Mundo
12/10/2008 - 10h35

Palin se confunde ao tentar rebater acusação de abuso de poder

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colaboração para a Folha Online

A candidata republicana a vice, Sarah Palin, se confundiu neste sábado ao tentar rebater as acusações de que abusou de seu poder como governadora do Alasca ao demitir injustamente um funcionário que não quis demitir seu ex-cunhado.

"Eu fico feliz que o relatório tenha mostrado que não houve atividade ilegal ou antiética na minha escolha de substituir o comissário. Um processo partidário que foi levado por legisladores que não ficaram muito felizes com nada que eu fiz durante meu governo, este processo agora acabou, com a descoberta que eu não fiz nada fora da lei ao substituir o comissário", disse a repórteres na Pensilvânia. Contudo, um dia antes, um tribunal do Alasca divulgou relatório confirmando que Palin efetivamente fez uso abusivo do poder durante seu mandato.

Carlos Barria/Reuters
Republican vice presidential nominee Alaska Governor Sarah Palin attends at a rally in Waukesha, Wisconsin October 9, 2008. An Alaska ethics inquiry found that Palin abused the power of her office by dismissing the state's public safety commissioner, a report released on October 10, 2008 said. REUTERS/Carlos Barria/Files (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Candidata a vice republicana, Sarah Palin, nega que o relatório tenha comprovado acusação de abuso de poder no governo

Lembrada por um repórter sobre a confirmação da acusação pelo tribunal, Palin --cada vez mais conhecida por suas respostas prontas e que tem pouco a ver com as perguntas-- reiterou: "não houve abuso de autoridade na demissão do oficial Wooten." "De fato, lembrem, policial Wooten ainda está na tropa do Alasca, que fica a cargo do comissário e do pessoal do Departamento de Segurança Pública que decide quem merece usar um distintivo ou carregar uma arma no Estado do Alasca", continuou.

"Se eles acham que o oficial Wooten merece, é a decisão deles. Eu não gerencio os comissários e peço a eles para contratar ou demitir qualquer um. E graças a Deus a verdade foi revelada neste relatório que mostrou que não houve nada ilegal ou antiético", insistiu a governadora, negando as conclusões da Justiça.

A investigação judicial se refere à denúncia de um alto integrante do governo do Alasca, que disse ter sido demitido, arbitrariamente, por Palin, após se negar a mandar embora um funcionário que, naquele momento, estava se divorciando da irmã da governadora.

Palin teria abusado de sua autoridade quando ordenou a demissão do comissário de segurança pública Walt Monegan, após ele ter se negado a despedir o agente Mike Wooten, ex-cunhado de Palin.

Segundo a comissão ética que presidia o inquérito, Palin deixou os laços familiares influenciarem seu poder de decisão, mesmo que essa não tenha sido a única razão para a demissão de Monegan.

Na manhã do sábado, em Pittsburgh, Palin respondeu a um repórter que questionou sobre a situação do inquérito. Ela mandou que o jornalista lesse o relatório.

A campanha republicana reluta em permitir grande contato de Palin com os repórteres desde que o caso de abuso de poder veio a tona e que a republicana conservadora cometeu uma série de gafes nas únicas três entrevistas que concedeu desde que foi anunciada para a chapa republicana.

A campanha do presidenciável republicano John McCain defendeu a inocência de Palin e diz poder provar que o comissário foi demitido em julho por sua insubordinação em assuntos orçamentários. Palin e seu marido, Todd, se negaram a cooperar com a investigação, que chamam de "partidária".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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