Palin acusa Obama de colocar "ambição acima dos EUA"
da Folha Online
A candidata a vice-presidente republicana, Sarah Palin, acusou nesta sexta-feira o presidenciável democrata, Barack Obama, de colocar "sua ambição acima dos interesses do país", após um jornal ter denunciado que o senador supostamente teria influenciado políticos iraquianos que negociavam com os Estados Unidos.
O jornal conservador "The Washington Times" publicou hoje uma reportagem afirmando que Obama teria dito a líderes iraquianos em Bagdá, em junho, que um acordo entre os EUA e Iraque, para permitir que tropas americanas permanecessem no país após 2008, não deveria entrar em vigor a menos que fosse aprovado pelo Congresso.
Segundo a publicação, o diálogo ocorreu duas semanas após Obama ter assegurado a nomeação democrata para presidente. Na época, foi amplamente divulgado que Obama tinha mantido conversas com líderes iraquianos e expressou opiniões semelhantes sobre o tema durante coletivas.
Ambição
Mas a campanha do candidato republicano, John McCain, afirma que o pedido de Obama interferiu nos esforços dos EUA de chegar a um acordo com o governo iraquiano. Autoridades americanas e iraquianas ainda têm de anunciar um acordo final, apesar dos numerosos rumores de que um consenso estaria próximo.
Durante ato de campanha hoje em Madeira (Ohio), Palin disse que Obama tentou influenciar nas negociações "de maneira a prejudicar a causa americana lá, enquanto sua campanha sairia ganhando aqui".
"Se é verdade... é um exemplo impressionante de como colocar a ambição acima do país", afirmou Palin. "De colocar as ambições políticas na frente de fazer o que é certo para nossas tropas é de tirar o fôlego, e é inaceitável", acrescentou.
"Rezo a Deus para que as pessoas tenham tempo o bastante ainda para perceberem isso e começarem novamente a ligar os pontos para perceber a diferença entre as chapas [republicana e democrata]", afirmou Palin.
Agressividade
Desde a ampliação da vantagem de Obama nas últimas pesquisas de intenção de voto, a campanha republicana adotou uma estratégia mais agressiva contra o democrata.
Comerciais de TV foram veículados ligando Obama ao radical de esquerda Bill Ayers --um dos fundadores do grupo radical esquerdista Weather Underground, que se opunha à guerra do Vietnã (1959 a 1975) nos anos 1960 e que colocou bombas no Congresso e no Pentágono no início dos anos 1970.
A estratégia atual de McCain, de retratar seu rival como "muito arriscado para os EUA", parece funcionar em ao menos uma arena: seus comícios, onde o público está respondendo de maneira cada vez mais agressiva contra Obama.
Enquanto McCain, sua mulher, Cindy e Palin aumentam o tom dos questionamentos ao patriotismo e à personalidade do candidato democrata, têm sido ouvidos na platéia gritos de "traição", "terrorista", "mentiroso" e até "matem-no".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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