Mundo
09/10/2008 - 07h43

Obama lidera com apoio de independentes e mulheres, indica Zogby

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colaboração para a Folha Online
da Reuters, em Washington

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, conquistou liderança de quatro pontos sobre o rival republicano, John McCain. Esta margem vem, principalmente, do aumento de seu apoio entre mulheres e independentes, indica pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta quinta-feira.

A menos de quatro semanas da votação de 4 de novembro, Obama lidera a corrida pela Presidência americana com 48% das intenções de voto entre os eleitores prováveis contra 44% de McCain, um aumento de dois pontos percentuais desde a pesquisa anterior do instituto, divulgada na quarta-feira.

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Charles Dharapak/AP
Barack Obama e John McCain participam do segundo de três debates presidenciais realizados até o dia das eleições
Candidato democrata Barack Obama (à esq.) continua na liderança da disputa pela Casa Branca contra o rival republicano John McCain

Obama expandiu sua vantagem entre independentes de nove para 13 pontos percentuais e teve um crescimento menor, mas também significativo, entre as mulheres --de sete a nove pontos percentuais.

Segundo o instituto Zogby, que liderou a pesquisa, o senador por Illinois cresceu também entre os eleitores católicos e vence ou empata com McCain em todas as faixas etárias de eleitores, exceto aqueles que, como o republicano, tem mais de 70 anos.

"Obama parece estar indo bem entre os grupos que ele realmente precisa, as mulheres e os independentes", disse pesquisador John Zogby. "McCain precisa ir muito melhor entre eles", completou.

Para conquistar as mulheres --que apoiavam em grande número a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton--, McCain escolheu para sua chapa a governadora do Alasca, Sarah Palin.

Palin se apresentou como herdeira de Hillary, alguém que quebraria o teto de vidro no qual a senadora fez 18 milhões de rachaduras, uma referência aos seus votos nas primárias democrata. Contudo, as pesquisas mostram que, considerando as mulheres em geral, o fenômeno Palin não trouxe grandes benefícios aos republicanos.

A pesquisa Zogby aponta ainda um outro cenário preocupante para McCain, ex-piloto da Marinha e prisioneiro da Guerra do Vietnã (1959 a 1975) por quase seis anos. O republicano está apenas empatado com Obama entre as famílias com ao menos um membro nas Forças Armadas americanas.

Crise

A pesquisa foi realizada entre 6 e 8 de outubro e cerca de um terço dos entrevistados foi consultado após o segundo debate presidencial, ocorrido na noite de terça-feira (7), na Universidade Belmont.

O confronto, que foi baseado em perguntas de eleitores indecisos e internautas, foi dominado pela crise financeira e a situação econômica dos Estados Unidos --tema que está no topo das preocupações dos eleitores e que terá grande influência nas urnas.

McCain esperava que o debate --em seu formato preferido de contato direto com o público-- o ajudasse a redesenhar os rumos da disputa e retomar a liderança nas pesquisas. Contudo, o zogby afirmou que, entre o grupo entrevistado após o debate, Obama lidera por margem ainda maior, de seis pontos percentuais.

"McCain não se ajudou no debate, isso está muito claro", disse Zogby.

Desde o estouro da crise financeira com o pedido de concordata do tradicional banco Lemahn Brothers e a tomada de controle das empresas de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, Obama solidificou sua liderança na maioria das pesquisas nacionais. As sondagens mostram que o democrata é favorecido como o candidato mais capaz de lidar com a atual situação do mercado financeiro americano.

Nesta quarta-feira, pesquisa diária Gallup apontou que Obama expandiu sua liderança na disputa e conseguiu margem recorde de 11 pontos percentuais sobre o rival republicano, com 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain. O resultado, apontou o instituto, coincide com a pior avaliação da situação econômica dos EUA no ano, 59% dos americanos entrevistados descrevem as atuais condições econômicas como ruins.

Outros dois candidatos presidenciais, o independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr, tiveram 1% de intenção de voto cada. Outros 4% disseram estar indecisos.

A pesquisa foi realizada com 1.203 eleitores prováveis. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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