Mundo
13/10/2008 - 07h20

Diálogo nuclear poderia acontecer no final de outubro em Pequim

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da Efe, em Seul
da Folha Online

As conversas entre os países --China, Japão, Rússia, Coréia do Sul e EUA-- para reativar a desnuclearização de Pyongyang poderiam ser retomadas no final deste mês de outubro em Pequim, informou nesta segunda-feira a agência sul-coreana de notícias Yonhap.

13.ago.2002-Space Imaging Asia/AP
Imagem de satélite de Yongbyon em 2002
Planta nuclear de Yongbyon deve ser desativada após retirada do país da lista

Segundo o porta-voz do Ministério sul-coreano de Relações Exteriores, Moon Tae-yong, o calendário da reunião entre as partes será determinado entre a Cúpula da Ásia e Europa --que acontecerá em Pequim entre os dias 24 e 25 de outubro-- e as eleições presidenciais nos Estados Unidos do dia 4 de novembro.

No entanto, o porta-voz disse que não houve nenhuma notificação a respeito por parte da China, país anfitrião do diálogo nuclear.

Ontem, um dia depois de os EUA retirarem a Coréia do Norte da sua lista negra de Estados terroristas, o país anunciou que vai retomar o desmantelamento de suas centrais nucleares e aceitará novamente as visitas dos inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas).

Crise

O pacto de desnuclearização de Pyongyang foi feito em 2005. O governo concordou em abandonar todos os seus programas nucleares em troca de benefícios econômicos e diplomáticos.

Em acordo subseqüente, os EUA sugeriram retirar a Coréia do Norte da lista negra de terrorismo em troca de uma declaração "completa e correta" de todos os programas.

O acordo ficou paralisado com a relutância da Coréia do Norte em aceitar um mecanismo que permitisse aos EUA e outros membros na negociação verificar a declaração.

Em 2006, a Coréia do Norte testou um mecanismo nuclear e foi acusada de iniciar programa de enriquecimento de urânio, que seria o segundo passo para fazer mísseis nucleares.

Em junho deste ano, a Coréia do Norte destruiu a torre de resfriamento da usina nuclear de Pyongyang, o símbolo mais visível de seu programa nuclear. O gesto foi um sinal de seu comprometimento em cessar a fabricação de bombas atômicas.

Contudo, dois meses depois, o país anunciou que interrompeu seu processo de desnuclearização por causa da recusa dos EUA de retirar o país comunista da lista de nações terroristas, medida que Pyongyang considera uma "clara violação" do acordo que iniciou o processo.

Em setembro, em resposta à ameaça, o Departamento de Estado americano negou que a Coréia do Norte tenha reiniciado a atividade de sua planta nuclear, mas ressaltou que o país estava "bem próximo de fazê-lo" e ameaçou o país de isolamento caso o reator de Yongbyon fosse reativado.

No sábado (11), o Departamento de Estado dos EUA anunciou, como esperado, a retirada da Coréia do Norte da lista negra dos países patrocinadores do terrorismo, em um esforço que visa retomar as conversas sobre a desnuclearização do país comunista nos meses finais da administração do republicano George W. Bush.

 

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