McCain muda o tom agressivo e pede a partidários que respeitem Obama
da France Presse, em Lakeville
colaboração para a Folha Online
O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, abandonou o tom agressivo que marcou sua campanha na última semana e pediu a seus partidários que respeitem o rival democrata, Barack Obama, assim como ele mesmo o respeita e admira.
"Eu admiro o senador Obama, eu o respeito e é assim que deve ser a política", disse McCain, em comício em Lakeville, Minnesota. "Quero dizer, com isso, que vocês devem ser respeitosos (...) e 99% das pessoas foram respeitosas e eu aprecio isso", insistiu.
| Jim Mone/AP |
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| Republicano John McCain ameniza o tom e pede respeito ao rival democrata Obama |
Nos últimos dias, McCain foi criticado por Obama por "instaurar o ódio e a divisão" nas platéias de seus comícios. O senador republicano, cada vez mais atrás nas pesquisas, questiona quem é o verdadeiro Barack Obama e não coibe que várias pessoas em seus eventos respondam aos gritos de "mentiroso", "terrorista", e "socialista". Na Flórida, caso mais extremo, chegaram a gritar "matem-no".
Além disso, um dos oradores do comício republicano nesta semana citou o nome do meio de Obama --Hussein-- em uma tentativa aparente de alimentar os temores sobre a história do senador.
Ao ser questionado por um espectador de Minnesota que se dizia "apavorado" com a simples idéia de imaginar Obama na Casa Branca, McCain declarou: "Eu quero ser presidente". "Mas quero dizer a vocês que ele (Obama) é uma pessoa de bem e alguém de quem vocês não têm de ter medo", frisou o senador pelo Arizona, sob os gritos da multidão.
Os comentários marcam uma grande mudança no tom do republicano que, há apenas dois dias, tentou vincular Obama a William Ayers, um dos fundadores do grupo radical esquerdista Weather Underground, que se opunha à guerra do Vietnã (1959 a 1975) nos anos 60 e que colocou bombas no Congresso e no Pentágono no início dos anos 70.
A estratégia de McCain, apontam analistas, é gerar dúvidas sobre o passado do rival, fazer com que os eleitores tenham medo de votar em Obama e que a grande massa de novos eleitores empolgados com a candidatura do democrata fique em casa no dia da votação.
Mas mesmo antes dessa declaração inesperada de McCain, a hostilidade do público em relação a Obama parecia menos exacerbada nesta sexta-feira, quando o candidato republicano apareceu no palco sem sua companheira de chapa, Sarah Palin.
A mudança de tom pode ser uma reação à réplica democrata.
Nas pesquisas, McCain e Palin continuam atrás da chapa democrata. Sondagem da revista Newsweek divulgada hoje aponta que Obama tem 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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