Mundo
09/10/2008 - 10h47

Maior comparecimento de jovens eleitores deve beneficiar Obama

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colaboração para a Folha Online
da Reuters, em Chicago

Mais de metade dos 44 milhões de eleitores de 18 a 29 anos deve votar na eleição presidencial deste ano, um comparecimento recorde às urnas que deve beneficiar o candidato democrata, Barack Obama.

Com lema de mudança em Washington e uma imagem nova no cenário político nacional, Obama criou um grande apelo entre os eleitores mais jovens --que o favoreceram desde as primárias democratas.

Jason Reed-06out.08/Reuters
Democratic presidential nominee Senator Barack Obama (D-IL) poses with diners at the 12 Bones Smokehouse barbeque restaurant in Asheville, North Carolina, October 6, 2008. REUTERS/Jason Reed (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Democrata Barack Obama posa para foto ao lado de jovens eleitores; grupo deve favorecer o senador por Illinois

Estes americanos nascidos entre 1979 e 1990 representam a chamada "geração do milênio", que chegou à idade de conscientização política durante o governo do democrata Bill Clinton. Analistas esperam que eles atenuem a imagem do povo americano de eleitores apáticos e preguiçosos, que não exercem o direito --facultativo-- de voto.

Desde que a idade mínima para votar foi reduzida para 18 anos, em 1972, só em duas ocasiões o comparecimento dos jovens foi superior a 50%.

"Os jovens estão se registrando em números recordes. Eles sentem a capacidade que têm de realizar a mudança neste país", disse o ex-governador democrata de Iowa Tom Vilsack.

Uma pesquisa USA Today/MTV/Gallup publicada nesta semana aponta que 61% dos eleitores com menos de 30 anos preferem Obama contra apenas 32% que favorecem o republicano John McCain --a maior diferença entre os candidatos em todas as faixas etárias.

Os jovens parecem mais abertos à idéia de eleger um primeiro presidente negro. Além disso, a relativa juventude de Obama -- 47 anos em vez dos 72 anos de McCain-- também atrai os novos eleitores.

"Ele é mais jovem e defende muitas coisas em termos de diversidade que as pessoas esperam que aconteça", disse a comerciante Sarah Lynch, 28 anos, de Chicago, base eleitoral de Obama. "As pessoas estão realmente frustradas com o governo de George W. Bush. Acho que em geral as pessoas estão realmente prontas para algo diferente", disse ela.

Outros jovens refletem a opinião do eleitorado como um todo de que Obama é o candidato mais apto a resolver a grave crise financeira que afeta a economia do país. "Não consigo uma bolsa educacional. Isso está afetando minhas chances de ir para a escola no semestre que vem, então por isso me interesso tanto em votar", disse Kristina Meenan, 18, estudante de artes de Chicago.

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E Obama parece ter reconhecido sua vantagem entre o eleitorado jovem e está investindo em uma grande campanha para levá-los às urnas em novembro.

Segundo funcionários da rede MTV, ligada diretamente a este público, Obama comprou horários de propaganda em três emissoras: Comedy Central, VH1 e Spike. Os anúncios democratas começarão a ser veiculados nesta quinta-feira.

Até este ano, afirma reportagem do "The New York Times", a rede MTV não aceitava propagandas políticas. Obama será o primeiro candidato presidencial a ocupar espaço na rede.

A campanha democrata confirmou a compra dos horários, mas não deu maiores detalhes sobre o conteúdo ou a duração dos vídeos.

Dia de votação

Embora o registro de eleitores tenha efetivamente crescido neste ano, a dúvida permanece se os novos eleitores vão efetivamente sair de casa em 4 de novembro para declarar seu voto.

Para Erica Williams, da entidade Centro para o Progresso Americano, o "caucus" de Iowa em janeiro comprovou que os jovens não merecem a fama de ser um grupo pouco comprometido ou menos inclinado a votar. "Os jovens não estão engajados só por causa de toda a agitação. Eles permaneceram consistentemente engajados desde a primeira primária", disse ela.

O comparecimento eleitoral dos jovens atingiu um auge de 55% em 1972 e então decaiu até 40% em 1996 e 2000, mas se recuperou para 49% em 2004. Naquele ano, os jovens representaram 16% do total de votos, contra 14% em 2000.

Para esta eleição, 48% dos jovens estão registrados para votar, enquanto entre os maiores de 30 anos a taxa chega a 83%, afirma Scott Keeter, da entidade Pew Research Center.

Uma mudança é que os jovens tendem a ser mais ligados à Internet, que oferece amplas discussões para ler e discutir questões como as relações entre política e meio ambiente. Um ambiente no qual o democrata Obama sobressai em número de páginas e arrecadações.

Os jovens baixaram formulários de inscrição eleitoral de sites como o Rock the Vote, que ajudou a registrar 2,1 milhões de pessoas, sendo dois terços com menos de 30 anos. Muitos jovens também vão receber mensagens nos seus celulares lembrando do dia da eleição.

Os jovens, afirma a especialista, têm suas próprias perspectivas para questões importantes para o eleitorado como um todo. Por exemplo, como a crise econômica afeta seu crédito educacional ou possibilidades de emprego. Ou então pelo fato de os jovens formarem a maioria do contingente militar enviado para as guerras do Iraque e Afeganistão.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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