Mundo
12/10/2008 - 15h47

Ataque aéreo no Paquistão deixa 27 insurgentes mortos

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colaboração para a Folha Online

Forças de Segurança do Paquistão lançaram um ataque aéreo na região tribal de Orakzai deixando ao menos 27 insurgentes do Taleban mortos, informou uma fonte paramilitar. O ataque acontece no mesmo dia em que mais de cem talebans foram mortos em confrontos no país vizinho, Afeganistão.

O ataque foi uma retaliação aos militantes pelo atentado suicida na quinta-feira (9) durante um conselho tribal no qual mais de cem pessoas foram mortas. Segundo o porta-voz dos paramilitares do Frontier Corps, entre os talebans mortos estão 12 militantes que fariam atentados suicidas.

Mohammad Sajjad/AP
Texto: ** FILE ** In this Oct. 9, 2008, file photo, Pakistani tribesmen brandish their weapons before their patrol along security forces in troubled area of Daudzai near Peshawar, Pakistan. Pakistani tribesmen are raising armies to battle al-Qaida and Taliban militants close to the Afghan border, a movement encouraged by the army and hailed as a sign its offensive there is succeeding. (AP Photo/Mohammad Sajjad, File)
Homens das tribos paquistanesas assumem combate a insurgentes do Taleban

"A aviação de combate matou 27 militantes, incluindo dois importantes comandantes", disse, em comunicado.

Governo e as forças de inteligência na região dizem que ao menos três esconderijos dos talebans foram destruídos. Moradores disseram que outros 15 insurgentes ficaram feridos.

A região tribal da fronteira entre Paquistão e Afeganistão é um dos maiores redutos dos terroristas do Taleban e da Al Qaeda. Ambos os governos sofrem intensa pressão dos Estados Unidos para reforças as ações militares na região e reconquistar o controle local.

Orakzai tem sido uma das sete regiões tribais mais pacíficas do Paquistão. Diferentemente das outras, Orakzai não faz fronteira com território afegão, contudo, tem recebido muitos insurgentes que fogem da intensificação do combate com forças de segurança nas outras regiões.

A crescente violência no país forçou o recém-eleito presidente, Asif Ali Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, morta em um atentado terrorista em dezembro, a pedir uma sessão fechada com o Parlamento para discutir segurança interna.

O governo deve apresentar sua estratégia para o debate na sessão desta segunda-feira. Zardari já disse que combaterá firmemente as forças terroristas no país.

Forças de segurança fizeram uma outra ofensiva na região de Bajur e mataram mais de 25 supostos militantes, informou funcionários do governo, Jamil Khan.

Khan disse que as armas dos helicópteros destruíram esconderijos de militantes na região, na madrugada deste domingo, matando ao menos dez pessoas. Durante o dia, outras quinze pessoas morreram nos confrontos, continuou.

EUA

Haji Mujtaba /Reuters
A tribesman shows damaged belongings at a site of a missile attack on the outskirts of Miranshah, near the Afghan border, October 12, 2008. Suspected U.S. drones fired two missiles on Saturday into a Pakistani region regarded as a safe haven for al Qaeda and Taliban militants, killing at least five insurgents, residents and an intelligence official said. REUTERS/Haji Mujtaba (PAKISTAN)
Homem mostra os danos causados por ataque de mísseis em Miranshah, Paquistão

A morte dos insurgentes foi anunciada no mesmo dia em que, também segundo fonte de segurança, pelo menos cinco pessoas morreram em um novo ataque com mísseis na zona tribal paquistanesa do Waziristão do Norte, fronteira com o Afeganistão.

O ataque foi supostamente lançado por um avião americano sem piloto. Segundo a fonte, citada pelo canal privado Geo TV, um avião teleguiado dos EUA lançou ontem à noite dois mísseis perto de Miran Shah, capital do Waziristão do Norte.

"Dois mísseis caíram contra um complexo justo nos arredores de Miran Shah, que mataram cinco pessoas e deixaram duas feridas", disse a fonte sob condição de anonimato. Os feridos foram já levados a um hospital da região.

Nem o comando militar paquistanês nem o comando americano informaram sobre o ataque. Mas, o ataque deste sábado é apenas um entre os vários atentados atribuídos às forças americanas, que não tem acordo com o governo --como no Afeganistão-- para agir em terras paquistanesas. Os EUA fizeram ao menos dez ataques com mísseis nos últimos dias.

Paquistão condenou o ataque e disse que tais ações não ajudam nem o Paquistão nem os EUA.

Com Reuters, Associated Press e Efe

 

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