Mundo
08/10/2008 - 15h08

Obama e McCain elogiam corte emergencial de juros do BC

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da Reuters, em Nashville
colaboração para a Folha Online

Os candidatos à Casa Branca, republicano John McCain e o democrata Barack Obama, elogiaram a iniciativa de seis dos principais bancos centrais do mundo de reduzir nesta quarta-feira suas taxas de juros. Os dois senadores disputam o título de melhor qualificado para resolver a grave crise financeira americana, tema de maior influência sob os eleitores nas eleições deste ano.

Na manhã após o segundo dos três debates presidenciais --dominado por questões de eleitores indecisos sobre a economia e a crise financeira--, ambos os candidatos concordaram com a decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos em cortar sua taxa de juros em 0,5%, um esforço coordenado em caráter de emergência sob o risco de uma recessão global.

"É imperativo neste momento que o governo responda às necessidades dos americanos", disse republicano McCain, em comunicado.

Obama afirmou que apóia o corte da taxa de juros e pediu ao Departamento do Tesouro que aja rapidamente na implementação do plano de resgate financeiro aprovado na semana passada pelo governo e que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos sem liquidez de bancos pelo Estado.

"É claro que uma ação mais urgente e vigorosa é necessária para aliviar a crise, que está tornando impossível aos grandes e pequenos empresários conseguirem empréstimos", disse o democrata.

Entenda a crise financeira que afeta os EUA

Proposta

No debate desta terça-feira, Obama e McCain reiteraram suas propostas para solucionar a crise e tentaram mostrar aos eleitores que são qualificados para devolver o crescimento à economia americana.

O democrata Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas do governo George W. Bush" que levaram à atual situação. Já o republicano McCain reiterou suas propostas para a crise e rebateu o ataque.

Jason Reed/Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) and Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) smile after their presidential debate at Belmont University in Nashville, Tennessee October 7, 2008. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Os candidatos, Barack Obama (à esq.) e John McCain, defenderam propostas econômicas

"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta.

"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama.

O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.

Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.

O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".

"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas', disse o republicano.

"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Richard Adams (16) 12/11/2009 12h08
Srs., este forum, ou mesmo qualquer outro, serve para se expresar opiniões e não para se tentar exorcisar os outros, numa discussão para se ver quem tem razão.
O fato é que FHC deu contribuições enormes para o Brasil e deixou muita coisa nos trilhos para que o LULA viesse e colocasse a cereja no bolo. Muitas das realizações do LULA se deram porque o mundo todo vinha numa tocada forte. Nosso sistma bancário não foi criado nem fortalecido pelo LULA, e só por isso não embarcamos na onda mundial com força.
O Brasil, precisa sim, adotar uma postura mais humilde. Estamos vivendo uma sem justificativa em alguns setores que não tem razão. O lucro das nossa empresas não está refletindo a alta na bolsa na mesma proporção. O Brasil está bem, mas precisa de cautela. Muita cautela.
A coisa mais sensata que lí até agora aqui, foi chamar atenção para nossa dívida interna. Este governo está gastando horrores!!!! Olhar as reservas cambiais e se gabar disso é sim um erro grotesco e não precisa ser nenhum catedrático matemático. Minhas filhas em fase de alfabetização fariam esta conta.
Vamos deixar essa disputa de que LULA é melhor que FHC, ou que PT é melhor do que outros...ninguém é melhor do que ninguém...todo mundo erra e todo mundo acerta....nunca na história deste País houve um Presidente perfeito e nem vai existir. São todos parte de um sistema político falido, cheio de conchavos, negociatas e cocitas que estamos cansados de ver todos os dias nos noticiarios.
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Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
Zeno E. S. Munhoz (1) 12/11/2009 11h19
O câmbio brasileiro fugiu do parâmetro neutro segundo o ministro e já causa problemas na economia, diminuindo radicalmente o setor de exportações e aumentando na mesma proporção as importações. No curto prazo se continuar a política de câmbio flutuante já serão afetadas todas as contas nacionais. O câmbio deve ser pelo equilíbrio da economia e não como uma biruta a sabor dos fluxos de capitais do mercado internacional e nacional. Defasagem de 50 % significa que o desequilíbrio afeta ou expõe negativamente metade da economia nacional.
O governo deve equilibrar a economia levando em consideração os players maiores da economia mundial ou seja China e EUA e formular a sua estratégia. Uma desvalorização da moeda aos níveis adequados com cambio fixo temporarimente é a proposta. Quem teme câmbio fixo? O mal já está instalado.
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Marilia Cunha (2) 12/11/2009 09h40
Marilia Cunha (2) 12/11/2009 09h40
"O problema do Lula é pura falta de cultura."
Meu amigo, que frase mais infeliz, provavelmente ele fez mais do que voce faria tendo muito mais "cultura" do que ele.
Meu querido Cássio Távares, Desinformado é Vc que diz que bolsa família só ajuda politicos e que Lula não fez nada pela educação. Meu bem, como assim?Graças a esse governo, eu estou fazendo uma faculdade que antes eu urrava para pagar, já tranquei diversas vezes a mesma porque com um salário mínimo eu pagava a faculdade, tendo que morar com meus pais, ficar sem dinheiro o mês inteiro. Isso foi no governo do FHC. E agora eu sou professora, e digo o sistema escolar, todos os projetos pedagógicos que temos agora, com o governo lula, melhoraram bastante a rede de ensino, os salários estão melhores, não estão 100% mas estão melhores.Você por acaso conhece pessoalmente algum beneficiário do bolsa família? pois é, eu conheço, muitos, pois além de serem a maioria, pais dos meus alunos, eu vivo fazendo projetos sociais e para isso faço pesquisa e levantamentos de dados.
Me faça um favor, antes de vir aqui falar algo que você não sabe por estar preso na sua classe mérdia, digo, média, saia um pouco, vá conversar com os pobres assalariados, diga-lhes que o bolsa família só beneficia os proprios políticos, pra ver o que eles vão te dizer.
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