Mundo
09/10/2008 - 16h13

Milhares de eleitores são impedidos de se registrar nos EUA

Publicidade

da Efe, em Washington
da Folha Online

Milhares de pessoas habilitadas a votar em pelo menos seis Estados cruciais para as próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos não puderam se registrar ou tiveram seus registros eleitorais apagados, informou nesta quinta-feira o jornal "The New York Times".

O diário, que afirmou ter revisado os censos estaduais, acrescentou que essas pessoas foram impedidas de se registrar, algo que aparentemente "viola a lei federal".

"Estas ações não parecem coordenadas por um ou outro partido nem são conseqüência de uma infração proposital às regras por parte dos funcionários eleitorais", acrescentou.

"Aparentemente, são resultado de erros no manejo de registros e antecedentes dos eleitores", continua.

Estes erros podem causar problemas no pleito. A eleição presidencial de 2000 foi decidida após uma apuração de um mês e meio devido a recontagens de poucos milhares de votos na Flórida.

Também poderia haver problemas no dia da eleição, em 4 de novembro, acrescentou o jornal.

"A exclusão dos registros de eleitores nesses seis Estados poderia levar as pessoas excluídas das listas a se apresentarem para votar e serem rejeitadas pelos funcionários eleitorais, o que geraria confusão, demora e disputa", concluiu o jornal.

A eleição presidencial nos EUA não é decidida pelo voto direto, mas sim por colégios eleitorais onde cada Estado é representado por um número de delegados proporcional à sua população.

As eleições passadas e as pesquisas atuais indicam que alguns Estados podem ser cruciais para a escolha do novo presidente, já que seus eleitores ainda não demonstraram preferência clara pelo democrata Barack Obama nem pelo republicano John McCain.

Os impedimentos para o registro de eleitores, segundo o jornal, ocorreram em seis Estados: Colorado, Indiana, Ohio, Michigan, Nevada e Carolina do Norte.

Registros apagados

O "NY Times" ainda destaca que embora tenha sido dada muita atenção este ano para os milhões de novos eleitores, que se registraram para votar por causa de Obama, há poucas notícias sobre o número de eleitores, cujos registros estão sendo excluídos.

Os Estados tentam cumprir uma lei de 2002, que determina a remoção do registro de eleitores que não votarão nas próximas eleições, "mas para cada eleitor que se registrou nos últimos dois meses em alguns Estados, autoridades eleitorais locais excluíram, em média, dois outros nomes", mostram os números analisados pelo jornal.

Essa postura por parte dos seis Estados viola a legislação federal de duas maneiras. Michigan e Colorado estão excluindo o registro de eleitores a menos de 90 dias da eleição presidencial, o que não é permitido exceto quando o eleitor morreu, notificou as autoridades que se mudou do Estado em que era registrado ou foi declarado incapaz de votar.

Segundo o jornal, os Estados de Indiana, Nevada, Carolina do Norte e Ohio incorrem em outro desrespeito; estão usando dados do Seguro Social para verificar o registro de novos eleitores.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca