Mundo
08/10/2008 - 07h32

Pesquisas indicam Obama como vencedor de debate

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da Efe, em Washington
da Folha Online

O candidato democrata, Barack Obama, derrotou na noite desta terça-feira seu adversário republicano, John McCain, no segundo debate para as eleições à Presidência dos Estados Unidos, de acordo com as pesquisas divulgadas logo após o fim do evento.

A sondagem feita pela rede de TV CNN com 675 eleitores que viram o debate indica que 54% dos espectadores acreditam que o senador por Illinois venceu o debate em Nashville (Tennessee), enquanto 30% consideram que McCain se saiu melhor.

Jim Young/Reuters
Barack Obama e John McCain, durante debate em Nashville, no Tennessee (EUA)
Barack Obama e John McCain, durante debate em Nashville, no Tennessee (EUA)

Além disso, a pesquisa da CNN indica que a imagem de Obama melhorou após o debate, aumentando de 60% para 64% o número de eleitores que o vêem favoravelmente. A opinião sobre McCain permaneceu invariável: 51% dos eleitores vêem favoravelmente o candidato republicano, o mesmo percentual de antes do debate.

Já uma pesquisa elaborada para a rede CBS também indica a vitória ao candidato democrata, com 39%, contra 27% para o republicano. Analistas também afirmaram na imprensa americana que Obama foi o vencedor do debate.

O comentarista David Gergen, da CNN, disse que o candidato democrata "foi melhor em suas respostas e soube se conectar com as mulheres". Na emissora MSNBC, a apresentadora Rachel Maddow considerou que Obama venceu o debate porque se comportou "como se McCain não estivesse presente".

Um grupo de eleitores indecisos da Pensilvânia reunidos pela MSNBC atribuiu a Obama a vitória no encontro com 60% de sua preferência, contra 40% para McCain.

Encontro

O segundo debate entre os presidenciáveis se centrou na crise econômica, repetindo o mote do primeiro embate entre os candidatos, há quase duas semanas. Em resposta a perguntas formuladas por 80 eleitores indecisos e internautas, os candidatos reafirmaram suas plataformas de campanha, dando ênfase a seus históricos políticos e pessoais.

O encontro em Nashville era tido como oportunidade crucial para o senador republicano reverter a vantagem de Obama nas pesquisas de intenção de voto. Desde o acirramento da crise financeira, o democrata ampliou sua margem de intenção de voto em nove pontos sobre McCain, que é cada vez mais associado ao governo impopular do presidente, também republicano, George W. Bush.

Mark Humphrey/AP
Presidenciáveis Obama e McCain cumprimentam o público ao entrarem no palco do 2º debate, na Universidade Belmont
Presidenciáveis Obama e McCain cumprimentam o público ao entrarem no palco do 2º debate, na Universidade Belmont

Devido a essa queda no desempenho, a expectativa era a de que McCain atacasse Obama com mais ferocidade, mas isso não chegou a acontecer. No fim de semana antes do encontro, as duas campanhas ameaçaram elevar o tom dos ataques, com os republicano acusando o democrata de terrorista e Obama afirmando que McCain tentava distrair o foco da economia.

Em meio à maior crise financeira do país desde a Grande Depressão de 1929, Obama e McCain também tentaram mostrar aos eleitores que sabem as dificuldades que o povo enfrenta e o que é necessário para superar o momento difícil. Eles reiteraram suas vidas de dificuldades e superação.

Os ânimos se exaltaram quando os candidatos discutiram políticas dos EUA para as guerras no Iraque e no Afeganistão. Obama defendeu a priorização da ofensiva americana no Afeganistão, "onde a Al Qaeda e o Taleban estão", em detrimento do fronte no Iraque.

"Precisamos apoiar a democracia no Paquistão e trabalhar ao lado do governo local, mas se tivermos Osama bin Laden à vista e eles não quiserem colaborar, teremos de agir. Temos que matar Bin Laden", acrescentou o democrata.

McCain interpretou a declaração com ironia, afirmando que Obama estava ameaçando atacar o Paquistão. "O senador Obama gosta de falar alto. Nossas relações com o Paquistão são críticas, precisamos do apoio deles. Não podemos ameaçá-los", afirmou o republicano.

Os dois presidenciáveis participam ainda de um último debate, na quarta-feira (15). O confronto acontece na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. O jornalista Bob Schieffer comandará o evento sobre a economia americana em formato similar ao do primeiro encontro, onde os dois debatem diretamente.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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