Mundo
10/10/2008 - 09h31

Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral

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colaboração para a Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, lidera as pesquisas de intenção de voto há semanas, mas nesta quinta-feira, pela primeira vez, ele superou os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ganhar a eleição de 4 de novembro.

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Segundo a média de pesquisas do site especializado Real Clear Politics, o senado democrata tem 277 votos eleitorais contra apenas 158 da chapa republicana. Outros 103 votos continuam em acirrada disputa, mas, mesmo considerando que John McCain ganhe todos, ele perderia para o rival democrata.

Jay Laprete-09out.08/Efe
Democrata Barack Obama discursa em ato de campanha em Dayton, no Estado de Ohio
Democrata Barack Obama discursa em Ohio, um dos Estados ainda em disputa

Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta. Assim, a votação popular norteia os delegados estaduais que escolhem seu candidato à Presidência.

Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população e, em quase todos eles, o vencedor leva todos os votos eleitorais. Assim, Obama conquistou uma grande margem sobre McCain porque tem a seu favor a maioria dos Estados das costas leste e oeste americanas, locais como a Califórnia (com 55 votos eleitorais) e Nova York (com 31 votos).

Já o senador por Arizona tem ao seu lado grande parte do centro do país, tradicionalmente republicano e com pouco influência na matemática eleitoral (como Oklahoma, com sete votos e Dakota do Norte, com três).

Virgínia

A conquista de Obama no Colégio Eleitoral foi resultado da virada do democrata no Estado da Virgínia, que não apóia um democrata para presidente há 44 anos. Com o agravamento da crise financeira e as mudanças demográficas dos últimos anos, o senador virou o jogo no Estado de 13 votos eleitorais e tem 49% das intenções de voto contra 45% de McCain, segundo pesquisa da CNN.

Carlos Barria-09ou.08/Reuters
Republican presidential nominee Senator John McCain (R-AZ) speaks during a rally in Mosinee, Wisconsin October 9, 2008. REUTERS/Carlos Barria (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
John McCain perdeu liderança na Virgínia, reduto republicano

Outro estudo da Opinion Research Corporation, realizado entre 28 e 30 de setembro, mostra o democrata liderando com 53%, contra 44% de McCain. As duas sondagens têm margem de erro de quatro pontos percentuais.

Há menos de um ano, em maio, uma sondagem da Virgínia Commonwealth University, mostrava McCain com 47% das intenções de voto contra apenas 39% para o democrata.

Além da questão econômica, Obama se beneficiou de uma mudança demográfica que mudou a cara da cena política em Virgínia. A população da porção norte do Estado, que trabalha para o governo em Washington e trabalha em empresas de tecnologia de ponta na região, tem caráter mais liberal e jovem do que a fatia rural sul da Virgínia, que permanece majoritariamente republicana.

O mesmo fenômeno aconteceu, afirma reportagem da CNN, em outras regiões chave para as eleições de novembro, como Wisconsin e New Hampshire.

Voto popular

Na disputa pelo voto popular, Obama abriu uma margem de cinco pontos percentuais sobre o rival republicano e expandiu seu apoio entre as mulheres, segundo pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby divulgada nesta sexta-feira.

Obama agora lidera a disputa com 48% da intenção de voto contra 43% de John McCain, um pequeno aumento de um ponto percentual em relação à pesquisa de quinta-feira. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.

Contudo, a maior conquista do democrata foi entre as eleitoras americanas, um eleitorado muito disputado desde a saída da ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton da corrida. O senador por Illinois tem agora margem de 12 pontos entre as mulheres, um aumento de quatro pontos percentuais em apenas um dia.

Segundo o instituto, Obama também ganhou maior apoio entre os eleitores hispânicos --cruciais em Estados como Nevada e Novo México-- e jovens eleitores. O democrata ainda lidera entre independentes, embora tenha reduzido sua margem de 13 para dez pontos percentuais.

McCain, ex-piloto da Marinha e prisioneiro da Guerra do Vietnã (1959 a 1975) por quase seis anos, perde para o rival democrata também entre as famílias com ao menos um membro nas Forças Armadas americanas.

O senador por Arizona, 72, está empatado com Obama, 48, entre os eleitores com mais de 65 anos. Nas outras faixas etárias, o democrata vence. "McCain não está indo bem em grupos que ele precisa ser bem sucedido", disse pesquisador John Zogby. "Não podemos chamar de uma situação de pânico, mas ele está caindo", completou.

A pesquisa aponta ainda que o presidenciável independente, Ralph Nader, tem o apoio de 2% dos eleitores e o libertário, Bob Barr, conta com apenas 1% da intenção de voto. Outros 4% se declararam indecisos.

A pesquisa foi realizada entre 6 e 9 de outubro, com 1.203 eleitores em todo o país.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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