Mundo
10/10/2008 - 15h35

Protestos contra premiê deixam ao menos dois mortos na Caxemira

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colaboração para a Folha Online

Ao menos duas pessoas morreram durante protestos nesta sexta-feira, na Caxemira, contra a visita do premiê indiano para inaugurar uma hidrelétrica.

Outras 75 pessoas ficaram feridas quando a política atirou, lançou gás lacrimogêneo e usou cacetetes para conter os protestos de muçulmanos nas ruas de Srinagar. Os manifestantes gritavam "Queremos liberdade".

Fayaz Kabli/Reuters
Texto: A Kashmiri demonstrator throws a piece of brick at Indian policemen during a protest against Indian Prime Minister Manmohan Singh's visit in Srinagar October 10, 2008. Singh arrived in Kashmir on Friday on a two-day visit, triggering angry demonstrations in the disputed Himalayan region that has seen some of its biggest anti-India protests recently. Police fired teargas shells and used batons to disperse several thousands of Muslim demonstrators who marched the streets in Srinagar, the summer capital, shouting "We want freedom". REUTERS/Fayaz Kabli (INDIAN-ADMINISTERED KASHMIR)
Manifestante atira pedra contra policiais em confronto na Caxemira; dois morreram

Dezenas de milhares de muçulmanos da Caxemira protestaram nas ruas da região após as orações de sexta-feira. A maioria dispersou calmamente, mas, em dois locais de Srinagar, centenas entraram em conflito com a polícia, atirando pedras.

Segundo Prabhakar Tripathi, porta-voz da Reserva Central da Polícia, muitos policiais ficaram feridos. As duas vítimas morreram em hospitais locais, em conseqüência dos ferimentos de bala.

Nos últimos dois meses, a região tem sido palco de inúmeros protestos antigoverno indiano desde uma revolta separatista em 1989. Cerca de 40 pessoas foram mortas e mais de mil ficaram feridas nos confrontos.

O premiê indiano, Manmohan Singh, ofereceu nova oportunidade de diálogo com os separatistas para encerrar a violência. "O governo pede diálogo com tosas as pessoas. eu insisto que quem quer que tenha reclamações deve vir à frente para dialogar", disse, em coletiva de imprensa.

Mais cedo na sexta-feira, Singh, acompanhado de Sonia Gandhi, líder do partido com maioria no Congresso, inaugurou uma hidroelétrica de potência de 450 megawatts em Baglihar Dam, no rio Chenab, que corre da Caxemira indiana ao Paquistão.

O governo paquistanês se opôs ao projeto, alegando que diminuirá o acesso à água. A índia rejeitou as acusações e disse que o projeto é crucial para auxílio da população empobrecida que vive na região.

O projeto custou mais de US$ 1,1 bilhão e, segundo Singh. "A mesma quantidade pode ser usada agora para o bem estar das pessoas e outros projetos de desenvolvimento no Estado", afirmou.

Com Associated Press e Reuters

 

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