Obama e McCain elogiam corte emergencial de juros do BC
da Reuters, em Nashville
colaboração para a Folha Online
Os candidatos à Casa Branca, republicano John McCain e o democrata Barack Obama, elogiaram a iniciativa de seis dos principais bancos centrais do mundo de reduzir nesta quarta-feira suas taxas de juros. Os dois senadores disputam o título de melhor qualificado para resolver a grave crise financeira americana, tema de maior influência sob os eleitores nas eleições deste ano.
Na manhã após o segundo dos três debates presidenciais --dominado por questões de eleitores indecisos sobre a economia e a crise financeira--, ambos os candidatos concordaram com a decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos em cortar sua taxa de juros em 0,5%, um esforço coordenado em caráter de emergência sob o risco de uma recessão global.
"É imperativo neste momento que o governo responda às necessidades dos americanos", disse republicano McCain, em comunicado.
Obama afirmou que apóia o corte da taxa de juros e pediu ao Departamento do Tesouro que aja rapidamente na implementação do plano de resgate financeiro aprovado na semana passada pelo governo e que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos sem liquidez de bancos pelo Estado.
"É claro que uma ação mais urgente e vigorosa é necessária para aliviar a crise, que está tornando impossível aos grandes e pequenos empresários conseguirem empréstimos", disse o democrata.
Entenda a crise financeira que afeta os EUA
Proposta
No debate desta terça-feira, Obama e McCain reiteraram suas propostas para solucionar a crise e tentaram mostrar aos eleitores que são qualificados para devolver o crescimento à economia americana.
O democrata Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas do governo George W. Bush" que levaram à atual situação. Já o republicano McCain reiterou suas propostas para a crise e rebateu o ataque.
| Jason Reed/Reuters |
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| Os candidatos, Barack Obama (à esq.) e John McCain, defenderam propostas econômicas |
"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta.
"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama.
O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.
Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.
O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".
"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas', disse o republicano.
"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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