17/09/2002
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17h42
O presidente dos EUA, George W. Bush, ignorou publicamente a proposta iraquiana de permitir o retorno incondicional dos inspetores de armas ao país e disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) deve agir contra o presidente do Iraque, Saddam Hussein.
"Está na hora de agir contra Hussein para garantir a paz, está na hora de a ONU agir", declarou hoje Bush, durante uma visita a Nashville, no Estado de Tennessee (sul dos Estados Unidos).
"Os Estados Unidos permanecem fortes em nossa convicção de que nós não devemos e não vamos deixar que os piores líderes mundiais chantageiem os Estados Unidos e nossos amigos e aliados ou nos ameacem com as piores armas do mundo", afirmou Bush.
Bush ignorou que Saddam Hussein concordou ontem em permitir a volta dos inspetores da ONU, sem impor condições.
Os inspetores da ONU deixaram o Iraque em dezembro de 1998, poucas horas antes de um bombardeio dos Estados Unidos e do Reino Unido.
O desarmamento do Iraque é uma das condições-chave exigidas para acabar com sanções contra o país, que foram impostas quando Bagdá invadiu o Kuait, em agosto de 1990.
Encontro
O chefe dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, iniciou por volta das 16h (17h em Brasília) reunião com especialistas iraquianos para discutir os detalhes práticos do retorno dos inspetores da organização a Bagdá, anunciou o porta-voz da ONU, Fred Eckard.
A reunião, proposta pelo Iraque quando decidiu readmitir os inspetores de armas, abordará os procedimentos logísticos necessários para o funcionamento das operações.
Segundo fontes da ONU, a reunião conta com a presença de Hussam Mohammed Amin, chefe do Diretório de Monitoramento Nacional do Iraque, responsável pelo contato com os inspetores da ONU, e com Saeed Hasan, um funcionário do ministério do Exterior iraquiano, que foi ex-embaixador do Iraque junto às Nações Unidas.
Blix tem uma equipe de 63 pessoas em Nova York. Algumas delas poderiam ir para Bagdá rapidamente para analisar o estado dos programas de desenvolvimento de armas químicas, nucleares e biológicas de Bagdá. Cerca de 200 especialistas de 44 países estão em alerta e podem ser levados a Bagdá em um prazo de dias.
Os inspetores de armas da ONU são coordenados pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), sediada em Viena, e trabalham em conjunto com o órgão chefiado por Blix, a Comissão da ONU de Monitoramento, Verificação e Inspeção (conhecida como Unmovic).
Com agências internacionais
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da Folha OnlineO presidente dos EUA, George W. Bush, ignorou publicamente a proposta iraquiana de permitir o retorno incondicional dos inspetores de armas ao país e disse que a ONU (Organização das Nações Unidas) deve agir contra o presidente do Iraque, Saddam Hussein.
"Está na hora de agir contra Hussein para garantir a paz, está na hora de a ONU agir", declarou hoje Bush, durante uma visita a Nashville, no Estado de Tennessee (sul dos Estados Unidos).
"Os Estados Unidos permanecem fortes em nossa convicção de que nós não devemos e não vamos deixar que os piores líderes mundiais chantageiem os Estados Unidos e nossos amigos e aliados ou nos ameacem com as piores armas do mundo", afirmou Bush.
Bush ignorou que Saddam Hussein concordou ontem em permitir a volta dos inspetores da ONU, sem impor condições.
Os inspetores da ONU deixaram o Iraque em dezembro de 1998, poucas horas antes de um bombardeio dos Estados Unidos e do Reino Unido.
O desarmamento do Iraque é uma das condições-chave exigidas para acabar com sanções contra o país, que foram impostas quando Bagdá invadiu o Kuait, em agosto de 1990.
Encontro
O chefe dos inspetores de armas da ONU (Organização das Nações Unidas), Hans Blix, iniciou por volta das 16h (17h em Brasília) reunião com especialistas iraquianos para discutir os detalhes práticos do retorno dos inspetores da organização a Bagdá, anunciou o porta-voz da ONU, Fred Eckard.
A reunião, proposta pelo Iraque quando decidiu readmitir os inspetores de armas, abordará os procedimentos logísticos necessários para o funcionamento das operações.
Segundo fontes da ONU, a reunião conta com a presença de Hussam Mohammed Amin, chefe do Diretório de Monitoramento Nacional do Iraque, responsável pelo contato com os inspetores da ONU, e com Saeed Hasan, um funcionário do ministério do Exterior iraquiano, que foi ex-embaixador do Iraque junto às Nações Unidas.
Blix tem uma equipe de 63 pessoas em Nova York. Algumas delas poderiam ir para Bagdá rapidamente para analisar o estado dos programas de desenvolvimento de armas químicas, nucleares e biológicas de Bagdá. Cerca de 200 especialistas de 44 países estão em alerta e podem ser levados a Bagdá em um prazo de dias.
Os inspetores de armas da ONU são coordenados pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), sediada em Viena, e trabalham em conjunto com o órgão chefiado por Blix, a Comissão da ONU de Monitoramento, Verificação e Inspeção (conhecida como Unmovic).
Com agências internacionais
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