simultânea em português.

AP/Reuters
Barack Obama/John McCain
Os candidatos à Casa Branca, democrata Barack Obama (à esq.) e republicano John McCain se enfrentam no segundo de três debates

E para McCain a missão é não apenas vencer Obama no encontro, mas superar a fama de irritável que está aparecendo cada vez mais em seus eventos de campanha e encontros com repórteres.

Como afirma reportagem da revista "Politico", o título está preocupando os assessores que temem o que o mau humor do senador pode demonstrar aos eleitores que buscam, acima de tudo, um líder otimista para enfrentar a crise financeira.

Depois do primeiro encontro com Obama, muitos espectadores e comentaristas de televisão notaram que o republicano evitou olhar o rival nos olhos. Um amigo próximo, citado pelo "Politico" atribuiu o mau humor ao fato de McCain ter que liderar uma campanha que considera antiética.

"Ele basicamente tem que ser alguém que não é. Ele apenas não é um cara que ataca as pessoas em público. Para ele, é inconfortável atacar o caráter de Obama", disse o amigo à revista, sem identificar seu nome.

Nesta terça-feira, McCain enfrenta não apenas Obama, mas cerca de cem eleitores indecisos escolhidos pelo instituto Gallup. Os senadores estarão livres para circular pelo palco do debate. "Isso deve ajudar McCain porque ele fez, literalmente, centenas de eventos como esse", disse Todd Harris, consultor republicano que participou da frustrada campanha de McCain à presidência em 2000.

"Ao mesmo tempo, as expectativas sobre ele estarão muito maior porque ele tem experiência nisso", completou.

Prazo

Com apenas quatro semanas até a votação de 4 de novembro, o debate oferece a McCain uma de suas últimas oportunidades para subir na corrida presidencial que tem favorecido Obama desde o estouro da crise financeira que afeta os Estados Unidos.

"McCain tem uma grande oportunidade com este debate", disse Peter Brown, diretor-assistente do instituto de pesquisa da Universidade de Quinnipiac. "Ele tem que mudar a dinâmica e fazer as pessoas reavaliarem Obama".

Obama solidificou sua liderança nas pesquisas nacionais e ganhou uma margem em Estados considerados cruciais para as eleições na medida em que a crise em Wall Street focou a atenção dos eleitores na área econômica --onde o democrata é melhor avaliado.

Uma pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta terça-feira deu a Obama uma margem de três pontos percentuais sobre McCain, 48% contra 45%. Outras sondagens mostram uma margem ainda maior.

Em clima de tudo ou nada, a campanha do senador por Arizona lançou duros ataques a Obama. Seus assessores sinalizaram que querem levar o debate para longe da economia.

McCain e sua candidata a vice, Sarah Palin, lembraram nos últimos dias da ligação do rival com figuras polêmicas, como o ex-militante da década de 1960 William Ayers e o pastor Jeremiah Wright.

Obama reagiu questionando o vínculo de McCain com o financista Charles Keating, figura central de um escândalo envolvendo uma instituição de crédito e poupança que custou bilhões de dólares aos cofres públicos, na virada das décadas de 1980 para 90.

Cada campanha divulgou um novo anúncio às vésperas do debate, com a campanha de Obama atacando McCain por querer "acabar com" ele e a campanha republicana atacou Obama por lançar anúncios mentirosos.

"Ele sinalizou aos seus assessores que vai ser muito agressivo neste debate e que vai tirar as luvas", disse Davis Axelrod, estrategista de Obama. "McCain está atacando desesperadamente esperando ganhar com um nocaute porque acha que está atrás", completou.

O tom agressivo de McCain e as respostas afiadas de Obama ampliam as expectativas de que o debate seja explosivo. As últimas oportunidades de McCain para uma virada podem ser neste encontro e no último debate, na semana que vem, em Hempstead, Nova York.

"McCain tem mais duas chances sob o seu controle de mudar a corrida, e são os dois debates", disse Harris.

"A menos de um mês do final, cada evento é crucial, e cada grande evento é exponencialmente mais importante do que o anterior", completou. As pesquisas indicam que Obama venceu o primeiro debate, no dia 26 de setembro.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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