Mundo
11/10/2008 - 09h26

McCain muda o tom agressivo e pede a partidários que respeitem Obama

Publicidade

da France Presse, em Lakeville
colaboração para a Folha Online

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, abandonou o tom agressivo que marcou sua campanha na última semana e pediu a seus partidários que respeitem o rival democrata, Barack Obama, assim como ele mesmo o respeita e admira.

"Eu admiro o senador Obama, eu o respeito e é assim que deve ser a política", disse McCain, em comício em Lakeville, Minnesota. "Quero dizer, com isso, que vocês devem ser respeitosos (...) e 99% das pessoas foram respeitosas e eu aprecio isso", insistiu.

Jim Mone/AP
Republican candidate Sen. John McCain, R-Ariz., speaks at a town hall meeting at Lakeville South High School Friday, Oct. 10, 2008, in Lakeville, Minn. (AP Photo/Jim Mone)
Republicano John McCain ameniza o tom e pede respeito ao rival democrata Obama

Nos últimos dias, McCain foi criticado por Obama por "instaurar o ódio e a divisão" nas platéias de seus comícios. O senador republicano, cada vez mais atrás nas pesquisas, questiona quem é o verdadeiro Barack Obama e não coibe que várias pessoas em seus eventos respondam aos gritos de "mentiroso", "terrorista", e "socialista". Na Flórida, caso mais extremo, chegaram a gritar "matem-no".

Além disso, um dos oradores do comício republicano nesta semana citou o nome do meio de Obama --Hussein-- em uma tentativa aparente de alimentar os temores sobre a história do senador.

Ao ser questionado por um espectador de Minnesota que se dizia "apavorado" com a simples idéia de imaginar Obama na Casa Branca, McCain declarou: "Eu quero ser presidente". "Mas quero dizer a vocês que ele (Obama) é uma pessoa de bem e alguém de quem vocês não têm de ter medo", frisou o senador pelo Arizona, sob os gritos da multidão.

Os comentários marcam uma grande mudança no tom do republicano que, há apenas dois dias, tentou vincular Obama a William Ayers, um dos fundadores do grupo radical esquerdista Weather Underground, que se opunha à guerra do Vietnã (1959 a 1975) nos anos 60 e que colocou bombas no Congresso e no Pentágono no início dos anos 70.

A estratégia de McCain, apontam analistas, é gerar dúvidas sobre o passado do rival, fazer com que os eleitores tenham medo de votar em Obama e que a grande massa de novos eleitores empolgados com a candidatura do democrata fique em casa no dia da votação.

Mas mesmo antes dessa declaração inesperada de McCain, a hostilidade do público em relação a Obama parecia menos exacerbada nesta sexta-feira, quando o candidato republicano apareceu no palco sem sua companheira de chapa, Sarah Palin.

A mudança de tom pode ser uma reação à réplica democrata.

Nas pesquisas, McCain e Palin continuam atrás da chapa democrata. Sondagem da revista Newsweek divulgada hoje aponta que Obama tem 52% das intenções de voto contra apenas 41% de McCain.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca