Mundo
09/10/2008 - 18h00

Obama critica plano de US$ 300 bi de resgate de hipotecas de McCain

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, fez duras críticas nesta quinta-feira ao plano de resgate de hipotecas do adversário republicano, John McCain. Obama considerou a idéia "a última de uma série de mudanças de opiniões", que evidencia uma "liderança incerta e inconstante".

"Ele bolou um plano que pune os contribuintes, premia os bancos e não resolverá nossa crise imobiliária", disse Obama durante um evento de campanha, em Dayton, Ohio.

Jay Laprete/Efe
Democrata Barack Obama discursa em ato de campanha em Dayton, no Estado de Ohio
Democrata Barack Obama discursa em ato de campanha em Dayton, no Estado de Ohio

Obama afirmou que o plano de McCain traria "prejuízo aos contribuintes e apoiariam o tipo de ganância e irresponsabilidade que levou Wall Street a esta bagunça".

Durante o segundo debate presidencial na terça-feira (07), McCain sugeriu que o governo compre os títulos podres de hipoteca e renegociem juros menores para essas propriedades e, dessa forma, ajudar a reduzir os pedidos de despejo e falência.

A maior parte do plano de US$ 300 bilhões de resgate de hipotecas do republicano seria bancado pelos próprios contribuintes americanos. O conselheiro econômico de McCain, Doug Holtz-Eakin, disse nesta quarta-feira que o plano republicano poderia ser implementado rapidamente, porque a lei de resgate financeiro aprovada pelo Congresso na semana passada teria aberto um precedente político.

Em e-mail para simpatizantes, McCain afirmou que seu plano iria "atender a verdadeira raiz da crise imobiliária". Obama, por outro lado, chamou a proposta republicana de "arriscada".

"Não acredito que possamos aceitar este tipo de liderança inconstante, nestes momentos de incerteza. Precisamos de liderança firme na Casa Branca. Precisamos de um presidente que confiemos em um momento de crise", afirmou Obama.

Campanha

Nesta quarta, a campanha democrata lançou um anúncio de televisão que condena a proposta de McCain, afirmando que "os mesmos líderes que causaram a crise em primeiro lugar" se beneficiariam do plano.

Tannen Maury /Efe
Republicano John McCain faz campanha em Waukesha, no Winsconsin nesta quinta-feira
Republicano John McCain faz campanha em Waukesha, no Winsconsin nesta quinta-feira

Parte da recente vantagem de Obama nas pesquisas de intenção de voto deve-se a sua habilidade de gastar mais com propaganda do que McCain, dando ênfase para os eleitores ou Estados específicos em que quer melhorar seu desempenho.

O senador gastou US$ 3,3 milhões apenas na segunda-feira (06) e deve investir mais de US$ 90 milhões em anúncios até as eleições de 4 de novembro.

O seu rival republicano, John McCain, gastou apenas US$ 900 mil em anúncios veiculados na segunda-feira. O Comitê Republicano Nacional ajudou com outros US$ 700 mil em vídeos.

Além de liderar na maior parte dos Estados, considerados chave para as eleições de novembro, a pesquisa Gallup desta quinta-feira mostrou vantagem de 11 pontos percentuais para Obama, frente a McCain. O percentual seria a maior diferença entre os candidatos registrada pela medição diária do instituto desde o início das campanhas democratas e republicanas em meados de julho.

Consolidando a liderança nas pesquisas, Obama decidiu partir para uma estratégia menos agressiva em seus anúncios. Na semana passada, apenas 34% de suas propagandas atacavam McCain diretamente, enquanto praticamente todos os anúncios de McCain no mesmo período atacaram diretamente Obama, segundo estudo da Universidade de Winsconsin-Madison.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h43
Parte 2
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
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celso assis (65) 25/11/2009 09h26
celso assis (65) 25/11/2009 09h26
Explicacáo para alta nas bolsas asiaticas ; MOTIVOS LOCAIS!!!!!!
Só dizendo QUIA, QUIA, QUIA, QUIA, QUIA
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