Obama tem margem recorde de 11 pontos, aponta Gallup
colaboração para a Folha Online
Um dia após o segundo debate entre os candidatos à Casa Branca, pesquisa Gallup aponta que o democrata Barack Obama expandiu sua liderança na disputa e conseguiu margem recorde de 11 pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain.
Segundo a sondagem divulgada nesta quarta-feira, Obama tem 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain, em um resultado que consolida a vantagem democrata conquistada em meados de setembro, quando a crise financeira vivida pelos Estados Unidos se agravou.
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| Jason Reed/Reuters |
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| Democrata Barack Obama (esq.) tem margem recorde sobre rival republicano John McCain |
O instituto aponta ainda que a liderança do senador democrata coincide com a pior avaliação da situação econômica dos EUA no ano, 59% dos americanos entrevistados descrevem as atuais condições econômicas como ruins.
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Contudo, a pesquisa Gallup foi realizada, em sua maior parte, antes do debate da noite desta terça-feira o que deixa espaço para um crescimento ainda maior do democrata.
Obama conseguiu um pequeno salto no primeiro debate presidencial realizado em 26 de setembro, e deve conseguir mais um avanço com o confronto de ontem à noite, na Universidade Belmont, Nashville, Tennessee.
Com formato baseado em perguntas de eleitores indecisos e internautas, o segundo dos três debates entre os presidenciáveis se centrou na crise econômica. Em resposta, os candidatos reafirmaram suas plataformas de campanha, dando ênfase a seus históricos políticos e pessoais e tentaram mostrar sua qualificação para vencer os obstáculos atuais.
Veja os principais momentos do debate
Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas de Bush", como a desregulamentação de Wall Street. Já McCain reiterou suas propostas para a crise, como o financiamento de compra de hipotecas de baixa liquidez, e rebateu o ataque, falando pausadamente e sempre se dirigindo diretamente aos eleitores, que estavam sentados no palco e fizeram perguntas aos candidatos.
Para o democrata, a crise ainda deve piorar antes do problema ser resolvido. Mas McCain rebateu afirmando que isso depende de como o problema seria resolvido. O democrata defendeu o corte de impostos e o republicano o corte de gastos do governo.
"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta da noite, feita por um dos 80 eleitores indecisos escolhidos para o evento.
"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama, sobre o plano aprovado pelo governo que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres.
O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.
Republicano
Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.
O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".
"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas", disse o republicano.
"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.
A pesquisa Gallup foi realizada entre 5 e 7 de outubro, com 2.747 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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