Mundo
09/10/2008 - 09h18

Pesquisa indica que Obama consolidou imagem de líder em debate

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colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, cumpriu uma das mais importantes tarefas do debate: parecer presidencial. Pesquisa realizada pela rede de televisão CNN com os espectadores do confronto desta terça-feira (7), mostra que, para 54%, Obama pareceu ser um líder mais firme que seu rival.

A pesquisa CNN reflete e fortalece o bom momento vivido pelo democrata desde que a crise financeira atingiu o país. Obama, que é reconhecido também como candidato mais apto a lidar com a situação, assumiu lideranças que vão de quatro pontos (em sondagem Zogby) e onze pontos percentuais (margem recorde registrada pelo Gallup ontem).

Jim Young/Reuters
Barack Obama e John McCain, durante debate em Nashville, no Tennessee (EUA)
Barack Obama e John McCain, durante debate em Nashville, no Tennessee (EUA)

Segundo a sondagem da rede, o republicano John McCain teve 43% das indicações, embora o debate tenha sido em formato interativo com a audiência --o preferido do republicano.

Para Keating Holland, diretor de pesquisas da rede, os ganhos do democrata em liderança vieram antes mesmo do debate desta semana. "A vantagem de McCain em termos de liderança diminuiu de 19 pontos em setembro para apenas cinco pontos neste final de semana", afirmou.

O senador democrata liderou também, por uma margem surpreendente de 37 pontos, como o candidato mais agradável durante o confronto em Nashville, com 65% contra 28% do rival. Ele foi também o mais inteligente (57% contra 25%) e expressou suas idéias de maneira mais clara (60% a 30%).

Em um cenário que pode justificar a vantagem democratas nas pesquisas, por uma margem de 14 pontos percentuais, os entrevistados indicaram que Obama pareceu se preocupar mais com os problemas dos eleitores da audiência.

Obama ficou também com 64% de opiniões favoráveis, um aumento de quatro pontos desde o primeiro debate, realizado em 26 de setembro. Já o rival republicano McCain manteve os 51% do primeiro encontro.

McCain --que adotou o lema democrata de mudança e ressalta que é um independente-- liderou como candidato que pareceu mais com um típico político, com margem de 16 pontos percentuais. "Para McCain, a grande descoberta pode ser que as opiniões favoráveis não mudaram", disse Holland.

Os espectadores questionaram também os ataques do republicano contra o rival --que incluíram chamar Obama de "aquele lá" e criar a maior polêmica do confronto. Segundo a CNN, 63% dos entrevistados disseram que McCain foi mais ofensivo que Obama contra apenas 17% que afirmaram o contrário.

Vitorioso

Como esperado, os entrevistados apontaram Obama como o vencedor do debate no Tennessee, com 54% das indicações contra 30% de McCain.

A pesquisa sugere ainda que o democrata ganhou entre um eleitorado crucial para as eleições deste ano: os independentes. Entre os eleitores que não se identificam com nenhum partido, Obama tem 54% contra apenas 285 de McCain.

Entre os democratas, como esperado, a margem de Obama chega a 80 pontos percentuais (85% a 5%). E entre os republicanos, McCain se saiu melhor com 64% das indicações contra 16% de Obama.

A pesquisa da CNN foi realizada com 675 eleitores que assistiram ao debate, dos quais 385 eram democratas e 31% republicanos. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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