Obama critica plano de US$ 300 bi de resgate de hipotecas de McCain
da Folha Online
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, fez duras críticas nesta quinta-feira ao plano de resgate de hipotecas do adversário republicano, John McCain. Obama considerou a idéia "a última de uma série de mudanças de opiniões", que evidencia uma "liderança incerta e inconstante".
"Ele bolou um plano que pune os contribuintes, premia os bancos e não resolverá nossa crise imobiliária", disse Obama durante um evento de campanha, em Dayton, Ohio.
| Jay Laprete/Efe |
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| Democrata Barack Obama discursa em ato de campanha em Dayton, no Estado de Ohio |
Obama afirmou que o plano de McCain traria "prejuízo aos contribuintes e apoiariam o tipo de ganância e irresponsabilidade que levou Wall Street a esta bagunça".
Durante o segundo debate presidencial na terça-feira (07), McCain sugeriu que o governo compre os títulos podres de hipoteca e renegociem juros menores para essas propriedades e, dessa forma, ajudar a reduzir os pedidos de despejo e falência.
A maior parte do plano de US$ 300 bilhões de resgate de hipotecas do republicano seria bancado pelos próprios contribuintes americanos. O conselheiro econômico de McCain, Doug Holtz-Eakin, disse nesta quarta-feira que o plano republicano poderia ser implementado rapidamente, porque a lei de resgate financeiro aprovada pelo Congresso na semana passada teria aberto um precedente político.
Em e-mail para simpatizantes, McCain afirmou que seu plano iria "atender a verdadeira raiz da crise imobiliária". Obama, por outro lado, chamou a proposta republicana de "arriscada".
"Não acredito que possamos aceitar este tipo de liderança inconstante, nestes momentos de incerteza. Precisamos de liderança firme na Casa Branca. Precisamos de um presidente que confiemos em um momento de crise", afirmou Obama.
Campanha
Nesta quarta, a campanha democrata lançou um anúncio de televisão que condena a proposta de McCain, afirmando que "os mesmos líderes que causaram a crise em primeiro lugar" se beneficiariam do plano.
| Tannen Maury /Efe |
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| Republicano John McCain faz campanha em Waukesha, no Winsconsin nesta quinta-feira |
Parte da recente vantagem de Obama nas pesquisas de intenção de voto deve-se a sua habilidade de gastar mais com propaganda do que McCain, dando ênfase para os eleitores ou Estados específicos em que quer melhorar seu desempenho.
O senador gastou US$ 3,3 milhões apenas na segunda-feira (06) e deve investir mais de US$ 90 milhões em anúncios até as eleições de 4 de novembro.
O seu rival republicano, John McCain, gastou apenas US$ 900 mil em anúncios veiculados na segunda-feira. O Comitê Republicano Nacional ajudou com outros US$ 700 mil em vídeos.
Além de liderar na maior parte dos Estados, considerados chave para as eleições de novembro, a pesquisa Gallup desta quinta-feira mostrou vantagem de 11 pontos percentuais para Obama, frente a McCain. O percentual seria a maior diferença entre os candidatos registrada pela medição diária do instituto desde o início das campanhas democratas e republicanas em meados de julho.
Consolidando a liderança nas pesquisas, Obama decidiu partir para uma estratégia menos agressiva em seus anúncios. Na semana passada, apenas 34% de suas propagandas atacavam McCain diretamente, enquanto praticamente todos os anúncios de McCain no mesmo período atacaram diretamente Obama, segundo estudo da Universidade de Winsconsin-Madison.
Com Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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