Obama lidera com apoio de independentes e mulheres, indica Zogby
colaboração para a Folha Online
da Reuters, em Washington
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, conquistou liderança de quatro pontos sobre o rival republicano, John McCain. Esta margem vem, principalmente, do aumento de seu apoio entre mulheres e independentes, indica pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta quinta-feira.
A menos de quatro semanas da votação de 4 de novembro, Obama lidera a corrida pela Presidência americana com 48% das intenções de voto entre os eleitores prováveis contra 44% de McCain, um aumento de dois pontos percentuais desde a pesquisa anterior do instituto, divulgada na quarta-feira.
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| Charles Dharapak/AP |
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| Candidato democrata Barack Obama (à esq.) continua na liderança da disputa pela Casa Branca contra o rival republicano John McCain |
Obama expandiu sua vantagem entre independentes de nove para 13 pontos percentuais e teve um crescimento menor, mas também significativo, entre as mulheres --de sete a nove pontos percentuais.
Segundo o instituto Zogby, que liderou a pesquisa, o senador por Illinois cresceu também entre os eleitores católicos e vence ou empata com McCain em todas as faixas etárias de eleitores, exceto aqueles que, como o republicano, tem mais de 70 anos.
"Obama parece estar indo bem entre os grupos que ele realmente precisa, as mulheres e os independentes", disse pesquisador John Zogby. "McCain precisa ir muito melhor entre eles", completou.
Para conquistar as mulheres --que apoiavam em grande número a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton--, McCain escolheu para sua chapa a governadora do Alasca, Sarah Palin.
Palin se apresentou como herdeira de Hillary, alguém que quebraria o teto de vidro no qual a senadora fez 18 milhões de rachaduras, uma referência aos seus votos nas primárias democrata. Contudo, as pesquisas mostram que, considerando as mulheres em geral, o fenômeno Palin não trouxe grandes benefícios aos republicanos.
A pesquisa Zogby aponta ainda um outro cenário preocupante para McCain, ex-piloto da Marinha e prisioneiro da Guerra do Vietnã (1959 a 1975) por quase seis anos. O republicano está apenas empatado com Obama entre as famílias com ao menos um membro nas Forças Armadas americanas.
Crise
A pesquisa foi realizada entre 6 e 8 de outubro e cerca de um terço dos entrevistados foi consultado após o segundo debate presidencial, ocorrido na noite de terça-feira (7), na Universidade Belmont.
O confronto, que foi baseado em perguntas de eleitores indecisos e internautas, foi dominado pela crise financeira e a situação econômica dos Estados Unidos --tema que está no topo das preocupações dos eleitores e que terá grande influência nas urnas.
McCain esperava que o debate --em seu formato preferido de contato direto com o público-- o ajudasse a redesenhar os rumos da disputa e retomar a liderança nas pesquisas. Contudo, o zogby afirmou que, entre o grupo entrevistado após o debate, Obama lidera por margem ainda maior, de seis pontos percentuais.
"McCain não se ajudou no debate, isso está muito claro", disse Zogby.
Desde o estouro da crise financeira com o pedido de concordata do tradicional banco Lemahn Brothers e a tomada de controle das empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, Obama solidificou sua liderança na maioria das pesquisas nacionais. As sondagens mostram que o democrata é favorecido como o candidato mais capaz de lidar com a atual situação do mercado financeiro americano.
Nesta quarta-feira, pesquisa diária Gallup apontou que Obama expandiu sua liderança na disputa e conseguiu margem recorde de 11 pontos percentuais sobre o rival republicano, com 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain. O resultado, apontou o instituto, coincide com a pior avaliação da situação econômica dos EUA no ano, 59% dos americanos entrevistados descrevem as atuais condições econômicas como ruins.
Outros dois candidatos presidenciais, o independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr, tiveram 1% de intenção de voto cada. Outros 4% disseram estar indecisos.
A pesquisa foi realizada com 1.203 eleitores prováveis. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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