Mundo
08/10/2008 - 18h42

"Quem é o verdadeiro Obama", pergunta McCain aos eleitores

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colanoração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, atacou seu rival democrata, Barack Obama e afirmou que o "que o senador diz hoje e o que ele fez no passado são duas coisas freqüentemente diferentes".

"Quem é o verdadeiro Obama?", questionou McCain, diante de uma platéia lotada em comício em Bethlehem, Pensilvânia. A declaração marcou a volta de McCain ao tom de fortes ataques contra o democrata, que lidera pesquisas de intenção de voto por margem recorde de 11 pontos.

Carlos Barria/Reuters
Texto: U.S. Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) and Republican vice presidential nominee Alaska Governor Sarah Palin (L) wave to supporters during a rally in Bethlehem, Pennsylvania October 8, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Republicanos John McCain e Sarah Palin fazem campanha em Bethlehem, na Pensilvânia

"Todos nós ouvimos o que ele disse, mas fica menos claro o que ele fez ou o que ele vai fazer", disse McCain, em referência ao debate da noite desta terça-feira no qual questionou insistentemente o histórico de votação de Obama no Senado.

O encontro na Universidade Belmont, em Nashville era tido como oportunidade crucial para o senador republicano reverter a vantagem de Obama nas pesquisas. Por isso, a expectativa era de que McCain atacasse Obama com ferocidade, mas isso não chegou a acontecer.

Aparentemente o tom comedido durou pouco. McCain tentou desenhar o rival como um candidato de promessas vazias e disse aos eleitores que eles "não precisam esperar que as coisas mudem ao votar" nele. "Porque vocês sabem que as coisas vão mudar, porque eu lutei por mudança em Washington minha carreira toda", disse o republicano, que não perdeu oportunidades de questionar a "curta carreira" de Obama no confronto de ontem.

Réplica

Obama devolveu os ataques em evento de campanha em Indianapolis, Indiana. Ele disse aos eleitores presentes: "Eu posso agüentar mais quatro semanas dos ataques de McCain, mas a América não pode suportar mais quatro anos de políticas de Bush", disse.

Em Tampa, na Flórida, o candidato a vice democrata, Joe Biden, acusou a campanha republicana de "apelar ao medo".

Darron Cummings/AP
Texto: Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill., campaigns in Indianapolis, Ind., Wednesday, Oct. 8, 2008. (AP Photo/Darron Cummings)
Democrata Barack Obama rebate críticas durante comício em Indianapolis, Indiana

"Estes ataques não prejudicam a mim ou a Barack Obama. Eles prejudicam vocês", disse Biden, a uma multidão presente para o comício. "Cada acusação falsa e sem fundamento é uma tentativa de fazer com que você pare de prestar atenção para o que acontece neste país. Além dos ataques, o que John McCain está oferecendo?", completou.

Os americanos não estão procurando por um "homem irritado pulando de uma posição para outra", disse.

Em entrevistas a duas redes de televisão americanas, Biden rebateu as críticas de sua rival republicana, Sarah Palin, como bobagens de um ataque que "foi longe demais" na campanha contra Obama.

"É apenas bobagens, bobagens sem sentido", disse Biden, nesta quarta-feira, no programa da CBS, se referindo aos comentários de Palin neste fim de semana ligando Obama a William Ayers, ex-integrante do grupo radical Weather Underground, dos anos 60.

"Você sabe, a idéia de que estes caras, de alguma forma, estão novamente injetando medo e sujando esta campanha é perigosa", disse Biden. "Eu quero dizer, você tem estes incitamentos aí fora, um cara introduzindo Barack usando seu nome do meio [Hussein] como um sinal de alguma coisa. Isso é fora do aceitável", completou, citado pelo site Politico.

Palin afirmou e reiterou a ligação de Obama com "terroristas domésticos" neste fim de semana, argumentando que o democrata e Ayers vivem na mesma vizinhança de Chicago e serviram juntos em programas de voluntariado. Analistas dizem que as duras críticas da governadora do Alasca fazem parte da estratégia final de McCain que quer desenhar o rival democrata como uma opção arriscada.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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