Mundo
10/10/2008 - 14h10

Suprema Corte de Connecticut aprova direitos de casais gays

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colaboração para a Folha Online

A Suprema Corte de Connecticut aprovou nesta sexta-feira o direito de casais gays se casarem. O Estado agora é o terceiro nos Estados Unidos a conceder todos os benefícios do casamento aos gays, depois da Califórnia e Massachussets.

A votação foi muito dividida, mas com quatro votos contra três ficou decidido que gays podem se casar sob a Constituição do Estado. Connecticut já permitia a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas não concedia todas as proteções e benefícios do casamento.

"Eu mal posso acreditar. Nós estamos muito empolgadas e cheias de alegria. Finalmente poderemos, depois de 33 anos, casar", disse Janet Peck, de Colchester, ao lado de sua parceira, Carole Conklin.

Na decisão, a Corte de Connecticut afirmou que as leis estaduais que permitem o casamento gay não dão aos casais os mesmos direitos da união heterossexual. "Interpretando nossas provisões estaduais, de acordo com o acordo que firmemente estabelece proteção igual, leva inevitavelmente à conclusão de que as pessoas homossexuais têm o direito de casar com parceiros de sua escolha", disse juiz Richard N. Palmer.

"Para decidir ao contrário, precisaríamos aplicar certos princípios constitucionais para gays e outros para todos os demais", continuou.

A governadora Jodi Rell, republicana, afirmou discordar da decisão, mas reiterou que não vai lutar contra a aprovação. "A Suprema Corte falou. Eu não acredito que as vozes deles reflitam a maioria das pessoas de Connecticut. Contudo, eu também estou convencida de que tentativas para reverter esta decisão não serão bem sucedidas", disse, em comunicado.

O pedido para a revisão da legislação estadual no tema foi trazido em 2004, depois que seis casais do mesmo sexo tiveram suas licenças de casamento negadas. Eles processaram o governo por discriminação e violação da igualdade de direitos e pediram os mesmos benefícios do casamento heterossexual.

Peck disse que, assim que a decisão foi anunciada, o casal começou a chorar e de abraçar. "Nós sempre sonhamos em nos casar. Mesmo sendo lésbicas e nunca sabendo se ia acontecer, sempre sonhamos", disse.

Com Associated Press e Reuters

 

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