Veja os principais momentos do debate entre McCain e Obama
colaboração para a Folha Online
Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, democrata Barack Obama e republicano John McCain, se enfrentaram no segundo de três debates presidenciais até o dia das eleições.
Os dois senadores responderam às perguntas de um grupo de 80 eleitores indecisos selecionados pelo instituto de pesquisas Gallup e moderados pelo jornalista Tom Brodaw.
| Jim Young/Reuters |
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| Barack Obama e John McCain, durante debate em Nashville, no Tennessee (EUA) |
Embora não houvesse restrição de tema, o segundo debate entre os presidenciáveis se centrou na crise econômica, repetindo o mote do primeiro embate entre os candidatos há quase duas semanas.
Os candidatos reafirmaram suas plataformas de campanha, dando ênfase a seus históricos políticos e pessoais.
O encontro em Nashville era tido como oportunidade crucial para o senador republicano reverter a vantagem de Obama nas pesquisas de intenção de voto.
Desde o acirramento da crise financeira, o democrata ampliou sua margem de intenção de voto em quase 10 pontos sobre McCain, que é cada vez mais associado ao governo impopular do presidente George W. Bush.
Veja os principais momentos do debate entre Obama e McCain:
Conhecimento
Questionados sobre o que não sabem e como vão aprender, Obama disse que sua mulher, Michelle, poderia dar uma grande lista.
"A maior parte do que aprendo é com ela. A Presidência é uma grande lição e os desafios que mais consomem seu tempo são os que você não espera. Mas eu não estaria aqui se este país não tivesse me dado as oportunidades", disse Obama, que falou de sua história.
"Vim de uma família simples. Se não fossem bolsas de estudo, se não fossem minha mãe e minha avó, eu não teria ido às melhores escolas e eu não poderia ter sido bem-sucedido. A questão nesta eleição é se vamos passar o mesmo sonho para as gerações seguintes. As pessoas foram à falência porque estão doentes, pessoas com vontade de ir para a escola não tem dinheiro", continuou o senador democrata.
"Não podemos esperar que fazendo as mesmas coisas que fizemos nos últimos oito anos, as coisas vão mudar, é por isso que estou aqui, pela mudança, teremos coragem de fazer o sacrifício para ir numa outra direção", completou.
O republicano McCain afirmou que o que não sabe é o que "todos nós não sabemos". "É o que vai acontecer aqui e lá fora. Os americanos estão enfrentando desafios que são novos e diferentes, estaremos falando de países que muitos não sabem onde ficam no mapa. O que eu não sei é o que será liberado", continuou.
"Mas eu cresci numa família onde meu pai não estava porque cuidava dos negócios, minha mãe criou a gente, sei o que são tempos difíceis, sei o que é confiar nos outros por amor, coragem em tempos difíceis", disse. "Eu acredito na grandeza deste país, foi uma honra servir tantos anos e peço para as pessoas me darem uma chance. Na minha vida coloquei sempre o país em primeiro lugar", completou.
Israel
Questionado se está disposto a defender Israel de um ataque do Irã, McCain disse que "obviamente não esperaria um relatório do Conselho de Segurança ONU antes de atacar", pois sabe que a Rússia e a China colocariam empecilhos para uma atuação americana no país.
"Irã continua no caminho para comprar armas nucleares e não é uma ameaça nacional e sim para todo o Oriente Médio. Se Irã comprar, todos os países vão querer comprar também", continuou.
"O que você faria se um país vizinho dissesse que quer tirar você do mapa? Obama quer se reunir sem pré-condições, eu quero conversar com iranianos e me reunir com a Liga das Democracias para forçar o Irã a abandonar este objetivo de ter armas nucleares. Mas, no final do dia, nós não podemos permitir um segundo Holocausto", completou.
O democrata Obama reiterou a necessidade de combater o programa nuclear iraniano. "Não apenas afetaria Israel, um de nossos aliados mais fortes, mas todo o mundo e eu farei todo o necessário", afirmou.
"Eu usarei nosso poderio militar, mas é importante usarmos todas as ferramentas para evitar o cenário no qual temos que fazer esta escolha. Por isso falo que se conseguirmos trabalhar diplomaticamente para impor sanções, se conseguirmos usar menos petróleo do Irã, se prevenirmos que eles importem a gasolina que precisam, eles [os iranianos] sentirão a pressão", continuou, defendendo uma estratégia menos militar.
"É verdade que eu acredito que precisamos de conversas diretas com nossos inimigos para que falemos duramente que se não mudarem o comportamento, eles enfrentarão o nosso poderio. Pode não funcionar, mas sei que temos mais chance de obter bons resultados", completou.
Paz
McCain falou das conseqüências da crise financeira nas ações de paz americanas pelo mundo. Ele afirmou que nações pacíficas precisam ter uma economia forte e que a "América ouviu muita crítica sobre a política de segurança nacional e muito dela é justificada".
"Mas a verdade é que os EUA são a nação que mais trabalhou pela paz. Nós somos fazedores da paz. Quando entrar e quando não entrar em um país, quando os gastos militares devem ser investidos, essa pergunta só pode ser respondida por alguém que tem o conhecimento para saber quando nossos recursos são importantes para impedir o genocídio", continuou.
"E eu estou convencido de que meu histórico, meu julgamento são corretos. O senador Obama estava errado sobre Iraque, sobre Rússia quando cometeu agressão contra Geórgia e em sua carreira curta não soube o que fazer sobre política externa. Não temos tempo para praticar", completou, em dura crítica.
Obama respondeu lembrando que, no último debate, McCain "disse que" ele não entende. "É verdade, não entendo como invadimos um país que não tem nada a ver com a guerra contra o terror e deixamos a Al Qaeda crescer no Afeganistão".
"Quando McCain disse que invadiríamos o Iraque e seríamos recebidos como libertadores, ele estava errado", repetiu.
"As nossas tropas serviram com honra e devemos gratidão a eles, mas eles custam demais para nosso orçamento e se continuarmos neste caminhos gastaremos US$ 10 bilhões por mês no Iraque. Nós precisamos deste dinheiro em casa", ressaltou o democrata.
Saúde
Questionado se a saúde deveria ser tratada como mercadoria, Obama afirmou que esta é uma das perguntas que mais ouve nos eventos de campanha. "Muitas pessoas não têm plano de saúde e, se você tem, seus gastos subiram mais de 30% em menos de um ano. Como presidente, tenho um dever moral de enfrentar o problema de saúde que as pessoas enfrentam", disse o senador democrata, que defende um plano universal de saúde.
"Se você tem um plano, você pode mantê-lo. Nós trabalharemos com seu plano para reduzir o custo, trabalharemos com a prevenção, com sistemas de computadores que reduzem erros", disse. "E se você não tem um plano de saúde, você vai ter um plano como o meu e o do senador McCain, de funcionários federais", continuou.
Em tom de crítica, Obama disse que "McCain diz que vai dar crédito de US$ 5.000 aos americanos, o que ele não diz é que vai cobrar seu empregador". "Ele vai acabar com o sistema pelo qual os Estados garantem que você não vai ser excluído por doenças preexistentes e isso não é o jeito de fazer", afirmou.
"Essa não é mudança que precisamos, precisamos de alguém que lute pelos pacientes e isso é o que estou disposto a fazer", continuou, remetendo ao principal lema de sua campanha.
Em resposta às duras críticas, McCain reconheceu que os preços dos planos sobem e que as pessoas estão tendo dificuldades em pagá-los.
"O importante é a fundamental diferença entre mim e o senador Obama. Ele fala de governo, governo vai fazer isso, aquilo. Se você é um pequeno empresário e não cobre os seus funcionários, Obama vai multá-lo, se você é pai; e não consegue pagar plano para seus filhos, você vai ser multado", rebateu.
"Eu quero dar um crédito que permite que você atravesse a fronteira, por que não? Atravessamos a fronteira para comprar outras mercadorias. Se você der o crédito de US$ 5.000, se permitir que os americanos escolham, 95% do povo americano terão capacidade de ir atrás de um plano e comprá-lo", afirmou.
"Nós temos que dar escolha para as pessoas e não ordens, precisamos dar a habilidade do povo comprar um plano", concluiu o republicano, que é contra a intervenção do governo na área da saúde.
Obama replicou os argumentos do rival lembrando de sua história pessoal. "Acho que deveria ser injusto em um país rico como o nosso as pessoas não terem plano de saúde. Acho injusto minha mãe morrer de câncer aos 53 anos e lutar com planos de saúde por não a aceitarem. Há alguma coisa fundamentalmente errada nisso", disse.
"Se você tem algum plano do qual gosta, você pode ficar com ele, eu só vou ajudá-lo a pagar por isso. Acho importante o governo acabar com empresas que estão enganando os contribuintes, você acha que paga por algo e quando precisa não recebe. E se você for procurar Estado por Estado, as empresas de saúde vão buscar um Estado que não exija exames de prevenção, talvez Arizona, talvez outro", continuou, falando do Estado natal de McCain.
"As empresas escaparão das proteções de consumidor que você precisa. McCain acredita na desregulamentação que nós vivemos a oito anos e não funcionou", citou, ligando o rival ao impopular Bush.
Sem tempo para uma tréplica, McCain reiterou: "nós ouvimos o valor das multas?".
Energia
"A energia nuclear é limpa, vários países da Europa sabem disso, eu sei disso. Mas o senador Obama se opõe. Temos que investir em energia alternativa. Somos mais inovadores, produzimos tecnologia mais do que qualquer outro país", afirmou McCain, em resposta a pergunta sobre políticas para a redução do aquecimento global.
"Investir no desenvolvimento de energia é muito produtivo. Aliás, eu sei que vocês estão estranhando esse vai-e-volta", disse McCain, sobre a troca de críticas entre ele e Obama.
"Eu lutei contra os projetos ligados a interesses pessoais, cheios de benefícios às pessoas ligadas a eles. A exploração das reservas costeiras são essencial para acabarmos com a dependência de petróleo e vai reduzir o preço do combustível. Quando a pessoas souberem que tem mais petróleo, o preço cai, isso é economia básica", continuou.
Obama reforçou a plataforma de sua campanha a favor das fontes renováveis de energia, em prioridade à extração de petróleo. "É um dos momentos mais importantes de nossos tempos. O investimento em fontes alternativas de energia pode ser uma ferramenta para criar emprego, assim como o computador foi", sugeriu o democrata.
"Precisamos investir em energia solar, eólica. E, ao contrário do que o senador McCain diz, sou a favor da energia nuclear, mas apenas como uma das fontes de nossa matriz energética. Ele votou 23 vezes contra a energia renovável", afirmou Obama acusando McCain.
"Temos 3% das reservas petrolíferas do mundo, mas consumimos a maior porção do petróleo extraído no mundo. Não vamos resolver o problema do aquecimento global perfurando nossa saída dele", acrescentou o senador democrata.
Previdência e Saúde
Obama prometeu reformar o sistema de saúde americano durante seu eventual mandato. "Não vou garantir que o problema será resolvido em dois anos, mas vou fazer isso antes do final do meu governo", afirmou.
"Mas deixe-me voltar um pouco à questão dos impostos. Quero cortar os impostos para 95% dos americano, o senador McCain reclama das pequenas empresas que seriam prejudicadas, mas poucas ganham o teto do limite de corte. Ele defende o corte de impostos para grandes empresas, o que significa aumento de dinheiro para os presidentes dessas companhias, para Wall Street", acrescentou Obama, em resposta à acusação de McCain sobre sua política tributária.
"Se revertermos as políticas econômicas desses oito anos de governo Bush, poderemos lidar com a saúde e com a Previdência, mas só assim", afirmou. "Temos que reunir os melhores cérebros do país e ver como os americanos querem resolver este problema", acrescentou.
Já McCain disse que a questão da Previdência americana é um problema fácil de ser resolvido. "É preciso que sentemos juntos e discutamos uma solução, como Ronald Reagan fez".
Antes, o republicano havia dito que o segredo da política de corte de Obama era que ele iria "prejudicar" as empresas médias e pequenas, que geram empregos nos EUA. "Não sou a favor do aumento de impostos para ninguém", destacou McCain.
Sacrifícios
McCain falou sobre os sacrifícios que o governo terá que fazer diante da crise financeira e do pacote bilionário de resgate. "Há programas que temos que eliminar, nós teremos que avaliar cada agência e burocracia do governo e eliminar as que não funcionam. Eu sei que algumas não funcionam, eu economizei US$ 7,8 milhões olhando em contratos de defesa", lembrou o senador.
"Alguns bons programas terão que ser eliminados também. Teremos que contar aos americanos que o gasto terá que ser cortado e eu recomendo um congelamento no gasto de programas de defesa --o que fará que alguns deles não cresçam como previsto", continuou.
Obama novamente tentou mostrar que entende a situação do povo americano. "Eu sei onde vocês estão e onde vocês estão indo. Todos os americanos fizeram mudanças para nos tornar um país mais seguro", disse.
"Bush fez algumas coisas inteligentes, mas ele chegou às pessoas e pediu que elas fossem às compras. Não era o que o povo esperava, o povo espera uma liderança que resolva todos estes problemas", continuou.
Voltando ao tema da energia, Obama afirmou: "todos precisarão pensar como usamos energia, explorar novos meios de garantir petróleo e isso inclui explorar petróleo de nossas reservas e dizer a empresas petroleiras que não estão usando os recursos que usem-nos ou percam-nos".
"Os jovens estão especialmente interessados em saber como podem servir, por isso criaremos um programa de voluntariado em todo o país, para garantir que os militares e suas famílias não carreguem todo o peso da nação", completou.
Prioridades
Questionados sobre quais serão as prioridades de seu governo, os candidatos citaram saúde, propriedade e principalmente a independência energética.
"Temos que trabalhar nos três, teremos que sentar juntos, democratas e republicanos. E eu sei como fazer isso, tenho um registro claro de como atravessar o corredor", disse McCain, sobre seu histórico no Senado.
"Precisamos criar milhões de empregos, fontes alternativas de energia. Teremos que fazer tudo isso de uma vez e isso é possível", continuou.
Em tom crítico, McCain disse que o rival democrata "nunca assumiu a liderança em assuntos importantes". "Eu sugiro que você vá a algumas organizações que vigiam políticos, que nos assistem todo o tempo e sabe o que você vai descobrir? Que Obama votou por cada aumento nos gastos do orçamento que eu vi aparecerem enquanto trabalhávamos para acabar com projetos de interesse próprio", continuou.
"Você tem que olhar meu registro e o dele, e olhar minha proposta de economia. Eu sei como consertar nossa economia, como acabar com nossa dependência em petróleo", completou.
Obama não poupou críticas ao impopular governo de Bush. "Quando Bush chegou ao escritório, nós tínhamos um superávit, quando ele entrou pela segunda vez, nós tínhamos déficit de US$ 5 trilhões e agora é de quase US$ 10 trilhões", disse.
"E senador McCain aprovou todos os orçamentos de Bush. Eu vou lidar com os assuntos importantes. Eu vou lidar com o sistema de saúde, vou lidar com a questão energética, porque não podemos enviar mais dinheiro à Arábia Saudita. E vou cortar os gastos desnecessários", continuou.
Obama focou na questão energética e no combate à dependência de petróleo estrangeiro. "Precisamos lidar com a questão energética hoje, você paga muito caro por gasolina e o preço pode subir. A gasolina pesa no seu orçamento e é ruim para nosso país, porque países como Venezuela e Irã estão se beneficiando com as altas", disse.
"Por isso eu pedi por US$ 15 bilhões em investimentos na área e em dez anos podemos estar livres da dependência [de combustível estrangeiro]", continuou o democrata que lembrou: "As pessoas não acreditavam quando presidente Robert Kennedy disse que em dez anos chegaríamos à lua".
Crise econômica
A grave crise financeira enfrentada pelos Estados Unidos dominou o início do segundo debate presidencial americano. O democrata Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas do governo George W. Bush". Já o republicano McCain reiterou suas propostas para a crise e rebateu o ataque.
"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta.
"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama, sobre o plano aprovado pelo governo que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres.
O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.
Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.
O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".
"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas", disse o republicano.
"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.
Em seguida, uma pessoa perguntou como os contribuintes americanos poderiam confiar a qualquer um dos dois candidatos seus dinheiros, se os dois partidos (Republicano e Democrata) teriam colocado os EUA nesta crise.
Obama respondeu reafirmando suas críticas aos oito anos de governo do presidente republicano, George W. Bush. "Há muita culpa para ser apontada. Mas é bom lembrar um pouco de história. Quando Bush assumiu nossa balança era superavitária, agora temos um déficit enorme. Ninguém é completamente culpado, mas nos últimos oito anos tivemos um endividamento enorme", afirmou o senador democrata.
"Temos que reformar o sistema de saúde, temos que investir em energia alternativa e também temos que cortar gastos. O senador McCain insiste que não falo em cortes, mas sei que precisamos cortar os gastos do governo também", acrescentou Obama.
McCain rebateu tentando se distanciar da imagem de Bush. "Obrigada, Teresa", afirmou se referindo a mulher que fez a pergunta por seu nome. Enquanto andava pelo palco, falando pausadamente, o republicano afirmou que Obama votou por aumento de impostos em várias ocasiões.
"Vocês precisam olhar para meu histórico e para o de Obama. Ele aumentou os gastos do governo em vários de seus votos no Senado. Eu sei como resolver esta crise. Sei que, além de fontes alternativas de energia, precisamos de energia nuclear e do aumento de nossas extrações de petróleo no exterior", disse McCain.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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