Obama acusa McCain de usar estratégia do medo e prefere falar de esperança
da France Presse, em Chilicothe
da Folha Online
O candidato democrata Barack Obama repreendeu nesta sexta-feira seu adversário republicano John McCain por realizar uma campanha de "raiva e divisão" em meio à pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930.
Obama respondeu, assim, ao golpe da equipe de McCain, que resolveu investir nas acusações feitas pela candidata republicana à vice, Sarah Palin, sobre suas supostas ligações com um ativista de extrema-direita, num momento em que McCain perde terreno nas pesquisas.
| AP/Efe |
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| Presidenciáveis Barack Obama, em Ohio, e o republicano John McCain, no Winsconsin |
"Nos últimos dias temos visto uma enxurrada de insinuações e ataques repugnantes; e estou certo de que veremos muito mais nos próximos 25 dias", afirmou Obama.
A reprimenda de Obama foi feita em Chillicothe (Estado de Ohio) e aconteceu depois de McCain ter lançado um novo anúncio negativo contra o democrata, na qual o acusa de mentir sobre sua relação com o ex-ativista radical William Ayers --um dos fundadores do grupo radical esquerdista Weather Underground, que se opunha à guerra do Vietnã (1959 a 1975) nos anos 1960 e que colocou bombas no Congresso e no Pentágono no início dos anos 1970.
"É fácil irritar uma multidão apelando para a raiva", afirmou Obama depois de ter sido atacado, em alguns comícios de McCain, com gritos de "traidor" e "socialista", o que, para muitos americanos, é um tremendo insulto.
'Mas isso não é o que precisamos agora nos EUA. Os tempos em que vivemos são muito importantes. Os desafios são enormes. O povo americano não está em busca de alguém que divida seu país, está em busca de alguém que o lidere", afirmou o democrata.
"Estamos numa crise séria; agora mais do que nunca é o momento de pôr o país na frente da política", insistiu Obama aludindo ao slogan da campanha republicana que diz "o país em primeiro lugar".
"Terrorista"
A equipe republicana respondeu afirmando que Obama se esconde por trás da crise econômica, usando-a para sufocar qualquer investigação sobre seu passado.
"Ao invés de reconhecer as verdadeiras diferenças que existem nesta eleição, Barack Obama está usando a crise econômica dos EUA para desviar a atenção de críticas legítimas sobre ele e seu histórico", afirmou o porta-voz de McCain, Tucker Bounds.
Além disso, a equipe de McCain divulgou nesta sexta-feira uma nova propaganda de TV sobre os vínculos de Obama com Bill Ayers, em que o nome de Ayers e a palavra "terrorista" se repetem sem cessar.
A propaganda, intitulada "Ambition" e difundida em todo o país, segundo comunicado da equipe de McCain tenta convencer os eleitores de uma suposta relação entre o senador de Illinois, 47, e Bill Ayers, 63, que hoje é professor universitário em Chicago.
"A ambição cega de Barack Obama o levou a trabalhar com um terrorista não arrependido", afirma a propaganda eleitoral.
No início da semana, a candidata republicana à vice-presidência Sarah Palin prosseguiu questionando os vínculos do candidato democrata Barack Obama com terroristas, principalmente Bill Ayer.
"Segundo o 'New York Times', ele era um terrorista local e parte de um grupo que, cito, 'lançou uma campanha de ataques com bomba que teria como alvo o Pentágono e o Capitólio'", declarou.
O tom da campanha americana se endureceu no fim de semana passado, quando os republicanos insistiram em acusar o democrata Barack Obama de ter ligações com terroristas, uma estratégia que pode dar certo junto aos eleitores do país, preocupados no momento com a crise financeira, mas sempre atentos à questão de segurança nacional.
Os democratas já classificaram esses ataques como "ridículos, desonestos e imorais".
Quando Ayers era ativista, Barack Obama tinha oito anos, ironizou, em uma entrevista à rede de televisão CNN Rahm Emmanuel, representante democrata no Illinois.
"Eles acham realmente que os Estados Unidos vão achar que Barack Obama 'é amigo de terroristas'?", ironizou no canal Fox Claire McCaskill, senadora democrata no Missouri (centro), aludindo à equipe republicana.
Para os democratas, os ataques têm como único objetivo "mudar de assunto", considerando que o tema em voga - a crise econômica -, é extremamente negativo para os republicanos.
Segundo eles, nos últimos 15 dias de crise financeira, McCain se mostrou um "lunático", manifestando assim sua "incompetência para assuntos econômicos".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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