Mundo
09/10/2008 - 10h17

Ganhador do Nobel de química declara apoio a Barack Obama

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da Reuters, em Nova York

Martin Chalfie mal recebeu o Nobel de química e já se juntou ao grupo de vencedores do prêmio que endossam a candidatura do democrata Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.

"Nós realmente precisamos ter mais apoio à ciência na Casa Branca e nós não tivemos isso nos últimos oito anos", disse Chalfie, professor de ciências biológicas na Universidade Columbia, em referência aos dois mandatos do republicano George W. Bush.

O professor se juntou a um grupo 61 ganhadores do prêmio Nobel que publicaram, no mês passado, uma carta aberta dizendo que a nação "precisa urgentemente de um líder visionário que possa garantir o futuro de nossas forças tradicionais na ciência e na tecnologia" para lidar com temas como questão energética, doenças e competitividade econômica.

A administração Bush foi duramente criticada por pesquisadores pela falta de apoio à ciência e por misturar questões científicas com política.

Chalfie dividiu o Nobel de química com dois outros cientistas pela descoberta e desenvolvimento da GFP (proteína fluorescente verde, em inglês) que permite visualizar processos biológicos que antes eram invisíveis, como o desenvolvimento de células nervosas no cérebro ou como cânceres se espalham pelo corpo.

Logo que soube do prêmio, Chalfie disse ter contatado um amigo, Robert Horvitz, que ganhou o Nobel de medicina em 2002. Horvitz foi um dos 61 ganhadores que escreveu a carta de apoio público a Obama.

Na carta, os cientistas defendem que Obama "entende que a liderança presidencial e os investimentos federais são elementos essenciais em uma governança bem sucedida".

Chalfie, nascido em 1947, ajudou no uso da técnica na biologia, por meio de experimentos posteriores.O prêmio de Química concede 10 milhões de coroas suecas (1 milhão de euros) e, como os outros prêmios Nobel, será entregue no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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