Mundo
11/10/2008 - 20h43

Obama é apoiado na Filadélfia e pode levar importante Estado nas eleições

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da Efe, em Filadélfia

Os democratas da Filadélfia demonstraram hoje que a Pensilvânia já esqueceu Hillary Clinton, sua opção nas primárias, e receberam com clamor o candidato presidencial Barack Obama, a quem definiram majoritariamente como 'magnífico'.

A Pensilvânia é um dos estados cujos resultados permanecem em aberto. A julgar pelas pesquisas, que dão aos democratas uma vantagem de dois pontos nesse Estado, e pela emoção hoje na Filadélfia, em novembro, a Pensilvânia, berço da Declaração da Independência, deve apoiar com força a chegada do primeiro presidente negro à Casa Branca.

Obama, que participou hoje de quatro atos eleitorais na Filadélfia, não foi o único a fazer campanha no Estado da Pensilvânia.

Alguns quilômetros mais ao nordeste, Sarah Palin, a candidata republicana à Vice-Presidência, se concentrou na parte mais conservadora do Estado e esta noite abrirá uma partida de hóquei na Filadélfia.

Obama iniciou a manhã agradecendo ao candidato republicano, John McCain, por tê-lo defendido em um ato eleitoral no qual foi chamado de árabe. "Podemos estar em desacordo, mas ainda podemos nos respeitar", disse.

A presença de Obama na Filadélfia paralisou a principal cidade da Pensilvânia, que se transformou em uma sucessão de ruas bloqueadas e enormes filas que davam acesso aos locais onde o democrata falou.

Hoje, muitos não chegaram a ver nem a ouvir Obama. Entre elas estava Louise, uma funcionária de um hospital da cidade, que mesmo assim declarou emocionada: "Eu consegui senti-lo muito de perto. Foi muito especial. Magnífico."

A maioria reconheceu que quase não conseguiu ouvir o candidato, mas isso não diminuiu o entusiasmo de milhares de afro-americanos que expressavam sua esperança nas propostas de Obama para revitalizar a economia e superar a profunda crise financeira que castiga o país e o mundo.

"Ele é nossa esperança", disse um jovem que vendia camisetas com o slogan da campanha do senador por Illinois a US$ 10.

Em todos os atos a mensagem do candidato foi a mesma. Obama falou de seus planos para reforçar a economia, diminuir os impostos às famílias de classe média e conceder isenções fiscais às empresas que criem postos de trabalho.

Várias centenas de quilômetros a oeste, em Johnstown, na parte conservadora do Estado, Sarah Palin teve um discurso bem diferente, no qual perguntou ao público quantos deles serviram nas Forças Armadas. Pediu também que fosse feita uma homenagem a essas pessoas.

Palin, censurada por abuso de poder em um relatório legislativo no Alasca, discursou contra Obama e o tachou de "radical" no que se refere ao aborto.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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