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08/10/2008 - 16h23

Obama tem margem recorde de 11 pontos, aponta Gallup

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colaboração para a Folha Online

Um dia após o segundo debate entre os candidatos à Casa Branca, pesquisa Gallup aponta que o democrata Barack Obama expandiu sua liderança na disputa e conseguiu margem recorde de 11 pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain.

Segundo a sondagem divulgada nesta quarta-feira, Obama tem 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain, em um resultado que consolida a vantagem democrata conquistada em meados de setembro, quando a crise financeira vivida pelos Estados Unidos se agravou.

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Jason Reed/Reuters
U.S. Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) and Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) smile after their presidential debate at Belmont University in Nashville, Tennessee October 7, 2008. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Democrata Barack Obama (esq.) tem margem recorde sobre rival republicano John McCain

O instituto aponta ainda que a liderança do senador democrata coincide com a pior avaliação da situação econômica dos EUA no ano, 59% dos americanos entrevistados descrevem as atuais condições econômicas como ruins.

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Contudo, a pesquisa Gallup foi realizada, em sua maior parte, antes do debate da noite desta terça-feira o que deixa espaço para um crescimento ainda maior do democrata.

Obama conseguiu um pequeno salto no primeiro debate presidencial realizado em 26 de setembro, e deve conseguir mais um avanço com o confronto de ontem à noite, na Universidade Belmont, Nashville, Tennessee.

Com formato baseado em perguntas de eleitores indecisos e internautas, o segundo dos três debates entre os presidenciáveis se centrou na crise econômica. Em resposta, os candidatos reafirmaram suas plataformas de campanha, dando ênfase a seus históricos políticos e pessoais e tentaram mostrar sua qualificação para vencer os obstáculos atuais.

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Obama foi o primeiro a falar e reiterou suas críticas às "políticas falidas de Bush", como a desregulamentação de Wall Street. Já McCain reiterou suas propostas para a crise, como o financiamento de compra de hipotecas de baixa liquidez, e rebateu o ataque, falando pausadamente e sempre se dirigindo diretamente aos eleitores, que estavam sentados no palco e fizeram perguntas aos candidatos.

Para o democrata, a crise ainda deve piorar antes do problema ser resolvido. Mas McCain rebateu afirmando que isso depende de como o problema seria resolvido. O democrata defendeu o corte de impostos e o republicano o corte de gastos do governo.

"Estamos na pior crise financeira desde a Grande Depressão, todos vocês se preocupam com suas contas, suas aposentadorias. E isso é fruto das políticas falidas de Bush que disse que nós podíamos acabar com a supervisão [do sistema financeiro] e que iríamos prosperar", disse Obama, em resposta à primeira pergunta da noite, feita por um dos 80 eleitores indecisos escolhidos para o evento.

"Agora precisamos de um plano de resgate que começou com a aprovação do pacote bilionário nesta semana. Mas nós precisamos de supervisão e de garantia de que os contribuintes terão seu dinheiro de volta", continuou Obama, sobre o plano aprovado pelo governo que prevê a injeção de US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres.

O democrata reiterou seu apoio à classe média. "A classe média precisa de um pacote financeiro que envolva corte de impostos, ajuda a proprietários de casas e projetos que os mantenham em seus empregos", listou o senador.

Republicano

Em sua vez, McCain afirmou que os "americanos estão irritados e temerosos" com a crise. "Eu tenho um plano que envolve energia. Precisamos parar de enviar dinheiro a países que são nossos inimigos, precisamos cortar impostos, precisamos de um pacote de reformas que leve à prosperidade er paz no mundo", disse.

O republicano rebateu à comparação de Obama e afirmou que suas propostas não são as políticas de "Bush ou de Obama", "mas vão ajudar a salvar o país da crise".

"Este problema ficou tão grave que precisaremos agir para ajudar os donos de casas que não têm mais dinheiro para pagar hipoteca. Eu, como presidente, exigirei que o Tesouro compre as hipotecas sem liquidez e ajude as pessoas", disse o republicano.

"Isso é caro? Sim, mas se não fizermos isso, não conseguiremos prosperar e colocar as pessoas de volta aos empregos", continuou.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 5 e 7 de outubro, com 2.747 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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