Rússia retira tropas de postos de controle na Geórgia
colaboração para a Folha Online
da Efe, em Tbilisi
O governo russo iniciou nesta quarta-feira a retirada das tropas russas das faixas de segurança em torno das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, em um processo que deve ser concluído na sexta-feira (10), como parte do acordo de paz entre Moscou e a Geórgia.
"Os soldados russos já deixaram a faixa de segurança que separa as regiões separatistas do resto do território georgiano administrado por Tbilisi", confirmou o porta-voz do Ministério do Interior georgiano, Shota Utiashvili.
Segundo o acordo assinado no início de setembro pelos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e francês, Nicolas Sarkozy, a Rússia tinha prazo até meia-noite da sexta-feira para recuar suas tropas da zona. Os soldados serão substituídos por observadores da União Européia.
| David Mdzinarishvili/Reuters |
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| Tropas russas deixam posto da vila de Nadarbazevi, a 60 km de Tbilisi; russos têm até sexta-feira para deixar a Geórgia |
O conflito na região começou no dia 7 de agosto, quando a Geórgia tentou retomar o controle sobre a região separatista da Ossétia do Sul à força. A Província, assim como a Abkházia, havia se auto-declarado independente nos anos 1990 e contava com o reconhecimento da Rússia.
A Rússia invadiu a região lançando um contra-ataque e expulsando as tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia. Os Estados Unidos e a União Européia condenaram o ataque russo e pediram um cessar-fogo, que foi acertado mais tarde com mediação da França.
Os militares russos começaram às 10h desta quarta-feira (3h em Brasília) sua retirada das zonas de segurança em torno da Ossétia do Sul e da Abkházia, regiões cujas independências não foram reconhecidas pela Geórgia.
"Em cumprimento aos acordos entre os presidentes da Rússia e da França, começamos a retirada dos postos", disse à imprensa o comandante das tropas russas nessa região, general Marat Kulakhmetov, em Tskhinvali, capital da Ossétia do Sul,
O recuo acontece na presença da Missão de Observadores da UE (EUMM, na sigla em inglês). O chefe da missão, Hansjörg Haber, supervisiona pessoalmente o processo de retirada na região georgiana de Zugdidi, na fronteira com a Abkházia.
Próximo à Ossétia do Sul, máquinas niveladoras do Exército russo derrubaram, em apenas três horas, os seis postos de controle instalados na região georgiana de Shida Kartli, encheram as trincheiras e retiraram os últimos materiais bélicos em caminhões.
Mais cedo, militares do esquadrão antibombas desarmaram os explosivos nos acessos aos postos de controle e mediram o nível de radiação. Em seguida, entregaram os seis setores à parte georgiana na presença de observadores europeus.
"Medimos os níveis de radiação e revisamos o território dos postos junto com representantes georgianos. A situação ambiental está em ordem e não foi encontrado material explosivo", disse o general Kulakhmetov.
Kulakhmetov acrescentou que "foram assinados os documentos correspondentes sobre todos esses assuntos" na presença de observadores da EUMM na Geórgia.
Observadores
A retirada das tropas será um dos assuntos a serem discutidos hoje pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Rússia, Dmitri Medvedev, em um encontro na cidade francesa de Evian.
| Arte/Folha Online |
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O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, chega amanhã a Tbilisi para confirmar pessoalmente que Moscou cumpriu seu compromisso de retirar todas as suas tropas dentro do prazo previsto.
A partir de agora, os observadores civis enviados pela UE, que não levam armas de fogo, assumirão sozinhos as funções de segurança na região por um prazo de no mínimo um ano.
Além disso, a EUMM supervisionará o retorno de dezenas de milhares de civis expulsos de suas casas pela ofensiva militar lançada pela Rússia em agosto em resposta a um ataque georgiano à Ossétia do Sul.
Os observadores europeus ficarão posicionados em Tbilisi, em Gori (próximo à Ossétia do Sul), em Zugdidi (na fronteira com a Abkházia) e na estratégica cidade portuária de Poti (no Mar Negro).
Um total de 22 países europeus contribui com a EUMM, entre eles Itália, Polônia, Alemanha, Suécia, Espanha, mas principalmente a França. A UE também deseja posicionar observadores na Abkházia e na Ossétia do Sul, mas os presidentes das duas regiões separatistas recusaram a ajuda.
Na semana passada, durante a inauguração do centro da EUMM em Tbilisi, o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, disse que a Rússia deve retirar suas tropas de todo o território georgiano, inclusive da Abkházia e da Ossétia do Sul.
"Segundo o estipulado, a Rússia deve recuar suas tropas às posições anteriores a 8 de agosto, ou seja, de todo o território da Geórgia", afirmou Solana na ocasião.
Em qualquer caso, Moscou mantém tropas e grande quantidade de material bélico na Ossétia do Sul e na Abkházia, cujos líderes separatistas convidaram a Rússia a instalar bases militares e navais em seus territórios para evitar uma nova agressão por parte de Tbilisi.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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